Mês: março 2022
Enquanto isso…
Leão faz sua melhor apresentação no campeonato e goleia o Caeté
A torcida que foi ao Baenão viu a melhor apresentação do Remo no campeonato. O time goleou o Caeté por 4 a 0, na noite desta terça-feira (22), jogando com intensidade e grande movimentação. Os goleadores da noite foram Bruno Alves (2), Brenner e Erick Flores. Com o resultado, o Leão está garantido nas semifinais do Parazão. Vai esperar o vencedor do cruzamento entre Tuna e Bragantino.
Pressionado pelas críticas da torcida, após seis empates na competição, o time de Paulo Bonamigo teve um desempenho arrasador no início da partida. Atacava pelos lados, insistia pelo meio e ocupava o campo inimigo, sem dar chance ao Caeté de sair do cerco.
Depois de várias chances criadas, o primeiro gol saiu aos 18 minutos. Uchoa tocou de cabeça para o interior da área e encontrou Brenner livre. O centroavante dominou e bateu de direita, abrindo o marcador. Aos 24′, Marlon inverteu uma bola para Ricardo Luz, que cruzou à meia altura para o cabeceio de Erick Flores no canto esquerdo da trave de André.
O Remo não se contentou com a vantagem de dois gols. Seguiu pressionando e, aos 35′, ampliou com mais um belo gol. Bruno Alves recebeu junto à área, avançou com a bola e driblou dois marcadores antes de bater forte no canto direito.
No segundo tempo, logo aos 13 minutos, o Remo fechou a goleada. Bruno Alves driblou dois adversários à entrada da área e mandou um disparo rasteiro no canto direito da trave do Caeté.
STJ condena Dallagnol a indenizar Lula por PowerPoint mentiroso

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre afirmou que jamais aceitaria trocar sua dignidade por sua liberdade. Lula passou 580 dias preso injustamente, vítima da perseguição jurídica e midiática com fins políticos que o manteve fora das eleições de 2018. O tempo, senhor da razão, encarregou-se de provar, ponto a ponto, a inocência de Lula: a defesa do ex-presidente acumula 24 vitórias judiciais, em absolutamente todos os processos que eram movidos contra ele. Além disto, nesta terça (22), o Superior Tribunal de Justiça determinou que o ex-procurador Deltan Dallagnol (o do power point) terá de indenizar Lula por danos morais.
No início de março, o STF suspendeu a última ação penal contra Lula, referente ao Caso dos Caças Gripen. Com essa, Lula já coleciona 24 vitórias na justiça, coisa que a imprensa tenta esconder e a rede de mentiras bolsonarista faz questão de distorcer. O Tribunal acolheu os elementos apresentados pela defesa do ex-presidente e reconheceu que a ação penal fazia parte do Plano Lula, dos integrantes da extinta Lava Jato, mais uma prova do lawfare (o uso estratégico do Direito para fins de deslegitimar, prejudicar ou aniquilar um inimigo), ficou reconhecido que a decisão do Brasil de adquirir os caças não teve qualquer intervenção ilegal de Lula. A recomendação de compra foi feita pelas Forças Armadas, por meio da FAB.
Vale lembrar que todos os processos que tiveram o envolvimento do ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro, foram anulados devido à suspeição de Moro para julgar os casos e porque o ex-juiz não poderia ter julgado Lula em Curitiba, de acordo com acórdão do Supremo. Moro foi parcial, suspeito e atuou contra Lula, o que configurou o processo de ilegalidade em todas as instâncias. Nos casos em que o ex-presidente foi julgado fora de Curitiba, ele acabou absolvido ou as acusações foram rejeitadas pela ausência de provas.
Além disso, a Vaza Jato mostrou as mensagens trocadas entre o ex-procurador Deltan Dallagnol (condenado nesta terça a indenizar Lula por danos morais) e seus pares também no âmbito da Operação Lava Jato, que confirmam que foram criadas acusações em série contra o ex-presidente como parte de um plano para difamá-lo e sobrecarregar sua defesa (o “Plano do Lula”).
O advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirma em entrevista para a revista Veja que a defesa já havia mostrado os vícios do processo, e a suspeição foi reconhecida pelo STF com base nisso. O que foi revelado pela Vaza Jato apenas confirmou o que já era sabido.
Lula foi absolvido da principal acusação que a Lava-Jato fez contra ele, que era a de liderar uma organização criminosa, naquela denúncia esdrúxula que ficou conhecida por causa do PowerPoint. A Justiça considerou a acusação com viés político e a sentença foi tão forte que o Ministério Público sequer recorreu.
