Anos de luta. No final dos anos 70, ato público por liberdade de imprensa, contra os atentados às bancas de jornal e perseguição da ditadura aos jornais alternativos – Resistência, O Nanico, Tribuna da Luta Operária, Coojornal, entre outros. Na foto de Miguel Chikaoka, Paulo Weyl, Rômulo Paes, Carlos Boução, Luiz Maklouf (parcialmente encoberto) e João Batista, que anos depois seria executado a mando de grileiros e latifundiários.

Chikaoka, um consagrado fotógrafo; Paulo Weyl, um cracaço da advocacia, Rômulo Paes é do Ministério de Combate à Fome e Boução assessor de imprensa da Alepa. Todos gente muito fina e que deu sua enorme contribuição para a redemocratização deste país, ainda que tenham colocado em risco suas vidas, algo que os torna ainda mais merecedores da justa homenagem.
Parabéns, Gerson.
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GERSON sou fã deste espaço; parabens pela foto do escrete postado anteriomente e agora esta religuia.
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se possivel amigo por ser devoto de nossa senhora peço imagem do cirio
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Gerson, achei umas fotos antigas do Ver-o-Peso, que ainda não apareceram na seção do Passado. Infelizmente, não se tem informação de datas. Mas numa, dá pra se ver que ainda não existia
o relógio na Praça do Relógio. E também mostra algo que não sabia que existia na esquina, do Ver-o-Peso, que fica à margem da baía. É uma belíssima foto.
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Poxa, amigo Heleno, pode enviar para que sejam postadas. Acho importante mantermos viva essa memória cultural da cidade.
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Li muito o “Resistência” no início dos anos 80, à altura de meus 13 anos. Esse jornal e mais os estudos bíblicos à luz da Teologia da Libertação nas CEBS foram fundamentais para minha formação política e cultural e aproximação às causas humanitárias e sociais. Meu irmão trabalhava em uma banca de revista – inclusive vizinho a uma das que sofreram atentados em Belém – e por ele tinha acesso não só a esse jornal, como ao “O Bancário” do Levy, Revista ISTOÉ editada pelo Mino Carta, ao Pasquim (que lia escondido por causa das sacanagens) e à REVISTA PLANETA de ufologia. Parabéns à valorosa SDDH, responsável pelo jornal, hoje tão combatida pelo jornalismo-lixo de programas policiais locais.
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Amigos Cássio e Jorge, esse grupo reunido na foto teve muitos méritos. E o principal, na minha opinião, foi a coragem de contrariar o coro dos contentes. À época, editar e publicar um jornal de combate à ditadura era um ato temerário, pois as forças de repressão não perdoavam esses arroubos.
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Cássio, lembro-me que no curso de História da UFPA o referido jornal sempre foi ressaltado como fonte/documento histórico de extrema relevância sobre período que compreende os estertores do regime do arbítrio…
Gerson e confrade, por falar do período de 21 anos de trevas políticas que acometeram o país, ontem tive o prazer de assistir ao documentário sobre Wilson Simonal, “Ninguém sabe o duro que dei”. A ditadura de fato fez muitas vítimas, não só do lado “canhoto”, como dizia um dos melhores cantores que este país já teve ao se referir às esquerdas.
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