Morreu na manhã desta segunda-feira, 14, o ex-jogador Fefeu, que estava hospitalizado há semanas na Beneficente Portuguesa com problemas renais graves. “Desde já queremos agradecer o esforço que foi feito para mantê-lo entre nós, a influência dos colegas da imprensa foi fundamental para dar conforto nos últimos dias a esse jogador que muitas alegrias deu ao povo paraense. Agradecer ao amigo Alírio Gonçalves por se sensibilizar com a situação disponibilizando a estrutura do hospital da Beneficência Portuguesa”, diz a nota divulgada pela família. O corpo vai ser velado em Icoaraci e o enterro está previsto para a tarde desta segunda-feira.
Nas redes sociais, muitas pessoas se manifestaram em homenagem a Fefeu, que foi um ponteiro arisco e driblador, com facilidade para chegar à linha de fundo. Obteve destaque no time da Tuna dos anos 70, ao lado de Mesquita, Antenor, Leônidas, Abel, Marinho e Gonzaga. Defendeu também o PSC no Campeonato Brasileiro de 1973.
Muito querido pelos colegas de profissão, ele adoeceu durante a pandemia e o estado se agravou no final do ano passado. Foi então hospitalizado na Beneficente Portuguesa por intereferência do ex-presidente tunante Alírio Gonçalves.
William Hurt, ganhador do Oscar por “O beijo da mulher aranha” e um dos grandes atores de sua geração, morreu neste domingo (13) aos 71 anos, de causas naturais. Ganhador do Oscar em 1985 pela atuação no filme “O Beijo da Mulher Aranha”, do argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco. Hurt foi o general Thaddeus Ross em alguns filmes da Marvel como “O Incrível Hulk”, “Viúva Negra” e “Capitão América: Guerra Civil”.
O blogueiro viu praticamente todos os filmes de Hurt e os preferidos, pela ordem, são: “Broadcast News”, “Corpos Ardentes” e “O Reencontro”. Hurt está magnífico em “O Beijo da Mulher Aranha”, mas não tanto quanto nos três citados acima. Vale lembrar que está muito bem como o pai de Christopher McCandless em “Na natureza selvagem”.
“É com grande tristeza que a família Hurt lamenta a morte de William Morreu tranquilamente de causas naturais”, diz o breve comunicado dos agentes de Hurt em nome da família.
“O Judiciário que prendeu Lula apenas por convicções pessoais é o mesmo Judiciário que absolveu Aécio Neves apesar das provas cabais! O resto é papo de apoiadores de genocídio”.
Antonia Orellana, ministra de Mulheres do governo Gabriel Boric, disse nesta sexta-feira (11) – data da posse do presidente do Chile – que espera celebrar com o Brasil em outubro. A declaração faz uma clara referência à eleição presidencial brasileira, na qual o ex-presidente Lula (PT) possui larga vantagem.
“Esperamos celebrar com vocês em outubro”, disse Orellana ao jornalista Rogério Tomaz Jr, que acompanhou a posse e pediu uma saudação da ministra ao Brasil.
A declaração reforça a expectativa do governo do Chile e de outros países da América Latina com as eleições de outubro, que podem promover o retorno de Lula à presidência.
Lula chegou a ser convidado para a posse de Boric, mas optou por enviar uma carta. A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) compareceu e foi bastante celebrada. O presidente chileno chegou a dar um abraço na petista após a cerimônia.
O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, e a ativista Anielle Franco, também estavam na lista de convidados especiais da posse de Boric. Eles chegaram a puxar um coro de “Fora Bolsonaro” durante entrevista do vice-presidente Hamilton Mourão, que representou o governo brasileiro.
Quando o PSC entrar em campo em Maceió (AL), na quarta-feira à noite, para desafiar o CSA, o técnico Márcio Fernandes já deverá ter resolvido a equação para resolver os problemas do seu ataque. Setor mais contemplado no pacote de contratações da temporada, a linha ofensiva ainda inspira preocupações e motiva críticas generalizadas.
