Eugenia

Por Jorge André Silva (Belém/PA)

Imagem

Ele não negava que queria nos matar.
Nunca negou.

Sempre aproveitou oportunidades para afirmar como governaria e que negras, negros, indígenas, mulheres, pobres, e quem quer que os defendessem, seriam tratados como inimigos. E exterminados.

Essa é sua visão de mundo, de relações humanas, de postura política e de gestão do Estado.

Jair Messias Bolsonaro já desejava nos matar antes de ser presidente e vem tentando muito nos matar utilizando-se da presidência para isso.

Queria militares nas ruas para nos matar.
Queria fogo nas florestas para nos matar.
Queria o fechamento do STF para nos matar.
Queria armas nas ruas para nos matar.
Queria o desmonte do SUS para nos matar.

Na cara de pau, desejava que tudo isso não lhe provocasse punições ou consequências. Ele não poderia desejar um método mais eficiente de realizar seu objetivo central do que deixando o vírus “trabalhar em paz”.

Vem não apenas “matando uns 30 mil”. mas principalmente atingindo de forma letal, eficiente, barata, sem esforço e sem penalização alguma a fração mais fragilizada da sociedade identificada com os “inimigos” que o psicopata na presidência escolheu para perseguir.
E exterminar.

Com a pandemia, estão nos matando por ação e omissão através de um vírus que nos outros países é combatido e no Brasil está tendo a proliferação incentivada de todas formas. Ao mesmo tempo em que vemos sabotados procedimentos proteção e saúde que salvariam exatamente os mais vulneráveis.

O discurso negacionista é a construção ideológica de uma postura que os próprios negacionistas não adotam. Desejam provocar mortes, mas não desejam morrer.

A ameaça de imposição de um Estado de Defesa, no momento em que ganha força o clamor popular pelo impeachment, reforça a certeza de que não há um chefe de Estado a frente de uma nação, mas um obsecado executando um projeto genocida sem interesse algum de largar o osso do poder.

O governo do Brasil sob comando deste miliciano nazista está realizando um projeto de EUGENIA contra o nosso povo. CONTRA NÓS.

Até quando?

Fora Bolsonaro, já!!

Leão recupera atletas para buscar vitória e despedida digna da Série C

Samara Miranda / Remo

Depois da goleada diante do Vila Nova, ainda em Goiás, o executivo Carlos Kila falou sobre os próximos passos e a preparação do Remo para a partida final da Série C, sábado, em Belém. Ele observou que os desfalques de jogadores e também da comissão técnica acabaram impactando no rendimento do time na apresentação de sábado.

“Tivemos a perda de 13 jogadores, vários membros da comissão técnica, hoje quem colocou o time em campo foi o preparador físico e o treinador de goleiros. Isso qualquer grupo sente. O nosso objetivo é ganhar o último jogo. Acho que é fundamental. Teremos a volta dos profissionais da comissão técnica. A maioria deve voltar, assim como a maioria dos jogadores. Então é o que temos para colocar para nosso torcedor no momento”, explicou.

Kila destacou que o clube azulino conseguiu alcançar os objetivos traçados, como o acesso para a Série B e as duas vitórias sobre o PSC na fase quadrangular. “Nós queremos destacar que os nossos objetivos traçados foram cumpridos. Conseguimos o acesso, vencemos nosso adversário duas vezes, demonstra que o planejamento foi no caminho correto. Chegamos à final, gostaríamos de ter chego no jogo em uma condição melhor”, afirmou.

O executivo prometeu que o time vai buscar a vitória na segunda final, a fim de garantir uma despedida digna da Série C. A maioria dos 13 atletas que desfalcaram o Remo para o jogo de sábado devem estar presentes no próximo confronto. Salatiel, Mimica, Carlos Alberto, Gelson e Augusto devem reaparecer, reforçando o time.

Nesta quarta-feira (27), no Mangueirão, o Remo estreia na Copa Verde enfrentando o Gama-DF, às 16h.

A tragédia anunciada

POR GERSON NOGUEIRA

Vila Nova-GO 5×1 Remo (Vinícius e Julio Rusch)

O Remo esperou 15 anos para disputar um título nacional. Alcançou isso ao cabo de brilhante campanha na Série C, que garantiu o também mui esperado acesso à Série B. Pois bem. Em apenas 90 minutos, toda a festiva expectativa criada pelo bicampeonato nacional acabou reduzida praticamente a pó. Consequência direta dos excessos na comemoração do acesso, há duas semanas.  

A acachapante goleada de 5 a 1 frente ao Vila Nova, além de se constituir em ducha de água fria após a classificação para a 2ª Divisão, frustrou a torcida azulina, que acreditava na conquista da taça. Sem esquecer que, depois de 2005, o Remo não ganhou nenhum título de expressão nacional.

Cabe ressaltar que, para o primeiro jogo da decisão, as previsões não eram das melhores. Com 12 desfalques no elenco (11 após o surto de covid-19), o Leão viu-se obrigado a montar um time mesclado, com sérias fragilidades ofensivas e quase nenhuma opção no banco de suplentes.

O desastre estava anunciado. Só não se esperava que fosse tão retumbante e categórico. Depois de um começo até animador, marcando um gol logo aos 9 minutos, em cabeceio do zagueiro Gilberto Alemão, o time foi entrando no esperado processo de recuo e queda técnica.

Aguentou até os 24 minutos, quando em lance confuso e irregular, o Vila empatou. Talles, adiantado, recebeu a bola que resvalou na zaga. Bateu para as redes, sem que Júlio Rusch conseguisse bloquear o arremate.

