Disparidade confirmada

POR GERSON NOGUEIRA

Remo x Atlético-MG

Não foi surpresa. O favoritismo do Atlético-MG era óbvio. Dono da melhor campanha na fase inicial da Libertadores, o Galo veio a Belém com a obrigação de botar vantagem sobre o Remo, um franco-atirador. Não teve facilidades, encarou um time aguerrido e até bem disposto em vários momentos, mas prevaleceu quando impôs intensidade.

O único momento de vibração dos azulinos no Baenão foi quando Dioguinho entrou na partida, já na segunda etapa. Imprimiu ao time um sentido de urgência e iniciativa que faltava desde o início. Animada, a torcida que se equilibrava num andaime ao lado do estádio aplaudiu com entusiasmo o meia-atacante.

Sem problemas, o Galo se impôs ao longo dos primeiros 45 minutos, com troca objetiva de passes, postura qualificada nas saídas e pressão ofensiva quando a situação permitia. Para se sentir ainda mais à vontade, o time atleticano controlou a meia-cancha, permitindo saídas rápidas com Hulk, Hyoran, Marrone, Sasha e Nacho Fernandez.

A produção remista, apesar de boa movimentação em alguns momentos, ficou aquém da expectativa. O ataque não prevaleceu sobre a última linha adversária e o meio-campo viu-se envolvido por um time bem entrosado e com soluções claras para aproveitar os espaços.

O jogo foi equilibrado em boa parte do tempo, mas o Galo fez os gols que precisava para se tranquilizar. O cenário até permitia ao Remo desenvolver uma estratégia mais competitiva. Mas, dpois da falta perigosa cobrada por Felipe Gedoz aos 3 minutos, o time demorou a apertar o Atlético, que passou a explorar passes curtos e manobras rápidas.

Hyohan marcou aos 14’, aproveitando um buraco no centro da defesa remista. Manobrou sobre Suéliton e ficou livre para bater no canto direito de Vinícius. O lance do segundo gol foi construído por Hulk, que ganhou uma dividida com a zaga, avançou em velocidade e tocou para Nacho finalizar, no final do 1º tempo.

Dioguinho foi o destaque do Remo

Para o segundo tempo, precisando reagir e chegar ao gol, o técnico Paulo Bonamigo optou por Dioguinho, que estava barrado desde o jogo com o CRB, sábado passado. Dinâmico e driblador, o jogador mudou a cara do Remo, com dribles, arrancadas e chutes a gol. Os aplausos da pequena torcida “presente” foram mais do que merecidos.

Com Dioguinho, artilheiro do time na temporada, o Remo recobrou a pegada agressiva e esteve bem perto de marcar. A melhor chance foi aos 9 minutos, quando o volante Lucas Siqueira desviou de cabeça e testou os reflexos do goleiro Everson.  

Satisfeito com a vantagem, o Atlético reduziu a intensidade, preocupado em não tomar gol. Levou perigo nos contra-ataques, com Marrone, que esteve cara a cara com Vinícius nos minutos finais. Bem colocado, o goleiro se saiu bem e evitou os gols atleticanos.

Ao final da partida, Bonamigo considerou que o Remo pecou nas tentativas de chegar ao gol. Avançou, utilizou os laterais (principalmente Marlon) e ficou devendo nas finalizações. A tentativa de avançar o bloco de meio-campo foi frustrada pelo gol de Hyohan logo aos 14 minutos. Os azulinos sentiram a desvantagem parcial e custaram a se reequilibrar na partida.

O técnico admitiu que se preocupava em evitar um gol logo de cara e investir num jogo de equilíbrio, tarefa difícil contra uma equipe recheada de jogadores de primeira linha, com destaque para o argentino Nacho.

Bonamigo disse, com humildade, que preferia jogar objetivamente e alcançar o resultado ao invés de mostrar uma performance de alto nível. No cômputo geral, porém, um resultado normal levando em conta a disparidade de forças, elencos e investimentos. (Fotos: Pedro Garrido e Sílvio Souza)

Campeão da covid não perde chance de afrontar o bom senso

A confirmação pelo governo federal dos jogos da Copa América 2021 no Brasil soa como um escárnio em relação aos esforços que os governos estaduais fazem para tentar conter o avanço da pandemia. A notícia caiu como bomba em meio a uma CPI que investiga justamente a negligência e o pouco caso em enfrentar a covid-19 com as armas que a ciência impõe.

Sem vacinas suficientes para imunizar a população, o Brasil está num distante 62º lugar em vacinação. Pois, diante de cenário tão desanimador, vem o próprio governo e anuncia, com arroubos de orgulho patrioteiro, a realização de um torneio desnecessário e que vai acrescentar novos riscos de contágio da população.

Pelo menos 2 mil profissionais – entre atletas, preparadores, técnicos, dirigentes e jornalistas – virão ao país para um torneio continental que não tem a importância que o marketing reverso do governo tenta lhe dar. Há muito tempo que a Copa América não emociona, nem gera emoção. Ninguém lembra de um jogo memorável, de um golaço ou uma seleção empolgante.

O torneio estava ameaçado de cancelamento desde que a conturbada situação política da Colômbia impediu que a sede original recebesse a competição. Foi tentada a alternativa de fazer na Argentina, mas o governo prontamente rechaçou a ideia.

Aí restou oferecer de mão beijada ao país dos absurdos, recordista em contaminação diária pela covid e um dos campeões mundiais em número de óbitos. Pela lógica absoluta surrealista que persiste por aqui foi até óbvia a aceitação da Copa, afinal a ideia fixa é mesmo a de aumentar os recordes negativos.   