Não é para menos: dos 14 gols marcados na primeira fase do campeonato apenas cinco foram de atacantes – Dioguinho fez três, Danrlei e Robinho marcaram um, cada, sendo que os dois primeiros são reservas. Os outros nove gols ficam na conta de zagueiros e volantes.
Gol é importante sempre, venha de onde vier, mas é natural que haja uma expectativa maior em relação aos homens de frente. Afinal, eles atuam sempre mais perto do gol adversário e são encarregados da finalização das jogadas construídas pelos companheiros de outras posições.
A atual situação remete a questionamentos sobre a qualidade dos jogadores contratados. Os veteranos Marcelo Toscano (36) e Henan (36), que passaram em branco na 1ª fase, têm sido os mais cobrados. Henan tem contra si a comparação direta com Rafael Grampola, de apagada passagem pelo clube na temporada passada.
Ao contrário da dupla de ataque, Ricardinho, principal destaque do time, é alvo de elogios e da admiração da torcida. Maestro em campo, deu-se ao luxo de ser o segundo anotador da equipe, com dois gols, logo atrás de Dioguinho. Conhecedor dos atalhos do campo, ele tem feito excelente aproveitamento da facilidade para lances de bola parada.
De seus pés vai depender o êxito do PSC no confronto com o CSA, que vale vaga à próxima fase da Copa do Brasil. Em recuperação de lesão, o volante/meia ficou de fora dos últimos jogos da equipe no Parazão. Seu retorno será justamente no difícil duelo na capital alagoana.
O que preocupa o treinador e inquieta o torcedor é a dependência excessiva de um jogador que não pode mais atuar na plenitude física. Ricardinho joga, em média, 60 minutos por partida no desnivelado campeonato estadual. Diante de adversário mais categorizado, o nível de exigência certamente deve aumentar.
Nos últimos dias, Márcio Fernandes sinalizou que pode entrar com Dioguinho, Henan e Marlon. É uma formação tática que permite que os dois jogadores de lado façam a recomposição quando o PSC não estiver com a bola. É uma aposta, não confirmada pelo técnico, mas bem que Danrlei poderia ser aproveitado no comando do ataque. Sua movimentação casa melhor com o estilo ágil de Marlon e Dioguinho.
Bola na Torre
Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 20h, na RBATV. Na bancada de debatedores, Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião. Em pauta, os rumos do Parazão e os desafios da Copa do Brasil. A edição é de Lourdes Cézar.
Direto do blog campeão
“Meu Pai do Céu! A bagunça é maior do que eu pensava. O quadro componente da FPF, a meu ver, está lá só pelo salário. Durante o Bola na Torre (domingo passado) eu comentei contra um deles, que está lá há não sei quantos anos. Pode ser que esse funcionário nada a tenha a ver com essa bagunça, mas longevos iguais a ele deve haver muitos outros, que estão lá para meras funções burocráticas, sem maiores compromissos.
O resultado está aí: um campeonato do qual não se sabe quando vai terminar, se terminar. Aí, os clubes menos profissionais (e aí literalmente como a FPF) é que serão prejudicados. Nada disso ocorreria se houvesse um funcionário (bastava um) cuja função seria a de controlar esses casos. Não bastasse o caso dos estádios, em que o Navegantão só foi interditado porque o Paysandú (e não outro) solicitou. Pronto, falei.” Antônio Valentim, sobre a lambança que travou o Parazão
Tite, mesmo contestado, tem métodos melhores
Raphael Veiga, Roni, Willian, Dudu, Everton Cebolinha, Pedro e uns dois daqueles moleques endiabrados do Fluminense ainda têm chances de ir à Copa do Mundo do Qatar. É o que se depreende do recado de Tite, na sexta-feira, quando anunciou a nova convocação da Seleção para os jogos com o Chile e a Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.
A lista ainda está em aberto para outros atletas, até mesmo aqueles que não foram chamados antes, disse Tite. Afirmou também “não imaginar e nem querer” saber quantos jogadores da atual lista estarão na convocação para a Copa. Ao mesmo tempo em que mantém vivas as esperanças dos jogadores, ele não dá pistas de que setores ainda podem ser revistos.
