Leão conquista primeira vitória no retorno à Série B

Com bom rendimento no primeiro tempo, o Remo marcou 1 a 0 sobre o Brasil de Pelotas e conquistou sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro da Série B. A partida valeu pela 2ª rodada da competição. Com o Baenão registrando alta temperatura nesta noite de sábado, o Remo adotou postura ofensiva desde os primeiros minutos. Renan Gorne marcou o gol, aos 26 minutos, escorando de cabeça um cruzamento preciso do lateral Tiago Ennes. Foi o quinto gol de Gorne pelo Remo na temporada, igualando-se a Felipe Gedoz na vice-artilharia do time.

Renan Gorne atacante Remo

O começo foi equilibrado, mas o Remo foi se posicionando no campo de defesa do Brasil e passou a criar boas situações de ataque. A primeira tentativa perigosa foi com um cabeceio de Dioguinho, aos 21 minutos. Aos 26′, veio o cruzamento de Tiago Ennes para a finalização de Renan Gorne. O Brasil pouco saía de seu campo, mas chegou com perigo num lance isolado, aos 31′. O atacante Luiz Fernando entrou na área e trombou com o goleiro Vinícius. Apesar da jogada atrapalhada, os jogadores do Brasil reclamaram de pênalti, que não existiu.

A vitória deixa o Remo temporariamente na 5ª colocação da Série B com 4 pontos em dois jogos. É a mesma pontuação de Guarani, Coritiba e Goiás, mas o Leão fica atrás pelos critérios de desempate. O Brusque é o líder, com seis pontos. Já o Brasil de Pelotas cai para a 14ª colocação com apenas um ponto.

Na etapa final, o Brasil voltou mais adiantado, embora com problemas na articulação das jogadas. Cercava a área, mas sem representar riscos. O Remo fez cinco mudanças, mexeu nos três setores, passando a se acautelar e tocar a bola. Levou assim o jogo até o final.

Leão busca afirmação em casa

POR GERSON NOGUEIRA

Anderson Uchôa volante Remo — Foto: Samara Miranda/Remo

A primeira apresentação do Remo na Série B deixou a torcida dividida. O 1º tempo diante do CRB agradou: time intenso, vibrante, com saídas e soluções rápidas. A segunda metade da partida tisnou a atuação inicial e decepcionou. Fez lembrar passagens ruins do time nas etapas decisivas da Copa Verde e do Campeonato Paraense.

Contra o Brasil de Pelotas, neste sábado à noite, no Baenão, surge a oportunidade de mostrar um Remo mais sólido e organizado para a caminhada no Brasileiro. O adversário também empatou na estreia, mas atuando mal e sem mostrar repertório ofensivo.

Com o time completo, nas condições físicas ideais, a expectativa é por uma exibição mais consistente frente aos gaúchos. Consistência aqui deve ser entendida no sentido preciso do termo: um time que aguente o tranco, jogando competitivamente por 90 minutos.

Um dos graves problemas do Remo de Bonamigo no Parazão foi a ausência de força e resistência na parte final das partidas. Quando começa a substituir atletas para reforçar o condicionamento geral do time, o técnico acaba involuntariamente disparando o gatilho da desorganização, que afeta o meio-campo e o ataque, principalmente.

Diante do CRB essa situação se repetiu, lembrando o fraco segundo tempo diante da Tuna nas semifinais do certame estadual. Quando saíram os dois jogadores de extremidade, Lucas Tocantins e Jefferson, a equipe afundou completamente, perdendo poder de pressão sobre a última linha alagoana.

Não haveria problema se o meio-campo sustentasse marcação capaz de conter as investidas do adversário. Aconteceu justamente o previsível. Veio a pressão e, em consequência, o gol de empate.

O fato é que o formato de jogo adotado por Bonamigo requer intensidade permanente para superar a produção dos adversários. Para que tal milagre ocorra, os jogadores precisam estar em alto nível técnico e físico. Nem sempre isso é possível.

O desgaste físico tem sido notado na maioria dos jogos, forçando as substituições que enfraquecem as linhas do time. Fica a impressão de que, para garantir êxito, o Remo disputa o primeiro tempo sempre em alta rotação, tanto que os gols costumam acontecer nesta etapa.

Para preservar a vantagem, os reservas são acionados e quase todos (Erick Flores, Vinícius Kiss, Edson Cariús) não respondem às necessidades da equipe. Tem sido assim desde o Parazão e, ao que parece, a comissão técnica ainda não encontrou uma solução.