Apenas 11 minutos depois, veio a virada. O mesmo Talles aparou um rebote propiciado pela defesa azulina e chutou no canto direito de Vinícius. A essa altura, era visível a precariedade da marcação à frente da zaga e a falta de força do meio-campo. Felipe Gedoz e Eduardo Ramos, que deveriam ser ofensivos, participavam do esforço para tentar marcar o afiado trio ofensivo goiano – Talles, Henan e Alan Mineiro.

Quando o jogo se encaminhava para o término da primeira etapa, aconteceu o lance capital, que teria reflexo direto no infortúnio remista em Goiânia. No afã de desarmar Alan Mineiro na meia-lua da grande área, o capitão Lucas Siqueira derrubou o meia-atacante.

Dali, para o camisa 10 do Vila, é quase pênalti. E foi assim que aconteceu. A barreira ainda contribuiu, não pulando para dificultar a passagem da bola, que se encaminhou à gaveta direita da meta de Vinícius. Com 3 a 1 no placar, os goianos desceram aos vestiários com a vitória encaminhada e os paraenses saíram sabendo da árdua tarefa que o 2º tempo reservava.

Curiosamente, minutos antes, Gedoz teve chance igual em cobrança de falta contra o arco de Fabrício. Mas, ao contrário de Mineiro, meteu uma rosca e a bola subiu muito. A diferença nos dois lances é que a barreira alvirrubra avançou alguns passos e pulou para dificultar a cobrança. A do Remo se manteve respeitosa e inerte, como fila de escoteiros.

Sem opções de reposição que permitissem uma reação, o Remo voltou do intervalo no mesmo ritmo, devagar quase parando. Com a boa vantagem estabelecida, o Vila cozinhava o galo, tocava para os lados, fazia o tempo passar. Não parecia nem disposto a forçar muito o jogo.

Mas, aos 13 minutos, o meia Pablo recuperou bola no meio, foi em frente e percebeu a marcação em linha dos zagueiros. Deu, então, um passe perfeito em profundidade para Henan receber e encobrir o goleiro Vinícius.

Como alternativa para tentar fazer um gol que reduzisse o grau de dificuldade para o segundo confronto, o auxiliar Renan lançou Wallace no lugar do inoperante Eron. Não adiantou muito, não havia quem criasse jogadas. Desgastado, Ramos pouco participava das jogadas.

O mesmo Pablo, minutos depois, pegou uma bola pela direita do ataque e foi avançando em direção à área. Como não encontrou resistência, arriscou um disparo forte e a bola, caprichosamente, esbarrou na cabeça de Henan e entrou no canto direito do gol remista fechando a tampa do caixão: 5 a 1.

Podia ter sido mais. Gilsinho ainda teve boa oportunidade nos acréscimos – que o árbitro potiguar decretou com requintes de crueldade. O Remo não tinha forças nem para ultrapassar a linha de meio-campo. Gedoz sentiu a perna e ficou se arrastando até ser substituído pelo garoto Pepê. Wallace desarmou um ataque agudo do Vila e acabou se lesionando.

Obrigação de despedida digna

O massacre de Goiânia foi muito mais grave que o vexame frente ao Brusque há dois anos. Desta vez, o Remo tinha muito mais a perder. O que se viu sábado foi um filme com final desenhado desde a estripulia irresponsável das comemorações na Doca entre jogadores e torcida, após o triunfo no Re-Pa e o acesso conquistado.

Um resultado desastroso causado pelas circunstâncias desfavoráveis, que deveriam ter sido previstas e evitadas. Quando está em jogo um título nacional, é inaceitável permitir tanto amadorismo e negligência com os protocolos de cuidados que a pandemia impõe.

Todo mundo sabe que o Remo foi goleado porque não tinha um time em condições de disputar a primeira final contra um adversário de qualidade. Para a segunda partida, sábado, em Belém, só resta buscar forças e dignidade para uma despedida honrosa.

Os anais do futebol estão repletos de histórias de viradas épicas, mas o Remo, ainda cambaleante em consequência dos efeitos da covid no elenco, teria que operar um milagre para reverter a situação. Não é missão impossível, mas é pouco provável que aconteça.

Quando o castigo vem a galope

Depois do entusiasmo pela vitória meio acidental sobre o Palmeiras no meio da semana, a torcida rubro-negra soltou fogos, fez fanfarras. No sábado, os jogadores e a cartolagem receberam o palmeirense Bolsonaro. A torcida reunida ali perto vaiou a presepada, mas a comitiva interrompeu festivamente o treino. Sem máscara ou compostura.

Ontem, a dura realidade. Caiu a ficha: o time de Rogério Ceni voltou ao padrão normal e caiu para o Furacão, em Curitiba. O acalentado sonho do bicampeonato fica novamente sob séria ameaça. Ninguém troca impunemente abraços e cumprimentos com um visitante indesejável. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 25)

Emoção diante da realeza do rock

Aaron Urbina, um roqueiro chileno, saiu pelas ruas de Londres buscando um jeito de encontrar endereços de lendas do rock britânico. Ao lado de um amigo, foi bater na porta da mansão de Jimmy Page. Enquanto ali, uma surpresa. Ele mesmo conta como foi: “Juntamente com o Bustle Puppets nos apresentamos no maior festival de Rock da Inglaterra (Download Fest) e para comemorar que tudo deu certo decidimos ficar por alguns dias para conhecer alguns lugares-chave da história do Rock na Europa. Uma das visitas foi à casa do guitarrista do Led Zeppelin, que surpreendentemente veio da premiação da revista Kerrang, junto com o Metallica entre outros. Uma disposição muito boa para dizer olá e trocar algumas palavras conosco”, descreve. Nas imagens finais, a emoção da dupla, ainda sem acreditar que havia visto, cumprimentado e falado com Page, um dos maiores guitarristas de todos os tempos.