É improvável que a defesa seja modificada. Devem ir ao Qatar os convocados de sempre. No meio-campo, a coisa está quase definida, mas a recuperação admirável de Phillipe Coutinho deve alterar os planos de Tite, até então centrado em Paquetá como titular.
Em comparação com treinadores anteriores, Tite representa uma evolução quanto à consciência de que não se pode fechar questão em torno de um grupinho de atletas. Felipão tinha a “família Scolari” e Dunga pactuou com os evangélicos e preferiu levar Graffite a Neymar na Copa de 2010.
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 13)
Por Rafael Moro Martins – The Intercept_Brasil (*)
Milicos são peças-chave na mudança de rota da Petrobras.
Em 12 de maio de 2016, o Senado aceitou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o que a afastou do cargo. Meros cinco dias após o primeiro passo fundamental do golpe parlamentar contra a petista, Michel Temer (o da “ponte para o futuro”) anunciou mudanças no comando Petrobras: Pedro Parente assumiria a estatal.
Na estatal, Parente implantou a política que atrelou os preços domésticos dos combustíveis ao mercado internacional do petróleo. Intocada desde então, ela fez os preços dispararem nesta semana. A gasolina foi reajustada em 18,77%, o diesel, em 24,9%, e o gás de cozinha, em 16%. Imediatamente, filas se formaram em postos de todo o país. Aqui em Brasília, já na madrugada de sexta, vi postos anunciando o litro da gasolina a R$ 7,99.
É importante resgatar as circunstâncias dessa guinada na Petrobras. Nela, as digitais são verde-oliva – o que explica porque nem o populista Bolsonaro consegue segurar os preços dos combustíveis.
Pouco antes da posse de Parente na Petrobras, o ministério Temer assumiu. Nele, chamava a atenção a chegada de um militar para um cargo com gabinete no Palácio do Planalto. Era o general Sérgio Etchegoyen, que assumiu o recriado Gabinete de Segurança Institucional, ao qual passou a estar subordinada a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin.
Etchegoyen era militar da ativa quando aceitou o convite para se tornar um dos políticos de confiança de Temer no Planalto. General de quatro estrelas – o topo da carreira –, ocupava a chefia do Estado-Maior do Exército em Brasília. Era o número dois da força, nomeado pelo número um, o também general quatro estrelas Eduardo Villas Bôas.
Como o próprio Villas Bôas, já então acometido pela pavorosa esclerose lateral amiotrófica, contou em seu livro-entrevista de memórias (revisado escrupulosamente por Etchegoyen), os dois nasceram com diferença de menos de três meses em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, filhos de militares que serviam na cidade, e foram amigos desde os primeiros anos da infância.
Etchegoyen era chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército, em 2014, quando assinou uma nota atacando a inclusão do pai dele, o também general Leo Guedes Etchegoyen, no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que reuniu crimes e violações de direitos humanos cometidos durante a ditadura militar. Àquela altura, ainda eram raros os faniquitos políticos públicos de militares da ativa. Mas o de Etchegoyen não lhe custou o progresso na carreira.
Ele já chefiava o Estado-Maior para o amigo do peito Villas Bôas quando ambos passaram a se reunir discretamente com o vice-presidente Temer. O filósofo Leo Rosenfield, biógrafo autorizado de Temer, conta que os “vários encontros” buscavam retirar os chefes militares do papel de conspiradores e levá-los à institucionalidade política e revelaram o profundo mal-estar causado na cúpula das Forças Armadas pela Comissão Nacional da Verdade.
Temer, presidente, levou Etchegoyen ao Palácio do Planalto e manteve Villas Bôas no comando do Exército. Não é preciso ser um gênio para concluir que aquelas conversas foram vantajosas a todos os envolvidos.
Chegamos a 2018, quando Villas Bôas, ainda comandante-geral do Exército, tuitou ameaçando o Supremo Tribunal Federal na véspera de um julgamento que poderia valer a Luiz Inácio Lula da Silva a chance de se candidatar a presidente naquele ano. O STF não deu o habeas corpus a Lula, que liderava as pesquisas eleitorais, e Jair Bolsonaro se tornou presidente da República. Uma vez no cargo, ele diria em público a Villas Bôas que lhe devia a eleição e que levaria os segredos de ambos para o túmulo (hoje sabe-se que Villas Bôas consultou toda a cúpula do Exército antes de disparar seu twitter-torpedo).