O confronto com o Brasil impõe a necessidade de vitória. O provável retorno de Dioguinho e a (ainda incerta) presença de Wellington Silva podem contribuir para dar movimentação, agressividade pelos lados e capacidade de surpreender. O 2º tempo disputado contra o Atlético-MG faz crer na evolução azulina. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Cuiabá constrói má fama junto a técnicos e atletas

Nos últimos dias, o Cuiabá tem frequentado o noticiário de forma pouco edificante. Depois da intempestiva demissão do técnico Alberto Valentim, em meio à intensa boataria e teorias picantes, eis que a diretoria produz outra matéria bombástica – e negativa. Um áudio circula mostrando ameaças do vice-presidente, Cristiano Dresch, ao jogador Luís Gustavo. Chama o atleta de “jogador de meia tigela” e insinua ameaças físicas: “Sei onde você mora. Você está na minha terra”.

Esse estilo pantaneiro de administrar pode funcionar em determinados ambientes, mas costuma ser fatal para clubes emergentes no Brasil. A gestão age de forma amadora e expõe problemas internos, manchando a imagem do Dourado em sua primeira participação na Série A.

A frase do dia

“Cepa América 2021: se você for, não me Covid”.

De Glauco Lima, publicitário e indomável bicolor

Memória elegante valoriza a histórica goleada germânica

Aprecio a análise que jogadores europeus costumam fazer de suas conquistas em campo. Sempre é possível extrair ensinamentos. São, em geral, observações bem reflexivas, longe daquele oba-oba que marca as declarações de craques brasileiros – os recentes e os antigos.

Philipp Lahm, excepcional ala direito da seleção alemã, presente naquele doloroso 7 a 1 de 2014, no Mineirão, deu uma entrevista ao jornalista Rafael Reis e desfilou elegância. Disse que a goleada foi um grande feito, “mas estaríamos felizes com 2 a 1 já que chegamos na final e fomos campeões do mundo. Foi um ótimo jogo, mas não tão decisivo assim”.

O repórter insiste: aquela foi a maior vitória da história da seleção alemã? “Não, definitivamente. A história mostra algumas grandes vitórias, como na Copa do Mudo de 1954, a final [3 a 2 sobre a Hungria] foi importante para um grande crescimento do futebol na Alemanha. Podemos lembrar também da Copa de 90, que eu vi na televisão”, diz Lahm.

Deixa ainda uma frase que permite esperanças a todos os brasileiros. Lahm não acha impossível sofrer uma forra. “Se é possível a Alemanha perder por 6 a 0 para a Espanha (na Liga das Nações, no ano passado), todos resultados são sempre possíveis”. Fico só a imaginar a marra que um nacional teria se a situação tivesse sido outra em 2014.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 04)

Jogadores da Seleção pressionam a CBF contra participação na Copa América

O capitão Casemiro, do Real Madrid, representou os atletas em reunião com o presidente da CBF, Rogério Caboclo -  (crédito: Lucas Figueiredo/CBF)

Tite e os jogadores não confirmam, mas convocados europeus teriam pedido ao técnico e ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, para não disputar a Copa América a partir do próximo dia 13, no Brasil. A informação foi revelada pelo jornalista Mendel Bydlowski, da ESPN, na entrevista para a partida desta sexta contra o Equador, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela sétima rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Qatar-2022. A saída dos “europeus” do elenco pode ocorrer depois da partida de terça-feira contra o Paraguai, em Assunção, ou seja, cinco dias antes da estreia dos atuais campeões do torneio continental contra a Venezuela, no Mané Garrincha, em Brasília.

A Seleção virou anfitriã da Copa América depois de Argentina e Colômbia serem vetadas devido a crises sanitárias e políticas nos dois países vizinhos. Cogita-se duas possibilidades nos bastidores: a Seleção ser representada somente por atletas vinculados a clubes do país, o que atrapalharia o Campeonato Brasileiro, ou pelo elenco Sub-23, hipótese mais provável. O grupo comandado pelo técnico André Jardine ensaia para os Jogos de Tóquio.

Tite se manifestou hoje (3) a respeito da mudança de sede da Copa América para o Brasil, medida que surpreendeu a comunidade do futebol sul-americano nos últimos dias. O treinador da seleção revelou que os jogadores pediram uma reunião com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, para debater sobre a participação no torneio e prometeu externar a posição pessoal sobre o tema após a rodada dupla das Eliminatórias da Copa do Qatar, que começa amanhã, contra o Equador, em Porto Alegre.

“Nós temos uma opinião muito clara e nós fomos lealmente, numa sequência cronológica, eu e Juninho [Paulista, coordenador da seleção] externando a nossa opinião. Na sequência pedimos aos atletas para trabalharem e ficarem focados na nossa preparação para o jogo contra o Equador. Nos atenderam nessa solicitação. Na sequência solicitaram uma conversa com o presidente [Rogério Caboclo] direta e lealmente falando a ele as suas opiniões, porque está muito clara, muito limpa, muito clean, e foi externada em conversa pessoal com presidente e comissão técnica”, afirmou Tite.