Com eficiência e objetividade

POR GERSON NOGUEIRA

Não foi uma atuação dedicada ao ataque, mas o PSC conquistou o resultado que lhe interessava. Ganhou seu primeiro jogo fora de casa e chegou à vice-liderança da Série C. Um resultado importante para um desempenho apenas razoável em jogo que teve mais posse de bola do Ferroviário, mas que ficou marcado pela objetividade dos bicolores.  

Presenças marcantes de Tiago Coelho, Marlon e José Aldo, os melhores em campo, com atuações que justificam o triunfo do PSC apesar do recuo excessivo em momentos importantes do confronto. Os gols aconteceram em jogadas rápidas que se constituíram nos únicos lances agudos proporcionados pelo ataque paraense. 

No 1º tempo, o jogo foi monótono até o lance do gol. O Ferroviário buscava pressionar, mas esbarrava em falhas de finalização de Edson Cariús e seus parceiros de ataque. O PSC só arriscava de longe e também não acertava o pé. Aos 17’, a zaga bicolor espanou mal uma bola e Waguinho pegou de jeito, mas Tiago Coelho defendeu bem.

Um minuto depois, nasceu o gol. Patrick Brey chutou, o goleiro rebateu e Marlon, rápido, chegou batendo firme entre três marcadores. A partir daí, só deu Ferroviário. O PSC baixou perigosamente as linhas e passou a dar chutão o tempo todo, diante da pressão cearense. 

Alemão, Maicon Assis e Cariús desperdiçaram oportunidades dentro da área. O recuo excessivo só não deu errado para os bicolores devido às limitações ofensivas do Ferrão.

O 2º tempo reiniciou com pressão intensa do time da casa. Melhor distribuído no ataque, o Ferroviário cercou a área do PSC, mas parou sempre nas defesas seguras de Tiago Coelho. Quando era mais forte essa presença, o PSC conseguiu sair em bloco para um contra-ataque letal.

Marlon tocou na entrada da área para José Aldo, que foi à linha de fundo e devolveu a bola para Marlon, que finalizou com um chute certeiro. Jogada muito bem construída com a assinatura dos jogadores mais técnicos da equipe. 

A vantagem tornou o PSC novamente recuado em excesso. O Ferroviário se lançou à frente, teve um pênalti duvidoso e diminuiu com Edson Cariús, a 11 minutos do fim. O goleiro Tiago Coelho se destacou nesse período com duas defesas preciosas, que impediram o empate. 

Sem Pimpão, técnico tem chance de reformular ataque

Para tentar conquistar a segunda vitória seguida em casa, o Remo recebe hoje no Baenão a visita do Campinense, que está na 16ª colocação. Nos preparativos finais, ontem, foi anunciada a ausência do atacante Rodrigo Pimpão, poupado em função de dores musculares. 

É uma situação que permite ao técnico Paulo Bonamigo fazer mudanças para melhorar o rendimento do ataque. Erick Flores, Fernandinho e Vanilson são cotados para entrar no lado esquerdo. No meio-campo, Uchoa e Marciel podem ter a companhia de Jean Patrick ou Anderson Paraíba.

O jogo adquiriu importância ainda maior após a vitória do PSC, que pulou para a segunda colocação, com 8 pontos, o que torna praticamente obrigatório ao Remo vencer para alcançar a quinta posição, com 16 pontos, e se manter no pelotão principal da competição. 

Com o avanço do rival, aumenta naturalmente a pressão sobre o Remo, cuja torcida deve lotar o Baenão apostando na vitória sobre o campeão paraibano. 

Bale terá privilégio negado a Jari Litmanen

Gareth Bale vai jogar sua primeira (e talvez única) Copa do Mundo. Conquistou esse direito com a vitória de 1 a 0 que País de Gales impôs à Ucrânia na repescagem das eliminatórias. E não foi um triunfo qualquer. A mídia europeia torcia descaradamente por um final feliz para os ucranianos em função da invasão russa ao país.

Em campo, porém, prevaleceu o time galês, que deu esse presente a Bale, um atacante de 32 anos que apareceu com destaque há 10 anos no futebol britânico e foi contratado como astro pelo Real Madrid. Foi um dos piores negócios do clube merengue. Bale virou chinelinho e reserva em tempo integral.

Na seleção de seu país, porém, Bale é astro-rei e garantiu um privilégio que o destino negou a jogadores mais brilhantes que ele. Caso de Jari Litmanen, o meia finlandês que comandou brilhantemente o Ajax nos anos 90, e foi um dos maiores injustiçados em termos de Copas do Mundo.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 06)

5 comentários em “Com eficiência e objetividade

  1. “O recuo excessivo só não deu errado para os bicolores devido às limitações ofensivas do Ferrão.”;
    “[a vitória do PSC] torna praticamente obrigatório ao Remo vencer para alcançar a quinta posição, com 16 pontos”.
    Duas verdades.
    Nem todo árbitro marcaria o penal a favor do Ferrim, igualmente aquele a favor do PSC contra o Manaus.
    A regularidade do PSC põe pressão no Remo, ainda irregular.

  2. A sequência de jogos permite ao PSC disparar e chegar ao primeiro lugar até na 12ª rodada; já a sequência do Remo é ingrata, com exceção do jogo em casa contra o Autos. Espera-se que, enfim, o time engrene e embale, permanecendo no G8, e se consolide a partir das cinco últimas rodadas.

  3. Talvez o Bonamigo consiga ajustar o meio-campo, mas o setor defensivo segue uma incógnita, não transmite segurança.

  4. Gerson, concordo com vc que o Bale virou chinelinho. Mas ao chegar ao Real Madrid foi fundamental para a conquista da 10a champions pelos merengues. O galês, junto a di maria, teve atuação impecável contra o atlético de Madrid. Recentemente li uma matéria que apresentava seus números: 106 gols e 67 assistências em 258 jogos. Tmbm lembro de uma arrancada surreal pela ala esquerda que resultou em gol e título contra o Barça na copa do rei.

    Abs

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