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 03)

Confirmada a inclusão de novas categorias no programa Renda Pará R$ 500

O governador Helder Barbalho anunciou nova ampliação do programa Renda Pará, que concede auxílio a trabalhadores autônomos durante a pandemia. Taxistas, mototaxistas, motoristas de van, do transporte escolar e de aplicativo serão beneficiados com parcela única de R$ 500,00, a partir do mês de junho. A iniciativa faz parte das ações do governo para garantir renda à população paraense mais vulnerável.

“Enquanto o Estado garante que o plano de vacinação seja cumprido, outras ações emergenciais são propostas. O pacote econômico de R$ 500 milhões para programas de transferência de renda, mantém as atividades básicas, como o consumo de alimentos, a compra de insumos. Agora, temos a liberação de pagamento do Renda Pará R$ 500 para mais categorias de trabalhadores autônomos, como os motoristas. Isso demonstra o compromisso do governador com a população do nosso Estado nesse momento tão difícil que a sociedade vive por conta da pandemia”, explica Inocencio Gasparim, titular da Secretaria de Estado de Assistência Social Trabalho Emprego e Renda (Seaster).

Segundo o presidente do Banpará, Braselino Assunção, em breve, será anunciado um novo calendário de pagamentos pela instituição financeira que será amplamente divulgado nas agências e plataformas oficiais do governo.

Sindicato dos Jornalistas promove ação solidária com exposição fotográfica virtual

União e solidariedade marcam o projeto de exposição fotográfica “Pará Ver-O Peso Que Uma Imagem Tem”, organizado pelo grupo de trabalho de Combate à Covid-19  do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA). Com o objetivo de angariar recursos em prol dos profissionais da imprensa durante o período de pandemia, a exposição virtual vai até 19 de agosto e conta 127 obras de 55 fotógrafos e fotógrafas. 

Segundo o presidente do Sinjor, Vito Gemaque, o objetivo é auxiliar os jornalistas com remédios, alimentos, pagamento de despesas médicas e distribuição de equipamentos de proteção individual (EPI). “Além disso, a ação pretende criar um sentimento de pertencimento de classe aos jornalistas. Tanto aqueles que foram voluntários construindo o site e a comunicação do projeto, os fotógrafos que cederam seus direitos autorais, os compradores, e aqueles que serão beneficiados com a iniciativa. Começamos a construir através de laços solidários uma consciência de classe entre os jornalistas”, explica. 

Fundo Solidário

Vito Gemaque explica que a exposição também contribui com fotojornalistas que tiveram o seu trabalho impactado economicamente pela pandemia. Cada um dos participantes pode escolher se o percentual que será doado será de 50% ou 100% de doação ao fundo.

Para acessar a exposição virtual: http://www.opesodaimagem.com.br

Participam da exposição os fotógrafos: Alessandra Serrão, Ana Catarina Peixoto de Brito, Bárbara Freire, Bob Menezes, Carlos Borges, Cezar Magalhães, Cláudia Leão, Cláudio Pinheiro, Cristino Martins, David Alves, Dirceu Maués, Eduardo Kalif, Elza Lima, Eunice Pinto, Fernando Nobre, Fernando Sette, Flávia Mutran, Ely Pamplona, Isabel Abreu, Iza Girard, João Ramid, Klewerson Lima da Silva, Kleyton Silva, Leonilda Fernandes, Lucivaldo Sena, Luís Celso Borges, Marcelo Kalif, Marcelo Seabra, Marcílio Costa, Marco Santos, Maria Christina, Mariano Klautau Filho, Mauro Fernandes, Michel Pinho, Nailana Thielly, Octavio Cardoso, Osmarino Souza, Oswaldo Forte, Paula Sampaio, Paulo Amorim, Paulo Santos, Paulo Souza, Pedro Cunha, Renato Chalu, Ricardo Lima, Sandro Barbosa, Shirley Penafort, Sidney Oliveira, Tamara Saré, Thiago Azevedo, Uchoa Silva, Úrsula Bahia, Wagner Santana e Walda Marques.
 

Remo encaminha compra do CT do Carajás, mas negociação ainda não foi concluída

Centro de Treinamento do Carajás. Espaço deve ser comprado pelo Remo — Foto: Reprodução/Google Maps

“Ainda não fechamos. Estamos em negociação. Expus no conselho (Condel) os termos da negociação”. Palavras do presidente Fábio Bentes, em conversa telefônica com o blog a respeito das especulações sobre a compra da área do Carajás para construção do Centro de Treinamento do Remo.

As conversas evoluíram bastante, os valores estão sendo avaliados, bem como a forma de pagamento. Apesar de não depender do aval do Conselho Deliberativo do clube para a compra, o presidente não fechará o negócio sem a anuência dos conselheiros.

No momento, a possibilidade de concretização do negócio é bem expressiva, mas o martelo ainda não foi batido. Antes de se definir pela proposta do Carajás, a diretoria remista avaliou cerca de dez outras opções dentro da Região Metropolitana de Belém. As instalações do Carajás foram consideradas mais adequadas ao projeto de CT do Leão.

A área do Carajás tem três campos de futebol, incluindo o estádio com capacidade para 800 torcedores. Dispõe de vestiários, alojamento e refeitório, além de extensa área verde preservada, onde pelo menos mais três campos podem ser construídos. O terreno tem área total de 98 mil metros quadrados, com espaço para criação de uma marina.