O passado é uma parada…

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Na fileira de cima, três craques de Seleção: Manga, Nilton Santos e Rildo. Agachada, uma das mais fabulosas linhas ofensivas do futebol mundial: Mané, Didi, Amarildo, Quarentinha e Zagallo. Isto é Botafogo.

Hora de resgatar a confiança

Por Gerson Nogueira

COLUNA GERSON_15-04Depois de tantas idas e vindas, o campeonato parece pronto para ser reiniciado. Mas, quando a bola rolar de novo para as semifinais do Parazão, seria prudente que ninguém atrapalhasse mais. Nem políticos metidos a desportistas, nem a FPF capenga de sempre, muito menos a cartolagem de Remo e Paissandu, omissa pela própria natureza.

O torcedor, que vinha prestigiando o torneio deste ano com entusiasmo incomum, precisará ser reconquistado. Isso pode levar tempo, afinal a credibilidade da competição ficou seriamente abalada pelos episódios recentes – incluindo o grotesco W.O. na sétima rodada.

Tanto mais complexa será a retomada porque ainda há beócio que duvida dos efeitos danosos desse tipo de situação. As rendas nos clássicos, fonte principal de sustentação do Parazão, estavam garantindo um fôlego financeiro à dupla Re-Pa como não se via há pelo menos quatro temporadas.

Os públicos que os fanáticos remistas e bicolores vinham proporcionando já eram motivo de admiração nos demais Estados, às voltas com plateias quase sempre nanicas, incluindo o caro certame paulista e o badalado campeonato carioca.

Acontece que, em face da paralisação do campeonato, o primeiro Re-Pa deve sofrer as consequências da esfriada imposta ao torcedor. Não se pode brincar com a paixão popular. Credibilidade é algo que se conquista com o tempo, mas se perde em poucos minutos.

Cabe, então, aos dois times a missão importantíssima de cativar novamente o torcedor. Só o futebol bem jogado, empolgante e limpo, pode garantir essa reconciliação. Por isso mesmo, a responsabilidade dos jogadores é imensa. Pelo que representam para os dois lados, Eduardo Ramos, pelo Paissandu, e Val Barreto, pelo Remo, podem ser os embaixadores dessa missão.

Ocorre que todos são responsáveis. Todos precisam mostrar bom futebol não apenas para garantir a vitória de seus times, mas para convencer a torcida paraense quanto à legitimidade do campeonato.

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Guerra à pirataria

O Paissandu vai abrir uma verdadeira frente de batalha para combater a pirataria de seus símbolos e uniformes. O clube cansou de perder receita com a venda de camisas, bonés e bandeiras para o comércio clandestino. A partir de agora, por decisão de diretoria, o mercado pirata – inclusive no entorno do estádio da Curuzu – será duramente combatido.

À frente da iniciativa está o advogado Alberto Maia, da equipe jurídica do clube. Cálculos feitos por técnicos a serviço do clube indicam que o Paissandu perde receita considerável em função da ação da pirataria.

A exemplo de outros grandes clubes, o Papão passa a fiscalizar a comercialização de produtos com sua marca. Antes tarde do que nunca.

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Direto do blog

O tricolor Rildo Pereira de Medeiros escreve à coluna para lamentar a peia que o Fluminense sofreu no clássico carioca, criticar as teimosias de Abelão e prever que o Flamengo ganhou ânimo extra para enfrentar o Remo no meio da semana, pela Copa do Brasil.

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Adeus a um desportista

O futebol paraense perdeu, ontem à noite, um grande abnegado. Desportista de alma e engenheiro de profissão, José Olívio Câmara morreu, vítima de infarto. Ex-diretor de Futebol do Paissandu, foi um baluarte. Trabalhou muito pelo clube com ou sem cargo. Foi secretário estadual de Transportes. O sepultamento acontece na manhã de hoje, com saída do Recanto da Saudade, na rua Diogo Móia.