Algumas pessoas, em sua maioria ligadas ao jogo sujo de Bolsonaro ou de Sérgio Moro, dizem que os processos foram apenas anulados e não portanto não se pode dizer que ele é inocente. No entanto, é preciso lembrar que, sem condenação, a presunção de inocência segue intacta. Os processos não foram anulados por meras questões técnicas, mas porque o juiz foi considerado parcial e todo o processo viciado, o que é gravíssimo.
Durante o processo da Lava Jato, foi feita uma devassa na vida de Lula e de sua família. Não faltaram oportunidades aos acusadores de provar aquilo que continha em suas denúncias, e mesmo assim nada foi encontrado. Portanto, as tentativas de incriminar também a família de Lula não foram bem sucedidas.
Lula é inocente e está livre porque, finalmente, a Justiça foi feita. Ele foi preso injustamente, em um processo viciado e totalmente comprometido com o objetivo de tira-lo das eleições de 2018. Moro ter-se tornado ministro de Bolsonaro, o principal adversário de Lula na época, após a Lava Jato, é um escárnio e um escândalo no Estado democrático de Direito.
INOCÊNCIA
Agora, Lula não tem mais nenhum processo contra ele na Justiça. Ele foi reconhecido inocente 24 vezes, ao contrário do que a máquina da mentiras bolsonarista tenta difundir por aí. Na era das fake news, é muito importante estar vacinado contra informações falsas para defender a democracia. Se vir alguma mentira por aí sobre a inocência de Lula, compartilhe a verdade! Acesse lula.com.br/verdadedarede para tomar nossas doses diárias de vacina contra fake news e torne-se um agente da verdade.
Se quiser saber mais sobre a farsa da Lava Jato, acesse os quadrinhos “Lula – da perseguição à esperança renovada“; uma história sobre o lawfare praticado contra o ex-presidente e como ele deu a volta por cima provando sua inocência diversas vezes na Justiça. (Com informações de Imprensa Lula)
Águia derrota Castanhal e se classifica para semifinal do Parazão

No castigado gramado do estádio do Souza, Castanhal e Águia disputaram um jogo truncado, de poucas oportunidades de gol e nível técnico baixo. O primeiro tempo foi disputado sob chuva e em ritmo nervoso, com muitos erros de passe e poucas situações de perigo. Na etapa final, numa rara chance dentro da área, o atacante Luan Parede aproveitou rebote da zaga do Japiim e mandou para as redes, aos 30 minutos.
Desesperado, o Castanhal passou a pressionar o time marabaense em busca do gol de empate. Teve uma boa chance em chute de Willian Fazendinha que o goleiro Zé Carlos defendeu bem, aos 42′. O Japiim insistia com cruzamentos na área, a zaga afastava e assim o jogo foi até o final.

O Águia chega à semifinal do Parazão depois de 10 anos. O resultado garante o time de Marabá na Série D 2023 e com chances de obter uma vaga na Copa do Brasil e na Copa Verde. O Castanhal passa a depender do ranking para disputar a Copa do Brasil 2023 e terá que conquistar o acesso à Série C para não ficar fora do Campeonato Brasileiro.
Rock na madrugada – Screaming Trees, “All I Know”
Recadinho no Dia Mundial da Floresta
O grito rouco das ruas
Bastidores do rock
Arbitragem rouba a cena
POR GERSON NOGUEIRA

O campeonato, açoitado por lambanças de tribunal, desorganização e omissão da FPF e baixa qualidade dos times, agora tem outro problema a assombrá-lo. Como se não faltasse mais nada de ruim para acontecer, as arbitragens ganham proeminência e passam à condição de protagonistas, o que nunca é bom sinal.
Depois de ter sido apenas razoável na primeira parte da disputa, o desempenho dos árbitros periga virar protagonista justamente na fase de mata-mata, onde falhas costumam ser decisivas e irremediáveis.
Logo na primeira rodada da 2ª fase, neste fim de semana, três jogos refletiram no placar final erros graves de interpretação. No sábado, Caeté e Remo empataram em 1 a 1, no estádio Diogão, com influência direta do árbitro Marcos José de Almeida na definição do resultado.
Ele marcou um pênalti para o Remo a partir de um lance de área com Cassiano, do Caeté. Em cruzamento de Leonan, o defensor foi para o desarme com o braço esticado, mas a bola resvalou em seu rosto. Em seguida, tocou na mão de outro zagueiro e saiu pela linha de fundo.
Ao invés de marcar o escanteio, o árbitro deu a penalidade que permitiu ao Remo empatar o jogo. A decisão pareceu influenciada por outro erro de Marcos José, ocorrido ainda no 1º tempo. Ele deixou de assinalar um pênalti sobre Bruno Alves, do Remo, puxado pelo zagueiro Léo Costa.
