A frase do dia

“Uso obrigatório de máscaras é lei. Há decreto sobre isso em SP, palco da última manifestação raivosa-negacionista do presidente. Quando ele diz que vai sem máscara onde quiser, coloca-se MAIS UMA VEZ acima da lei. E se torna, MAIS UMA VEZ, risco sanitário e lamentável exemplo”.

André Rizek, jornalista

Os 51 anos do Tri: uma imagem para a eternidade

Imagem

Pelé é carregado em triunfo pelos torcedores no gramado do estádio Azteca, na Cidade do México, após o Brasil golear a Itália (4 a 1) e conquistar o tricampeonato. Na tarde de 21 de junho de 1970.

A vitória na final teve gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres.

Imagem
Imagem

Leão conseguiu “folga” em meio à maratona da Série B

Lucas Siqueira, volante do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

O Remo tem enfrentado uma maratona de jogos, desde a semana passada. Até a metade de julho serão 12 jogos em 40 dias. As viagens acrescentam ainda mais desgaste. O adiamento da partida contra o Avaí, que seria sábado, o time acabou ganhando três dias de descanso, apesar das horas de voo até a capital catarinense. “Temos que ver o lado bom da situação também, que iremos conseguir descansar um pouco. Estamos em uma sequência muito grande de jogos e não tendo essa partida, é um dia mais de descanso”, diz o volante Lucas Siqueira.

Para Lucas, a suspensão da partida foi a melhor decisão a ser tomada. “É uma situação inusitada, mas acontece, né? Realmente choveu muito, o campo não tinha condições para jogar, com certeza a partida não iria ser boa para ninguém e tinha um risco muito grande de lesões e tudo mais. Acho mesmo que não deveria ter o jogo”. O jogo com o Avaí vai depender agora de determinação da CBF.

A equipe volta a campo nesta terça-feira, às 21h30, contra o Guarani de Campinas, no estádio Baenão.

Técnico do PSC destaca “boa atuação” e diz que só “faltou o gol”

Para Vinícius Eutrópio, o Paysandu precisa saber furar a defesa adversária em Belém para iniciar a construção da vitória — Foto: John Wesley

Com leitura inteiramente diversa da realidade do jogo, o técnico Vinícius Eutrópio elogiou o posicionamento defensivo do PSC no empate em 0 a 0 com o Volta Redonda, na Curuzu, Belém, pela Série C do Brasileiro. Entendeu como positivo um resultado extremamente insatisfatório para a equipe na competição. Para o treinador, importante é que foi o segundo jogo seguido em que a defesa não é vazada na competição. Além disso, achou que o Papão foi superior ao time do Rio de Janeiro, faltando “apenas o gol”, sendo que o time não criou nenhuma oportunidade clara para marcar.

“Foi um jogo onde, a partir dos 15, 20 minutos conseguimos ter o controle, travar a principal jogada deles pela direita. Tivemos um contra-ataque rápido, só faltou o gol pra concretizar essa jogada. O time teve um ponto positivo, a segunda partida em que a gente não sofre gol, um jogo bem controlado nessa parte defensiva. Em casa, principalmente, temos que aproveitar as oportunidades criadas pra que possa sair na frente. Defensivamente a gente já conseguiu fazer a leitura dos times que vem jogar aqui, não dá o contra-ataque, pressionar a bola”, avaliou.

Para Eutrópio, o PSC tem tem facilidade para enfrentar times que atuam mais abertos, que jogam e deixam jogar, e que o Voltaço atuou bastante recuado, dificultando as investidas. Alguém precisa lembrar que a Série C só tem times que jogam fechados, incluindo o próprio Papão.

Em diversos momentos do jogo, o Paissandu viu-se às voltas com o velho problema da falta de criatividade. Eutrópio, porém, preferiu atribuir a dificuldade à ausência de Paulinho, um volante que só sabe marcar e comete muitas faltas. “Hoje nós perdemos o Paulinho, que é indiscutivelmente, pra mim, o homem que cria bem, principalmente, em casa, quando os times se trancam mais com a linha baixa”, afirmou, definindo o volante como um “construtor de jogadas”.

Papão joga mal e fica no zero

POR GERSON NOGUEIRA

Paysandu x Volta Redonda

Atuação ruim, cheia de erros de posicionamento e estratégia, mas um resultado até mais ou menos para a baixa produção do PSC no confronto de sábado à tarde com o Volta Redonda, na Curuzu. Foi a segunda partida em casa e o saldo é preocupante: um ponto ganho em seis disputados. A bem da verdade, depois de ser envolvido pelo adversário durante todo o primeiro tempo, o 0 a 0 final foi até um bom negócio.

O Voltaço começou com ímpeto de quem ia se apoderar do jogo, atacando muito, usando as laterais e dominando o meio. Não saía do campo de defesa bicolor. O problema é que o tempo foi passando e o time não conseguia transformar a boa atuação em chances claras de gol.

A melhor oportunidade veio pelos pés de Rômulo, que disparou um chute da intermediária, com perigo. Só depois dos 30 minutos o PSC começou a sair do cerco imposto pelo Voltaço. Em cobrança de falta, aos 32’, Marcelo bateu com perigo, mas o goleiro Vinícius Dias defendeu. Depois, mais duas chegadas, com Marlon e Bruno Paulista.

O que já não era bom na primeira metade ficou ainda mais monótono depois do intervalo. Os times lutavam nas intermediárias, mas faltava coragem e competência para tentar jogadas mais agudas. Todas as tentativas de finalização eram de longe, sem oferecer risco para os goleiros.

