Diretoria do Leão agradece atletas e colaboradores pelo acesso à Série B

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“União, foco e dedicação. As três palavras que definiram esse incrível grupo que defendeu o azul marinho na temporada. Do roupeiro ao atacante, do presidente à cozinheira, um ambiente de muito respeito foi criado e os frutos foram colhidos. Conseguimos o nosso sonho e agora vamos alçar voos maiores. É tudo pelo Leão Azul! Clube do Remo – Temporada 2020″.

(Foto: Kevin Albuquerque)

Das dores de amores

POR GERSON NOGUEIRA

Os 30 maiores ídolos da história do Botafogo; veja o ranking - Jornal O  Globo

“Um dos grandes amores de minha vida está sofrendo. Apanha de todo mundo, empata e não consegue mais reagir. Esse amor tem passado e talvez futuro, só não tem presente. Sem problemas, eu amo esse grande amor mesmo assim.

Esse amor tem nome: Botafogo de Futebol e Regatas. Ele disputa campeonatos, torneios, taças e perde. Vive entre os últimos colocados e talvez caia para a segunda divisão. Não tem problema, eu amo esse amor mesmo assim.

Está mal na direita, no centro, na esquerda. Na defesa e no ataque. Ao Botafogo falta tudo. Não tem problema. Para mim, só não pode faltar… o Botafogo”.

O texto acima não é meu, mas bem podia ser. É de Stepan Nercessian, um dos maiores atores brasileiros vivos e, obviamente, um botafoguense de alto calibre. Emotivo, sentimental, arrebatado.

Não há como ser botafoguense e não se envolver nas teias da emoção mais profunda. Todos somos assim exagerados, como no clássico de Cazuza.

O mal de ser pautado pelo exagero é que exageramos também no sofrimento. Em meio à derrocada do Botafogo nesta temporada – que eu previ logo nos primeiros jogos – transitei da fé inquebrantável à desolação absoluta.

Sofri com aquela sequência de jogos funestos, marcados por decisões polêmicas do VAR. Adquiri ódio profundo pela geringonça eletrônica. Tirou da gente pontos preciosos contra Flamengo, Internacional, Fortaleza e, para variar, Corinthians.

O árbitro de vídeo, esperança de adicionar mais pragmatismo e justiça às decisões, também não simpatizou com o Botafogo, como seu irmão de carne e osso.

Desta vez, porém, não temos o direito de atribuir (como em 2014, 2016, 2017 e 2018) nossa desgraça aos homens do apito. Mais do que pelos erros de marcação de impedimentos e pênaltis, o Botafogo cai em função de seus próprios vacilos desacertos, principalmente administrativos.

O torcedor que não convive com os bastidores do clube no Rio de Janeiro, como no meu caso, faz uma pálida ideia do que se passa, mas é evidente que há algo de muito errado acontecendo com o Glorioso.

Desde que o dentista Maurício Assumpção foi expurgado após levar o clube quase à falência, provocando sua última queda, imaginava-se que época das vacas magras estava ficando para trás.

Houve a belíssima passagem pela Libertadores em 2017, com honrosa participação. Mas, nesta temporada, com uma casta dirigente composta por gente que precisa ser apresentada à bola, o desastre se desenhou com erros absurdos de formação de elenco.

Honda, Kanou, Foster e outros atrapalharam até a ascensão de bons valores, como Mateus Babi, Pedro Raul e Benevenuto. Os técnicos foram se sucedendo, um pior que o outro, de Autuori a Barroca.

Não tinha como dar certo. Stepan tem razão. Já nem acompanhamos os jogos, por questão de sanidade. Sem problemas, continuaremos teimosamente ao lado da Estrela Solitária, aconteça o que acontecer.

(Perdoem o desabafo de torcedor. Precisava desopilar a respeito da trágica jornada botafoguense)

Leão inicia a reformulação para a Série B

Antes mesmo do término da Série C, o Remo começou a reformular o elenco. E começou bem. Por força do prazo de inscrição de atletas na Copa Verde, o clube acertou a permanência de jogadores importantes, como Lucas Siqueira, Marlon, Jansen, Fredson e Mimica. E bancou atletas que compõem elenco, como o goleiro Tiago e o meia-atacante Dioguinho.

Todos irão reforçar o time na Copa Verde e integrar o elenco que disputará a Série B depois de 13 anos, juntando-se aos que já tinham vínculo estendido com o clube, como Eduardo Ramos e jogadores vindos da base.

O anúncio da contratação de Wellington Silva, lateral-direito que surgiu no Flamengo e passou pelo Fluminense, já leva o carimbo do novo executivo de futebol, Thiago Alves. Wellington é o primeiro nome da longa lista – pelo menos, 15 atletas – que o Remo irá anunciar nas próximas semanas.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda o programa, logo depois da NBA, na RBATV, por volta de 23h30. Em pauta, a final da Série C e as mudanças no PSC. Participação de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Direção de Toninho Costa.

Chapecoense vence, mas Lisca sai valorizado

Fiquei vendo a decisão da Série B, sexta-feira à noite, com dois jogos para determinar o campeão. O América-MG, de Lisca, enfrentava o Avaí e vencia por 2 a 1, mantendo a atenção na outra partida, disputada por Chapecoense e Confiança. Até os instantes finais, o placar em Chapecó se manteve caprichosamente em 2 a 1 também.

Quando o jogo acabava em Belo Horizonte chegou a notícia de um pênalti para a Chape. Penal meio esquisito, surgido no calor dos acréscimos. O terceiro gol garantiu, pela vantagem no saldo, o título à equipe catarinense.

Foi seguramente a mais emocionante “final” da Série B, com a definição surgindo nos instantes derradeiros. Os dois times mereciam igualmente, chegando à final com a mesma pontuação e flagrante equilíbrio.

Lamentei por Lisca, uma espécie de anti-herói do futebol profissional, daqueles técnicos que não existem mais, que rezam fora das cartilhas modernosas, mas seus méritos são inegáveis.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 31)