Vitória do Vila põe Leão no Z4 da Série B

Vila Nova vence o Operário no Germano Krüger

A vitória do Vila Nova por 2 a 1 em cima do Operário-PR, na noite desta segunda-feira (28), botou o Remo pela primeira vez na zona de rebaixamento da Série B. O Leão está agora na 17ª posição, com sete pontos. Já o Vila subiu para a 10ª posição, somando nove pontos. O Operário permanece na 5ª posição, com 12 pontos. 

O jogo foi realizado no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR), abrindo a oitava rodada da Série B. O primeiro gol foi marcado pelo Tigre aos cinco minutos do primeiro tempo, em chute forte de Arthur Rezende. Ele dominou fora da área, aproveitou o espaço e bateu para o gol. Aos 41 minutos, Ricardo Bueno empatou para o Operário.

No segundo tempo, o Fantasma teve várias chances de marcar, mas foi o Vila que chegou à vitória. Em contra-ataque, Alesson recebeu ligeiramente adiantado, conduziu a bola até a área e chutou na saída do goleiro.

O resultado de Operário e Vila Nova põe pressão sobre o Remo para o jogo desta terça-feira contra o Sampaio Corrêa, às 21h30, no Baenão. 

Lewandowski invalida supostas provas da Odebrecht contra Lula

Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou, nesta segunda-feira (28), as supostas provas produzidas contra o ex-presidente Lula, durante acordo de leniência da Odebrecht, articulado pela força-tarefa da Lava Jato. A decisão se refere ao caso do Instituto Lula, de acordo com reportagem de Mariana Muniz, em O Globo. O plenário da Corte confirmou, na quarta-feira (23), por 7 votos a 4, a decisão da Segunda Turma, que declarou o ex-juiz Sergio Moro parcial no caso do triplex do Guarujá.

Depois disso, o ministro Gilmar Mendes ampliou os efeitos da decisão para os outros processos conduzidos por Moro contra o ex-presidente. Na avaliação de Lewandowski, ao declarar a incompetência de Moro para julgar o ex-presidente, a Corte “reconheceu também, implicitamente, a incompetência dos integrantes da força-tarefa Lava Jato responsáveis pelas investigações e, ao final, pela apresentação da denúncia”. (Da Revista Fórum)

Vôlei fascista: por que Fernanda Venturini e Ana Paula odeiam tanto as cubanas

Por José Cassio, no DCM

O Brasil que já estava cansado do xenofobismo seletivo de Ana Paula Henkel agora descobre que ela não é caso isolado no vôlei: Fernanda Venturini entrou para o time ao gravar um vídeo ironizando a vacina contra a covid e dizendo que se imunizou apenas para poder viajar o mundo.

Não esqueceu de manifestar seu preconceito com a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, e largamente distribuída em São Paulo, cidade que escolheu para se imunizar.

“Vou tomar Pfizer que eu acho que é menos pior”, comentou em tom sarcástico.

Foi, obviamente, criticada por atletas e acabou pedindo desculpas.

Fernanda e Ana Paula integram o time de ex-atletas que abraçou o bolsonarismo com gosto tão logo o capitão começou a fazer sucesso nas redes destilando ódio, homofobia, machismo e desprezo pelos povos da América espanhola.

Como Bolsonaro, são veteranas neste quesito.

O ódio a Cuba é um exemplo. Ambas veem na pequena ilha do Caribe todo o mal que pode haver na face da terra.

Faz sentido se considerarmos o ressentimento de quase 3 décadas atrás, quando foram derrotadas na semi e viram as cubanas vencerem os Jogos Olímpicos de Atlanta, nos EUA.

Foi em 1996.

Brasileiras e cubanas se provocaram o jogo inteiro até o ponto final em favor das adversárias, quando iniciou uma briga generalizada. Da quadra, o quebra pau se estendeu até o vestiário de ambas as equipes.

Ana Paula e Fernanda protagonizaram a confusão pelo lado brasileiro.

Jamais se libertaram do ódio, ao contrário das adversárias: Mireya Luis, Regla Torres, Magalys Carvajal, as principais jogadoras da equipe adversária, lembram com saudade do confronto e elogiam a qualidade técnica das meninas do Brasil.

– Foi uma partida muito difícil e elas quase ganharam, contou Regla Torres anos mais tarde. As brasileiras não ficaram felizes com o resultado, começou uma briga… mas, no fim, vencemos um jogo espetacular, uma partida linda e muito disputada.

Ao contrário das brasileiras, que se distanciaram após o fim de carreira, as cubanas mantêm contato até hoje. Entraram para a história como as “Morenas do Caribe” por representarem o terceiro mundo, mulheres simples, humildes, quase todas negras.

É disso que se trata. Fernanda Venturini e Ana Paula Henkel não se enxergam nesse modelo.

Preferem, se for o caso, fritar hambúrguer no Estados Unidos, como Eduardo Bolsonaro, que conviver em paz com suas histórias e suas origens.