Só nos minutos finais o PSC partiu para uma tímida tentativa de pressão, posicionando mais jogadores no campo inimigo e abusando dos cruzamentos sem direção certa. O lateral-direito Israel ainda cruzou duas vezes por trás da trave. Marlon se movimentava bastante, mas o entendimento final à frente da área não se completava.

Nicolas, em incômodo jejum de gols, ficou perdido entre os zagueiros. Tentava alcançar os cruzamentos, mas era endereçado a ele. Acabou sacado aos 29’ para a entrada de Danrlei. Com eficiente cobertura, o Volta Redonda não deu chances para os pouco inspirados atacantes do Papão.

Aos 39’, um susto: Ratinho fez uma jogada errada junto à área e a bola ficou livre para Natan. Victor Souza evitou o pior fechando o ângulo e dificultando o chute. O PSC tentou um último cruzamento, aos 50’, mas o estreante Danrlei não conseguiu aproveitar a sobra dentro da área.

No fim das contas, o empate sem gols resume bem o encontro entre a falta de competência ofensiva do Voltaço no primeiro tempo e a lentidão de ideias do PSC na etapa final. Do jeito como os times se apresentaram, travados no meio e sem capacidade ofensiva, o jogo podia ter se estendido por mais umas duas horas que o gol não iria sair.

Pior para o Papão, que permanece na 8ª colocação. O Voltaço foi a sete pontos e alcançou a vice-liderança do Grupo A da Série C.

Rejuvenescida, Alemanha faz o melhor jogo da Euro

Não tem embromação, bola perdida ou antijogo. Não se vê nem sombra da velha malandragem brasileira de trocar 300 passes laterais para esfriar clima da partida. Total ausência de estrupícios, como chutões, rodízio de faltas e retenção de bola pelos goleiros. Enfim, o mundo viu um confronto aberto, franco e bonito. Estou me referindo à partida mais interessante da Euro 2021 até agora. Alemanha e Portugal.

Desde os primeiros minutos até o final, os alemães mantiveram um ritmo forte, sempre intenso e corajoso. Cercavam a área portuguesa com determinação. Triangulações e jogadas de infiltração executadas em alta velocidade, sem dar chance aos marcadores. O veterano Pepe, que Portugal teima em manter na zaga, passou maus bocados.

Logo aos 4 minutos, Gosens estufou as redes, mas houve impedimento de Gnabry. De repente, aos 14’, só para mostrar que o futebol tem caprichos, Portugal sai em contra-ataque e abre o placar, com CR7. Um lance de manual, em três toques – Bernardo Silva, Diego Jota e Cristiano.

A Alemanha não se abalou, seguiu atuando com persistência e técnica. E alemão, como se sabe, é bom nessas coisas. A pressão surtiu os efeitos esperados. Em dois lances agudos pelos lados do campo, o ataque germânico fez a zaga portuguesa bambear.

Mal comparando, lembrei daquele rolo compressor sobre as linhas brasileiras em 2014, no Mineirão. A mesma incansável busca de chegar ao gol, a sofreguidão em atacar e sufocar o adversário. O espanto dos zagueiros atarantados. Só não saíram tantos gols como em BH.

A superioridade alemã era tão avassaladora que chegou a quase 70% de posse de bola. Aos 34’, Gosens foi de novo ao fundo, cruzou para Havertz e Rúben Dias dentou desviar, mandando para as redes. Seis minutos depois a última linha lusa foi vencida outra vez: Guerreiro tentou cortar cruzamento de Kimmich e também fez contra.

A esquadra de Joachim Löw, que se despede nesta Euro, marcou ainda mais duas vezes – Havertz logo aos 5’ e Gosens aos 14’. O ritmo diminuiu, afinal ninguém é de ferro. Diego Jota fez o seu atenuando o baile.

Robin Gosens, lateral esquerdo da Atalanta, voou em campo e levou constrangedora vantagem sobre Nelson Semedo, vítima preferencial das investidas alemãs no jogo. Citei vários jogadores só para ressaltar a renovação que Löw está promovendo. A Alemanha pode não conquistar a Euro, mas chegará fortíssima ao Qatar. Anotem.

Leão folga sem querer, mas acaba sofrendo desgaste

Com retorno a Belém somente na madrugada desta segunda-feira, o Remo não teve nem como considerar folga a suspensão do jogo com o Avaí, em Floripa, devido ao mau tempo. O deslocamento até o Sul acrescentou horas de desgaste à maratona que o Leão cumpre neste começo de Série B.

Amanhã, o time volta a campo para um difícil compromisso diante do Guarani no Baenão. Paulo Bonamigo, com dúvidas na equipe, pelo menos ganhou três dias para o recondicionamento de jogadores exauridos, como Felipe Gedoz, e em fase de recuperação, como Lucas Tocantins.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 21)

Ivete tira responsabilidade de Bolsonaro por 500 mil mortos: “Não é sobre partidos”

Bancando a isentona, Ivete Sangalo lamentou as 500 mil mortes por covid-19 retirando a culpa de Jair Bolsonaro pelos óbitos. “Não é sobre partidos, é sobre humanidade”, disse ela em postagem nas redes sociais.

A cantora, que já disse que “não gosta de politicagem”, foi dormir neste domingo (20) com amplas críticas dos internautas, que já haviam cobrado um posicionamento mais claro da cantora sobre o genocídio no país.