Lula tem 49%; Bolsonaro, 23%; Ciro, 7% e Doria 5, diz pesquisa Ipec

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Pesquisa realizada pelo IPEC, instituto que conta com os principais nomes do extinto Ibope, fez uma nova rodada de pesquisas sobre as intenções de votos para as eleições presidenciais de 2022.

Os números são bastante animadores para os petistas: o ex-presidente Lula lidera com folga sobre os demais candidatos, com 49%. O atual ocupante do cargo, Jair Bolsonaro, possui 23%. O pedetista Ciro Gomes, por sua vez, apresenta 7% e o tucano João Doria Jr., 5.

O mesmo instituto fez uma pesquisa sobre a rejeição ao governo Bolsonaro e os números são coerentes, pois o índice de ruim e péssimo aproxima-se daqueles que votarão em Lula. Da mesma forma, o mesmo percentual que o considera Bolsonaro ótimo ou bom é o de sua intenções de voto: 23%.

Governo apaga foto de Bolsonaro com operários que fazem “L” de Lula

Diante da humilhação a que Jair Bolsonaro foi submetido, o Ministério do Desenvolvimento Regional apagou de sua conta no Instagram uma das fotos da passagem do presidente pelo estado do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (24). Pela manhã, o titular do Palácio do Planalto esteve na Barragem de Oiticica, cidade de de Jucurutu, e posou para uma foto com trabalhadores. A imagem, no entanto, mostra parte deles fazendo o sinal de “L” com as mãos, em referência ao ex-presidente Lula.

A equipe de Bolsonaro, provavelmente, não percebeu isso quando divulgou a foto e, após a forte repercussão do fato, que levou a frase “L de Lula” à lista de assuntos mais comentados do Twitter, a imagem foi retirada dos perfis oficiais. (Da Revista Fórum)

Gilmar estende suspeição de Moro a todas as ações da Lava Jato contra Lula

O ministro Gilmar Mendes estendeu a suspeição de Sergio Moro para outros dois processos em que o ex-juiz da Lava Jato atuou contra Lula: o do sítio de Atibaia e o Instituto Lula. O pedido da defesa foi feito em abril e reiterado hoje pelos advogados do ex-presidente. Com a decisão, as investigações de todos esses casos ficam anuladas, e eles voltam para a primeira instância.

Gilmar decidiu sozinho porque se tornou relator do processo, por ter vencido o julgamento de março da Segunda Turma que, por 3 a 2, julgou Moro parcial no processo do triplex.

“Nos três processos, houve a persecução penal do paciente em cenário permeado pelas marcantes atuações parciais e ilegítimas do ex-juiz Sergio Fernando Moro. Além disso, diversos dos fatos ocorridos e que fundamentaram a decisão da Turma pelo reconhecimento da suspeição são compartilhados em todas as ações penais, como os abusos em conduções coercitivas e na decretação de interceptações telefônicas, o levantamento do sigilo da delação premiada de Antônio Palocci Filho com finalidades eleitorais em meio ao pleito em curso naquele momento, entre outros”, escreveu Gilmar Mendes na decisão.

A frase do dia

“Basicamente são contas complementares. Na verdade, o que aparece: 400 mil destas 507 mil mortes poderiam não ter acontecido se o Brasil tivesse na média mundial. “Em um ano de pandemia, 120 mil destas poderiam ter sido evitadas se o Brasil tivesse adotado medidas não farmacológicas. Além disso, tem as 145 mil que poderiam ter sido evitadas se tivéssemos comprado a vacina da Pfizer nas primeiras ofertas da Pfizer e da Coronavac.”

Pedro Hallal, epidemiologista

É hora de encontrar saídas

POR GERSON NOGUEIRA

Remo 0×0 Guarani-SP (Viníicus Kiss)

Virou moda espinafrar o Remo na Série B. Todo mundo aponta erros e apresenta soluções miraculosas. O pior, para o time, é que as críticas estão corretas – todas. Nada de novo sob o sol. O futebol é assim mesmo. Fases ruins, mais comuns do que as boas, geram imediata rejeição e fazem com que feitos recentes rapidamente sejam esquecidas.

Paulo Bonamigo, que já deve ter passado por isso, é o catalizador desses ataques diários. Clubes de massa não podem se dar ao luxo de um tropeço ou deslize. A expectativa criada pela volta do Remo à Segunda Divisão suscitou na torcida a fé numa grande campanha.

Apesar de todo mundo saber das imensas dificuldades, acentuadas pelo nível dos clubes classificados para a edição deste ano, muita gente esperava um grande desempenho do Remo na competição. De repente, depois de apenas cinco rodadas, o desânimo dá o tom.

