Helder informa que vacinação no Pará pode começar no dia 21 de janeiro

O governador Helder Barbalho participou na manhã desta quinta-feira (14) da entrega de viaturas que serão disponibilizadas para colaborar na estratégia de vacinação da população paraense contra a covid-19. Durante o evento, ele falou sobre a campanha de vacinação em todo o Estado, informando que a imunização poderá começar a partir do dia 21 de janeiro. 

Informou que já foi definida a logística após a chegada das vacinas ao Pará, com deslocamento rodoviário, aéreo e fluvial, para que os municípios recebam de imediato as doses. Sobre a data de início da vacinação, o governo prevê que comece no próximo dia 21 em todo o Estado.

“Aguardamos a reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no próximo domingo (17), e estando tudo OK, a Anvisa validando a vacina, a FioCruz AstraZeneca e a Butantan Sinovac, nós temos condições de no dia 21 de janeiro podermos estar iniciando a vacinação no nosso estado e, se Deus quiser, em todo o Brasil”, disse Helder.

Ainda sobre a quantidade de doses, o governador informou que “neste momento, nós devemos ter 320 mil doses”. O governador disse também que os grupos prioritários serão definidos ainda nesta quinta-feira (14), mas adiantou que “profissionais de saúde, idosos (que serão ‘separados’ pela faixa etária), índios e quilombolas farão parte desse primeiro grupo de vacinação”.

Leão prioriza manter o comando

POR GERSON NOGUEIRA

Paulo Bonamigo levou o Remo de volta à Série B — Foto: Cristino Martins/O Liberal

Desde que o Remo conquistou o acesso, no domingo à noite, com a vitória no clássico e o empate entre Londrina e Ypiranga, a diretoria começa a trabalhar e projetar a estruturação da campanha na Série B 2021. Manter o técnico Paulo Bonamigo é item prioritário dessa estratégia, por razões mais do que óbvias.

Com ele, o time ganhou consistência e estabilidade na trajetória vitoriosa rumo ao acesso. Tranquilo e sério, pouco dado a declarações extravagantes, Bonamigo tem o perfil considerado ideal para chefiar o retorno azulino à Segunda Divisão.

A comissão técnica que trouxe está amplamente ambientada ao clube e à cidade, além de ter hoje um mapeamento das condições gerais e específicas dos mais de 30 atletas do atual elenco. Além disso, mantém um banco de dados com informações minuciosas sobre atletas brasileiros que podem vir a interessar ao clube na temporada.

O que cativa a diretoria, com endosso unânime da torcida, é o estilo Bonamigo. Algo assim entre a identificação plena com as características históricas do Remo e suas ambições maiores. Comedido, o técnico jamais se manifesta aos gritos e é econômico em revelações sobre o planejamento interno, blindando o trabalho no futebol do clube.

Essas virtudes são vistas como raras no panorama atual das divisões nacionais de futebol. A maioria dos técnicos de nível de Série B é conhecida pelo jeito histriônico e pouco discreto, tanto no dia-a-dia quanto nas aparições à beira do gramado durante os jogos.

Márcio Fernandes, que comandou o Remo na Série C 2019, tem muitos pontos em comum com Bonamigo. É reflexivo e silencioso, evita polêmicas. A diferença é que o gaúcho demonstra uma visão mais abrangente e certeira do futebol atual, bem ao gosto da diretoria remista.

As conversas para sua permanência estão adiantadas, embora se saiba que o projeto pessoal de Bonamigo é voltar ao Sudeste ou ao Sul. A possibilidade de ser o comandante da volta do Leão à elite (considerando o clube dos 40 maiores clubes brasileiros) é um fator que pode pesar na decisão de permanecer no Evandro Almeida.

O bom ambiente, o carinho da torcida e a responsabilidade da diretoria, principalmente quanto a cumprimento de compromissos contratuais, também são itens que devem contribuir favoravelmente aos planos de garantir a permanência do principal reforço do Remo na temporada.

Sem precisar de VAR, Peixe atropela Boca e vai à 5ª final

Foi um passeio. O Boca Juniors de Carlito Tevez nem viu a cor da bola. Depois de 1 a 0 no primeiro tempo, gol de Pituca, bom jogador, o Peixe acelerou nos primeiros minutos da etapa final e o serelepe Soteldo – como o Brasil não produz mais jogadores desse naipe? Tema para próximas reflexões – ampliou a vantagem batendo na bola como gente grande sabe fazer. Daí para o 3 a 0 foi apenas uma questão de tempo. E a goleada podia ter sido de quatro ou cinco gols, sem exagero.

Interessante é que o Santos de Cuca nunca foi cotado como um provável finalista da atual Libertadores. Era o patinho feio da legião de brasileiros credenciados a brigar pelo título – Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, São Paulo. Atolado em dívidas e cisões internas, o clube não parecia suficientemente sólido para encarar a campanha no torneio continental. Queimou a língua de muita gente.

