Fúria registra índice negativo de gols

Os arquivos da Fifa registram que a Espanha bateu o recorde negativo de gols numa Copa do Mundo.  Foram oito gols em sete partidas, o menor índice de uma seleção campeã do mundo, desbancando o Brasil de 1994 e a Inglaterra de 1966, que fizeram 11 gols.

7 comentários em “Fúria registra índice negativo de gols

  1. Gérson, a queda do nível técnico na Copa, não é de hoje e pode render um bom debate. na realidade expressa uma queda técnica do futebol como esporte, desde os anos 80. Aliás, Gérson, depois do Carrosel Holandês de 74, da seleção de Telê de 82 e da Dinamáquina de 86, o que se apresentou de novidade técnica e tática no futebol mundial? É um esporte coletivo que, graças a um conjunto de elementos conjunturais e estruturais, está se necrosando, sem apresentar nada de novo à ciência e ao sentimento do esporto. Observe o quanto o Basquete evoluiu (rapidez, perfil físico dos jogadores, força) além do Vôlei (o esporte que mais mudou de 93 para cá). Até o futsal mudou até de nome. O futebel de campo, envolvendo milhões está se tornando um esporte previsível, modorrento e de que uma queda absurda de habilidades entre os jogadores nivelando para baixo as seleções. Os técnicos e seus esquemas engessadadores da habilidade têm contribuído em muito para isso. A única novidade foi a proibição de recuo com os pés para os goleiros (principalmente por conta da marmelada austro-germânica da Copa de 82) e o sistema de 3 pontos. E só. Isso explica o baixo rendimento técnico das Copas a partir de 1990. A década de 80 foi o último suspiro de bom futebol. É só ver a geração de craques e equipes que a década formou e comparar com 90 para cá: Platini, Zico, Sócrates, Falcão, Leandro, Júnior, Rumenigge, Protasov, Blokhin, Keegan, Maradona e uma plêiade de craques. Caso não corram mudanças substanciais no futebol mindial, vamos assistir esses fiascos técnicos por um bom tempo. Será essa a nova ordem mundial que se consolida?

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  2. Poucos gols também é um fato no futsal, onde já não se vê goleadas como antes, mas não quer dizer necessariamente jogo feio, mas sim reflexo da preparação física com atletas cada vez mais novos tirando o espaço do adversário. Apenas mudanças na regra poderão reverter essa situação, aumentando o espaço, como por exemplo reduzindo pra dez o número de jogadores e/ou acabando com o impedimento, ou ainda tentando-se reduzir o número de faltas, por exemplo, punindo com tiros livres a partir de determinado número de faltas e/ou excluindo os faltosos da partida, como no basquete.

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  3. São comentários como esses do Jorge que atiçam personagens como Dunga, Jorginho, Parreira, Felipe Melo, etc. Cobrar resultados de um país pentacampeão mundial? O Brasil precisa desse tipo de raciocínio? Aquele monstrengo de seleçao de 1994 venceu a copa mais fácil da história e ainda foi a penais com o caído e velho time da Itália. Essas seleções 74, 82 e 86 e ainda posso anexar a Huingria de 1954, até hohe estão na memória social do futebol e no imaginário social de quem ama o esporte. A seleção brasileira de 82 até hoje está na ponta da língua. Alguém por acaso lembra a de 94. A seleção de 2002 teve uma geração de bons jogadores (abaixo logicamente dos craques de 82) e foi campeã no Japão em outra copa fácil para o Brasil, ma spelo menos essa venceu todas e todos lembram de Ronaldo, Ronaldinho, Marcão, Rivaldo e Roberto Carlos. Além de Romário e Bebeto em 94, quem destacar? O Zinho enceradeira? O Mazinho burocrático? O Ricardo “severino” Rocha? O vovô Branco? Francamente… Repito, o futebol brasileiro não precisa mais provar nada a ninguém e ficar insistindo nesse futebol pragmático que não ganha nada. O trauma pós-tri já foi suerado. Tem voltar a jogar futebol.

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