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 15)

Muito barulho por nada

Por Gerson Nogueira

Quando um campeonato é inteiramente prejudicado quanto ao interesse do público e à credibilidade dos clubes, itens fundamentais em qualquer tipo de evento, cabe perguntar quem pagará os prejuízos causados pela interrupção. Sim, porque a essa altura não há mais dúvida de que o Parazão foi paralisado por puro capricho politiqueiro.
As bravatas do principal dirigente do Santa Cruz, pronunciadas a partir do dia 25 de março, quando ficou claro que o jogo entre o time de Cuiarana e Paissandu não seria realizado em Cametá, deixavam claro a real intenção por trás dos ruídos midiáticos.
A partir desse dia, o Santa Cruz dedicou-se a sabotar o campeonato. Não apareceu no estádio Jornalista Edgar Proença, configurando-se o W.O. no jogo com o Paissandu. Dias depois, recorreu à Justiça Comum em Salinas, mas não logrou êxito no pedido de liminar, mas horas depois obteve a suspensão do torneio graças à intervenção do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
Tudo sob a alegação de que se julgava prejudicado pelo desmembramento da sétima rodada do returno. O argumento era cabível e até legítimo, mas as motivações não eram de natureza esportiva.
Pela própria estrutura do clube, idealizado como satélite político-eleitoral, era previsível que a furiosa determinação de parar o campeonato era puro factóide. Nos tempos de pelada, lá em Baião, chamava-se a isso de presepada.
Travar um campeonato que já se constituía num dos mais atraentes e lucrativos – graças à dupla Re-Pa – dos últimos tempos foi um ato boçal, de pura irresponsabilidade, próprio de quem caiu de pára-quedas na seara esportiva e não tem qualquer compromisso com o futebol e com a paixão do torcedor.
A justificativa para a súbita desistência dos procedimentos jurídicos seria apenas risível, não fosse simplesmente triste. Alegar preocupações tardias com a torcida é quase um deboche. A torcida já foi achincalhada ao ficar impedida de ver seus times em ação, por razões banais.
Registre-se, porém, que a porteira foi escancarada há alguns anos pela sucessão de regulamentos frouxos, que permitem a qualquer aventureiro criar uma agremiação e disputar as competições oficiais promovidas pela FPF. De nada adianta criticar os presepeiros de plantão. É preciso fechar as brechas abertas para a malandragem. O problema é se há real interesse em fazer isso.
Pobre futebol paraense.
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Domingo é o dia do Re-Pa 
No mais novo impasse surgido quanto às semifinais do returno do Campeonato Paraense, a respeito das datas dos jogos, a FPF pode resolver de maneira simples e justa. Basta aplicar a questão do mérito, sem receio de ferir suscetibilidades. Paissandu e Remo são, para variar, responsáveis pelas grandes arrecadações do ano.
Jogar no sábado ou domingo só faz a diferença no aspecto financeiro. Portanto, não há o que discutir. O Re-Pa tem prioridade e deve ser jogado no domingo, como manda o bom senso. E, obviamente, para Tuna e PFC, o fato de jogar sábado não vai acarretar nenhum prejuízo quanto à bilheteria.

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Bola rolando também na TV
Depois de dois domingos seguidos discutindo as futricas do tapetão, o Bola na Torre (RBATV) volta ao normal e reabre o debate sobre futebol de verdade, como o povo gosta. Guilherme Guerreiro apresenta, com participações de Tomazão e deste escriba baionense. Por volta da meia-noite.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 14)

Fla x Remo será em Volta Redonda

O técnico Jorginho garantiu, em entrevista coletiva concedida após o treino desta sexta-feira, no Ninho do Urubu, no Rio, que a partida de volta entre Flamengo e Remo, pela primeira fase da Copa do Brasil, acontecerá no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) havia voltado da decisão na última quinta-feira e aberto a possibilidade do jogo sofrer transferência para Juiz de Fora (MG). “Receberemos o Remo em Volta Redonda. Agora é o Flamengo que não quer jogar em Juiz de Fora”, garantiu o treinador. (Do Lance!)