Com Soteldo, Pituca, Marinho e o nosso Pará, sempre negligenciado nas avaliações, o Peixe brilha pela alta performance coletiva. Os destaques individuais aparecem, aqui e ali, mas é o conjunto que prevalece. Aliás, Pará passou por algumas das maiores equipes brasileiras, sempre como coadjuvante e nenhum reconhecimento. Está jogando direitinho, é justo reconhecer.

Diante de um Boca raçudo como sempre, o Santos foi organizado, objetivo e mortal nas ações ofensivas. Vários garotos estão lá, mas o desempenho foi de um time cascudo, frio nas ocasiões necessárias. As bolas esticadas, com direção certa, permanecem como característica da equipe, herança dos tempos de Jorge Sampaoli, e garantem a chegada mais rápida de um time brasileiro ao ataque.

Papão tem retorno de titulares para buscar o acesso

Tony, Uchôa e Bruno Collaço voltam à escalação titular do PSC para o decisivo duelo de sábado à tarde em Erechim contra o Ypiranga. É uma notícia auspiciosa, pois o time precisa muito da experiência e da funcionalidade desses jogadores. O volante ficou de fora das quatro últimas rodadas, fazendo imensa falta à organização de meio-campo.

Os dois laterais têm papel importante, não só no projeto defensivo, mas nas articulações com o ataque. Collaço foi bem substituído por Diego Matos, que, em certa medida, é até mais participativo quando se junta aos atacantes, mas o experiente lateral é visto pelo técnico João Brigatti como um importante reforço na cobertura defensiva.

Tony, expulso infantilmente por xingar o árbitro no jogo contra o Londrina, quando já havia deixado a partida, tem a responsabilidade de compensar o prejuízo causado ao time. Nas declarações, vem falando em “obsessão pelo acesso”, o que é bom, mas precisa também incluir uma boa dose de equilíbrio emocional nisso.

Uchôa é um volante de características que lembram um meia. É eficiente no combate, sabe sair jogando e lança com qualidade. Para um setor carente de qualidade e dinamismo, ele é o bálsamo salvador.

A partida com o Ypiranga será tensa e desafiadora para os atletas bicolores. Será um jogo bem mais difícil do que foi diante do Londrina na penúltima rodada. Não permitirá erros e distrações. Para vencer e garantir a vaga à Série B, o Papão terá que realizar sua melhor apresentação no campeonato.

Incentivos não faltam – há notícias sobre um “bicho” superior a R$ 1 milhão –, a esperança é grande, mas observar as virtudes e pontos falhos do Ypiranga é a melhor coisa a fazer a 48 horas da grande decisão.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 14)

A frase do dia

“O mundo todo se vacinando e o ministério da Saúde obrigando o governo do Amazonas a distribuir Cloroquina. Ou seja, o MS está induzindo a população ao suicídio. O mentecapto quer certificado porque não conhece os ‘efeitos colaterais’. São assassinos, não tem outro qualificativo”.

Barnard13, engenheiro eletricista

Bolsonaro tentou sabotar medidas contra Covid-19, diz relatório da Human Rights Watch

A 31ª edição do Relatório Mundial sobre a situação dos direitos humanos no mundo, editada pela organização não governamental HRW (Human Rights Watch) e divulgada na manhã desta quarta-feira (13), afirma que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) tentou sabotar medidas de combate ao novo coronavírus.

O relatório diz ainda que o presidente “promoveu políticas que contrariam os direitos das mulheres e os direitos das pessoas com deficiência, atacou a mídia independente e organizações da sociedade civil e enfraqueceu os mecanismos de fiscalização da legislação ambiental”.

A longa lista de acusações a Bolsonaro no relatório afirma, entre outras coisas, que ele “acusou, sem qualquer prova, indígenas e organizações não governamentais de serem responsáveis pela destruição da floresta”; “fez ataques a jornalistas”; seu ministério da Justiça “produziu um relatório confidencial sobre quase 600 policiais e três acadêmicos identificados como ‘antifascistas’”.https://1d03797c056f8760efd8d69f1c950793.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O levantamento afirma também que a polícia matou, no Brasil, 6.357 pessoas, “uma das maiores taxas de mortes pela polícia no mundo. Quase 80% das vítimas eram negras. As mortes causadas por policiais aumentaram 6% no primeiro semestre de 2020”. Anna Lívia Arida, diretora adjunta da HRW no Brasil, afirmou em nota distribuída à imprensa, que Bolsonaro “expôs a vida e a saúde dos brasileiros a grandes riscos” ao longo da pandemia do novo coronavírus.

“O presidente Bolsonaro minimizou a Covid-19, a qual chamou de ‘gripezinha’; recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas; e tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social. Seu governo tentou restringir a publicação de dados sobre a Covid-19. Ele demitiu seu ministro da saúde por defender as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), e seu substituto deixou o cargo no ministério em razão da defesa do presidente de um medicamento sem eficácia comprovada para tratar a Covid-19”, diz o relatório.

Com informações da coluna de Rubens Valente no UOL

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