A infame lei da compensação parece ter passeado pelo estádio Diogão sacramentando um duplo erro cometido pelo apitador. Há quem normalize marcações que acomodam situações, mas o fato é que um erro não pode justificar ou ensejar outro.
Em Marabá, no jogo entre Águia e Castanhal, um lance foi muito reclamado pelo Japiim. A bola tocou visivelmente no braço de um defensor do Águia dentro da área, mas o árbitro Gustavo Ramos Melo entendeu como jogada normal. Antes, no primeiro tempo, o Águia reclamou (com razão) de um empurrão sobre o atacante na área castanhalense.
Ontem pela manhã, no Souza, em confronto de sete gols, a suada vitória do PSC sobre o Tapajós foi selada com um gol originado de um lance faltoso na intermediária. Fernando Portel, do Tapajós, levou um safanão de Yure no rosto, mas o árbitro Joelson Nazareno Cardoso deu sequência à jogada.
Em situação normal, o árbitro deveria ter aplicado o cartão amarelo. São as determinações da Fifa para faltas desse tipo, consideradas como agressão.
A exceção na rodada foi o jogo entre Bragantino e Tuna (1 a 1), apitado por Olivaldo Morais em Bragança, que não teve interferência da arbitragem.
Vitória com direito a sustos e novo apagão
O PSC tinha tudo para atropelar o Tapajós. Começou bem. Fez um gol antes de um minuto, com Genilson aproveitando cruzamento na área. Quando se imaginava que a atuação iria apagar os vexames recentes, eis que o time voltou a titubear, permitiu a reação do Boto e só foi garantir a vitória nos acréscimos.
O placar final de 4 a 3 expressa as dificuldades que o time de Márcio Fernandes teve para superar um Tapajós empenhado em marcar do início ao fim. Depois do 1 a 0, o time santareno insistiu no ataque e empatou com Bambelo, grande destaque individual da partida.
Com boa movimentação no meio, a partir dos passes e cobranças de Ricardinho, o PSC voltou a controlar as ações e marcou duas vezes, com Danrlei e Felipe Macena (contra). A vitória parecia líquida e certa.
Veio o 2º tempo e os ventos mudaram. Aos 5 minutos, Bambelo diminuiu aproveitando rebote do goleiro Elias. Aos 13’, Otávio cobrou pênalti, sofrido por Bambelo, empatando de novo. O que era domínio tranquilo virou agonia. A vitória só veio aos 46’, no sufoco, em jogada iniciada por Yure que Polegar finalizou com perfeição após um toque sutil de Henan.
Apesar dos três pontos, Márcio Fernandes terá muito trabalho para arrumar o setor defensivo, que sofreu a terceira pane defensiva consecutiva. Sofreu 11 gols em três jogos – Castanhal (4 a 0), CSA (4 a 1) e Tapajós (3 a 4). A instabilidade é a marca da defesa bicolor.
Lento e sem inspiração, Leão sofre para empatar
O Remo teve 12 dias para treinar e se preparar para a estreia na fase de mata-mata do campeonato. O que foi mostrado em campo contra o Caeté, no sábado, deixou claro que os treinos não serviram para nada. O time continua a repetir os mesmos erros da fase de classificação.
Sem inventividade nas tentativas de envolver o adversário, a jogada preferencial passa a ser a ligação direta, através de chutões dos zagueiros Everton Sena e Marlon. Para piorar, a defesa falhou no gol do Caeté ao aplicar a linha de impedimento.
É raro esse tipo de ensaio dar certo mesmo em times acostumados a fazer o movimento de se adiantar em cobranças de falta. Alguém sempre esquece de sair a tempo e garante a normalidade da jogada. Foi o que ocorreu. Paulinho chegou em condições de receber e cabecear para as redes.
O Remo empatou após uma das muitas subidas de Leonan ao ataque. Ele se projetou na área, recebeu passe preciso de Erick Flores e cruzou. A bola bateu no rosto do zagueiro Cassiano e o árbitro marcou o pênalti, sob protestos dos jogadores do Caeté. Bruno Alves cobrou e empatou: 1 a 1.
No segundo tempo, Paulo Bonamigo botou Tiago Mafra, Marciel e Tiago Miranda. E foi Miranda que quase virou o marcador com um chute colocado que o goleiro espalmou e Mafra não soube aproveitar.
Para se tornar realmente competitivo e quebrar a sequência de cinco empates (seis no total), Bonamigo terá que operar um pequeno milagre: fazer o time acelerar a transição e arranjar um articulador, que não pode ser Marco Antonio. Erick Flores deveria ser oficializado na função.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 21)