Empossado presidente, Bolsonaro se cercou de fardados. Desde o dia 1 do governo, o ministro das Minas e Energia é o almirante da Marinha Bento Albuquerque – ele só passou à reserva em março de 2020. Escolhido para comandar a Petrobras por Paulo Guedes, o economista Roberto Castello Branco manteve a política implementada por Pedro Parente. Ainda assim, sua inflexibilidade em negociar reduções dos preços dos combustíveis lhe custou o cargo em março de 2021. Para o lugar dele, Bolsonaro mandou buscar o general da reserva Joaquim Silva e Luna, que fazia sucesso no Paraná financiando obras públicas com o dinheiro da hidrelétrica de Itaipu, que presidia.
“É para interferir [nos preços] mesmo”, prometia o presidente da República ao comentar a mudança na Petrobras. Empossado, o general Silva e Luna tratou de botar freio no indisciplinado capitão Bolsonaro, que ansiava reduzir o preço do diesel para agradar uma de suas bases eleitorais, os caminhoneiros. E a política de preços de Pedro Parente seguiu incólume. Criou-se, assim, o que os professores de economia João Romero e Fábio Terra batizaram, no Intercept, de Auxílio Mercado, um dos maiores programas de transferência de renda pró-ricos do mundo.
O preço da gasolina subiu impressionantes 73,4% só em 2021, e o do diesel, 65,3%, explicaram os dois. Os aumentos são explicados pelo aumento do preço internacional do petróleo e pelas barbeiragens neoliberais de Paulo Guedes, que, junto às barbaridades políticas de Bolsonaro, fizeram o câmbio disparar.
Na quinta, horas antes do anúncio do aumento explosivo de preços pela Petrobras, Bolsonaro, obviamente informado com antecedência, disse o seguinte aos integrantes de seu exército de teleguiados no cercadinho do Palácio do Alvorada: “Eu não defino preço na Petrobras. Eu não decido nada, não”.
De fato. Quem decide são os militares.
P.S.1: “Esse aumento de combustíveis é inaceitável. O Governo deixou o dólar descontrolado no ano passado e agora, no momento de uma guerra, está paralisado. Tudo falta: refinarias, fertilizantes… Não tem ninguém pensando o país a longo prazo?”, tuitou Sergio Moro. Talvez ele tenha se esquecido da Lava Jato, que arrasou obras de infraestrutura da Petrobras (e seus fornecedores) no afã de perseguir corruptos. E que já disse considerar Paulo Guedes “um grande quadro público”.
P.S.2: Em dezembro de 2017, procuradores do Ministério Público Federal do Rio foram à justiça contra Dilma Rousseff, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e a ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster por usarem os preços de combustíveis para frear a inflação. Foi de fato uma barbeiragem econômica, criticada depois até por Fernando Haddad. Mas não se viu ainda o MPF mover uma palha contra a alta explosiva dos preços em 2021 e 22. Será que os procuradores têm ações da Petrobras?
P.S.3: Na segunda-feira completam-se quatro anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. É inacreditável, mas ainda não se sabe quem os matou e quem mandou matá-los. À época, o Rio estava sob intervenção federal na segurança pública. O interventor-chefe era o general do Exército Walter Braga Netto, atualmente ministro da Defesa e cotado para ser o candidato a vice-presidente de Bolsonaro.
Orlando Brito, que morreu nesta sexta-feira, é um dos maiores fotojornalistas brasileiros. Cobriu política nacional como poucos. É dele esta imagem de 1974 que correu o mundo e denunciou a situação de miséria a que a ditadura militar atirou, da noite para o dia, os indígenas Panará. Conhecidos também como Krenakore, os índios Panará foram oficialmente contatados em 1973, quando a estrada Cuiabá-Santarém ainda estava em construção e cortava suas terras. Orlando fez carreira nos jornais Última Hora e O Globo, principalmente. Foi um dos mais premiados jornalistas brasileiros.