Ao Remo faltam 33 rodadas ainda, mas o torcedor já visualiza o pior dos cenários: o rebaixamento à Série C. Os riscos existem, é claro. Competições são definidas, em média, no primeiro terço de disputa.

O aproveitamento foi sensivelmente prejudicado pela perda de atletas fundamentais. Os laterais titulares (Marlon e Wellington Silva) e o atacante mais agudo (Lucas Tocantins) são baixas que expõem em cores vivas as limitações técnicas do elenco.

Bonamigo chegou ao Remo no ano passado e levou o time ao acesso por acertar no uso das ações laterais dobradas. Tinha inicialmente Ricardo Luz-Hélio pela direita, Marlon-Wallace pela esquerda. Com os lados bem azeitados, o Remo conquistou o objetivo de retornar à Série B.

O ataque passou a depender tremendamente dessa estratégia. Mesmo com a contusão de Wallace, bem substituído por Tocantins, Marlon continuou funcionando como grande assistente e presença crucial nas ações ofensivas, com cruzamentos, chutes e até arremessos.

Ocorre que Tocantins também se lesionou e o time perdeu identidade na esquerda. A direita sofre com a ausência de Wellington. Dioguinho, em especial, se ressente de uma conexão mais efetiva com Tiago Ennes, que é bom defensor, mas ataca com parcimônia.

Procurei abordar aquele que é o maior problema encarado por Bonamigo. Existem outros – falta de vida inteligente no meio-campo, insegurança à frente da zaga e desgaste físico acentuado – igualmente importantes, mas a perda da força que impulsionava o time ao ataque (e resolvia jogos) explica muito da frustrante participação azulina neste início de Série B.

Sem poder repetir a estrutura de suporte ao ataque e de pressão sobre os adversários, Bonamigo precisa encontrar saídas. Tem pouco tempo para isso em meio à maratona de jogos. Tem pouco material à disposição, pois os jogadores recém-contratados não tiveram como adquirir entrosamento.

O elenco treina jogando e os resultados revelam esse descompasso. Para agravar ainda mais, peças que tinham protagonismo, como Felipe Gedoz e Dioguinho, entraram em queda livre. A exaustão física está levando ao cansaço de ideias. Os jogos contra Vitória e Guarani expuseram isso, com o agravante de não servirem de parâmetro quanto ao rendimento defensivo.

Bonamigo, sem ter o que destacar após o empate de terça-feira, elogiou a defesa, que não levou gols nos últimos jogos. Cabe considerar que foram partidas em casa, com adversários pouco dispostos a se arriscar.

Mesmo avaliando que a zaga melhorou, persistem os problemas no meio e na frente. Sem gols não há como sair do marasmo. Para que o time volte a vencer será necessário rever posicionamentos e até escolhas. A dúvida é se o técnico está mesmo disposto a isso.

Alemães mostram como desafiar o preconceito

Pegou muito mal a rejeição da Uefa à ideia lançada pela cidade de Munique para decorar a belíssima arena com as cores LGBT (bandeira de arco-íris) durante os jogos da Euro. Usou um argumento pífio, o de ser “uma entidade politicamente neutra”. Até porque a tal neutralidade na batalha contra os preconceitos vira forçosamente conivência e adesão a eles.

A reação foi imediata. A entidade que manda no futebol da Europa proibiu o arco-íris em Munique, mas os clubes Eintracht Frankfurt, Colônia, Hertha Berlin, Wolfsburg e Augsburg anunciaram que iriam iluminar os seus estádios com as cores do movimento LGBT enquanto estivesse ocorrendo o jogo Alemanha x Hungria, ontem, em Munique. E foi o que aconteceu.

Além disso, foram distribuídas milhares de bandeiras defendendo a causa aos torcedores que compareceram ao estádio. Decisões idiotas devem ser enfrentadas à altura. A Uefa se alia à Fifa nesse biombo de neutralidade. Os tempos atuais não permitem meias palavras e meias atitudes.

Surge o primeiro clube engajado com a Amazônia

O conceito é inédito no cenário paraense. Unir futebol e conscientização sobre a importância de cuidar das riquezas naturais e culturais da região. Meta e pretensão do Amazônia Independente FC, mais nova agremiação a se filiar para disputar torneios oficiais da CBF e da FPF.

Walter Lima, fundador do Amazônia Independente, quer obter vitórias, mas sem abrir mão de levar mensagem de cuidados com a região ao maior número de pessoas. Politizado e atento à realidade, ele já treinou vários clubes (incluindo o Remo) e quer disputar a Segundinha já em 2021.

A formação de atletas é uma prioridade, bem como o compromisso de levantar bandeiras ambientais importantes. As cores do novo clube não deixam dúvidas: verde (representando a natureza), azul (liberdade), preto (clamor), estrela (símbolo da luta indígena) e o muiraquitã, ícone da cultura e do artesanato.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 24)