O desafio está no ataque

POR GERSON NOGUEIRA

Quando o PSC entrar em campo em Maceió (AL), na quarta-feira à noite, para desafiar o CSA, o técnico Márcio Fernandes já deverá ter resolvido a equação para resolver os problemas do seu ataque. Setor mais contemplado no pacote de contratações da temporada, a linha ofensiva ainda inspira preocupações e motiva críticas generalizadas.

Não é para menos: dos 14 gols marcados na primeira fase do campeonato apenas cinco foram de atacantes – Dioguinho fez três, Danrlei e Robinho marcaram um, cada, sendo que os dois primeiros são reservas. Os outros nove gols ficam na conta de zagueiros e volantes.

Gol é importante sempre, venha de onde vier, mas é natural que haja uma expectativa maior em relação aos homens de frente. Afinal, eles atuam sempre mais perto do gol adversário e são encarregados da finalização das jogadas construídas pelos companheiros de outras posições.

A atual situação remete a questionamentos sobre a qualidade dos jogadores contratados. Os veteranos Marcelo Toscano (36) e Henan (36), que passaram em branco na 1ª fase, têm sido os mais cobrados. Henan tem contra si a comparação direta com Rafael Grampola, de apagada passagem pelo clube na temporada passada.

Ao contrário da dupla de ataque, Ricardinho, principal destaque do time, é alvo de elogios e da admiração da torcida. Maestro em campo, deu-se ao luxo de ser o segundo anotador da equipe, com dois gols, logo atrás de Dioguinho. Conhecedor dos atalhos do campo, ele tem feito excelente aproveitamento da facilidade para lances de bola parada.

De seus pés vai depender o êxito do PSC no confronto com o CSA, que vale vaga à próxima fase da Copa do Brasil. Em recuperação de lesão, o volante/meia ficou de fora dos últimos jogos da equipe no Parazão. Seu retorno será justamente no difícil duelo na capital alagoana.

O que preocupa o treinador e inquieta o torcedor é a dependência excessiva de um jogador que não pode mais atuar na plenitude física. Ricardinho joga, em média, 60 minutos por partida no desnivelado campeonato estadual. Diante de adversário mais categorizado, o nível de exigência certamente deve aumentar.

Nos últimos dias, Márcio Fernandes sinalizou que pode entrar com Dioguinho, Henan e Marlon. É uma formação tática que permite que os dois jogadores de lado façam a recomposição quando o PSC não estiver com a bola. É uma aposta, não confirmada pelo técnico, mas bem que Danrlei poderia ser aproveitado no comando do ataque. Sua movimentação casa melhor com o estilo ágil de Marlon e Dioguinho.  

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 20h, na RBATV. Na bancada de debatedores, Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião. Em pauta, os rumos do Parazão e os desafios da Copa do Brasil. A edição é de Lourdes Cézar.

Direto do blog campeão

“Meu Pai do Céu! A bagunça é maior do que eu pensava. O quadro componente da FPF, a meu ver, está lá só pelo salário. Durante o Bola na Torre (domingo passado) eu comentei contra um deles, que está lá há não sei quantos anos. Pode ser que esse funcionário nada a tenha a ver com essa bagunça, mas longevos iguais a ele deve haver muitos outros, que estão lá para meras funções burocráticas, sem maiores compromissos.

O resultado está aí: um campeonato do qual não se sabe quando vai terminar, se terminar. Aí, os clubes menos profissionais (e aí literalmente como a FPF) é que serão prejudicados. Nada disso ocorreria se houvesse um funcionário (bastava um) cuja função seria a de controlar esses casos. Não bastasse o caso dos estádios, em que o Navegantão só foi interditado porque o Paysandú (e não outro) solicitou. Pronto, falei.” Antônio Valentim, sobre a lambança que travou o Parazão

Tite, mesmo contestado, tem métodos melhores

Raphael Veiga, Roni, Willian, Dudu, Everton Cebolinha, Pedro e uns dois daqueles moleques endiabrados do Fluminense ainda têm chances de ir à Copa do Mundo do Qatar. É o que se depreende do recado de Tite, na sexta-feira, quando anunciou a nova convocação da Seleção para os jogos com o Chile e a Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

A lista ainda está em aberto para outros atletas, até mesmo aqueles que não foram chamados antes, disse Tite. Afirmou também “não imaginar e nem querer” saber quantos jogadores da atual lista estarão na convocação para a Copa. Ao mesmo tempo em que mantém vivas as esperanças dos jogadores, ele não dá pistas de que setores ainda podem ser revistos.

É improvável que a defesa seja modificada. Devem ir ao Qatar os convocados de sempre. No meio-campo, a coisa está quase definida, mas a recuperação admirável de Phillipe Coutinho deve alterar os planos de Tite, até então centrado em Paquetá como titular.

Em comparação com treinadores anteriores, Tite representa uma evolução quanto à consciência de que não se pode fechar questão em torno de um grupinho de atletas. Felipão tinha a “família Scolari” e Dunga pactuou com os evangélicos e preferiu levar Graffite a Neymar na Copa de 2010. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 13)

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