
Enquanto isso, em Tucanistão…




Em sua coluna nesta quinta-feira, Janio de Freitas criticou a postura do juiz federal Sérgio Moro diante de seu fracasso em obter provas contra Lula.
“Novidade destes tempos indefiníveis, sentenças judiciais substituem a objetividade sóbria, de pretensões clássicas como se elas próprias vestissem a toga, e caem no debate rasgado. Lançamento de verão do juiz Sergio Moro, nas suas decisões iniciais em nome da Lava Jato, o “new look” expande-se nas centenas de folhas invernosas da condenação e, agora, de respostas a Lula e sua defesa. Tem de tudo, desde os milhares de palavras sobre o próprio autor, a opiniões pessoais sobre a situação nacional, e até sobre a sentença e sua alegada razão de ser. Dizem mais do juiz que do acusado. O que não é de todo mal, porque contribui para as impressões e as convicções sobre origens, percurso e propósitos deste e dos tantos episódios correlatos.
A resposta do juiz ao primeiro recurso contra a sentença é mais do que continuidade da peça contestada. É um novo avanço: lança a inclusão do insulto. Contrariado com as críticas à condenação carente de provas, Moro argumenta que não pode prender-se à formalidade da ação julgada. Não é, de fato, um argumento desprezível. Se o fizesse, diz ele, caberia absolver Eduardo Cunha, “pois ele também afirmava que não era titular das contas no exterior” que guardavam “vantagem indevida”.
A resposta do juiz ao primeiro recurso contra a sentença é mais do que continuidade da peça contestada. É um novo avanço: lança a inclusão do insulto. Contrariado com as críticas à condenação carente de provas, Moro argumenta que não pode prender-se à formalidade da ação julgada. Não é, de fato, um argumento desprezível. Se o fizesse, diz ele, caberia absolver Eduardo Cunha, “pois ele também afirmava que não era titular das contas no exterior” que guardavam “vantagem indevida”.
A igualdade das condutas de Cunha e Lula não existe. Moro apela ao que não procede. E permite a dedução de que o faça de modo consciente: tanto diz que Eduardo Cunha negava a posse das contas, como em seguida relembra que ele se dizia “usufrutuário em vida” do dinheiro. Se podia desfrutá-lo (“em vida”, não quando morto), estava dizendo ser dinheiro seu ou também seu. Simples questão de pudor, talvez, comum nos recatados em questões de vis milhões. Moro não indica, porém, uma só ocasião em que Lula tenha admitido, mesmo por tabela, o que o juiz lhe atribui e condena.
Diferença a mais, os procuradores e o juiz receberam comprovação documental de contas de Eduardo Cunha. Vêm as críticas, e eles redobram as ansiedades. (Do Brasil247)
POR GERSON NOGUEIRA
A chegada do centroavante Anselmo, de 36 anos, significa de imediato a ampliação do leque de opções ofensivas do técnico Marquinhos Santos e deve ampliar a competitividade saudável por vagas no ataque do Papão. Coincidência ou não, Marcão voltou a ser anteontem contra o Náutico o centroavante brigador e incansável na área, abrindo possibilidades para os companheiros de ataque – embora sem reciprocidade – e foi fundamental para a vitória, ao cavar o penal a dez minutos do final da partida.
Ante a necessidade premente de ganhar jogos para recuperar a pontuação desperdiçada nas 9 rodadas sem vitórias, o técnico utiliza três homens na frente: Marcão, Magno (um pouco mais recuado) e Bergson flutuando.
Anselmo vem para reforçar o elenco e, apesar do bom currículo e da larga experiência (quase 20 anos nos gramados), suas chances dependerão de agarrar a primeira oportunidade como substituto de Marcão, hoje titular da camisa 9. A passagem pelo Fortaleza, na Série C do ano passado, foi o melhor momento do centroavante, que marcou 23 gols e fechou a temporada como o terceiro maior goleador do país.
Pesa contra ele o fator idade (36 anos) numa competição estafante como a Série B, situação agravada pelo histórico recente com veteranos. Souza Caveirão, investimento equivocado de dois anos atrás, é sempre citado como exemplo negativo. Alexandro, mais jovem que Anselmo e Souza, também teve passagem apagada em 2016.
O futebol, porém, é rico em surpresas e retomadas. O próprio Papão tem para contar experiências exitosas com outros atletas da mesma faixa etária – Chico Spina, Dario, Robson e Vandick, todos contratados na fase descendente da carreira – que justificam plenamente a aposta em Anselmo.
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Da imprecisão que tanto atrapalha o jogo
O amigo Edyr Augusto Proença, sempre observando o futebol com os olhos do grande escritor que é, fez comentário adicional à coluna de domingo. Por oportuno e refinado, divido com vocês:
“A questão do trivial é que nossos craques são imprecisos. Esses como Diego, Everton Ribeiro, Geuvânio, só para citar os do Flamengo, são jogadores que tiveram pouco brilho na Europa, mas aqui ainda são considerados. Mas eles são imprecisos. Em pequenos espaços, há sempre um erro aqui e ali e pronto, bola pro adversário. A diferença é um Messi, Neymar, Coutinho, que partem da ponta, onde enfrentam dois adversários para o meio, buscando tabelas curtas, driblando, quebrando o esquema e espaços reduzidos. Hoje só vejo esse Luan, do Grêmio, um centroavante que se desloca na frente dos zagueiros e atrás dos meio-campistas. Alto, magro e muito maleável, ele desconcerta os planos do rival. Outra coisa é que, apesar de Corinthians, Flamengo, Grêmio e Palmeiras, para citar aqueles da outra postagem conseguirem adiantar a marcação, às vezes com três jogadores em cima de quem segurou demais a bola, os zagueiros, muitas vezes, menos que antes, ainda se colocam sobre a linha da grande área, abrindo espaço para um Luan, por exemplo. Repare: a bola é lançada na área e o beque rebate. Se ela cai em poder do adversário, os zagueiros postam-se sobre a linha. Ao contrário, alguém corre para abafar o adversário, de maneira a que não trabalhe com outro que vá na contramão da defesa e a estes zagueiros precisam sair para diminuir novamente o espaço, como que agredindo o outro, diminuindo o campo de jogo. Falta-nos também aquele jogador que vira o jogo com facilidade, o melhor deles, tirando Gerson, o canhotinha, foi o Beckham. Desafogar um lado lotado, abrir espaço para nova jogada. Mas, de maneira geral, acho que estamos avançando e melhorando. Nada a ver com o futebol jogado por nossos clubes aqui do Pará. Estes, praticam outro esporte, infelizmente. É duro assistir. Um festival de erros. Os goals surgem dos erros, não de acertos. As faltas são constantes. Jogo mais parado que jogado. E o passe? Quanto tempo nossos jogadores levam para dominar a bola, a partir de um passe que não veio rasteiro, na velocidade correta?”.
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O Remo, o Carrossel e a área do Vaticano
Outro amigo querido, Ronaldo Passarinho, se manifesta a respeito de boatos sobre uma suposta proposta de compra da área do Carrossel.
“Soube que o clube tem uma avaliação da área no valor de R$ 18 milhões. O pior é que a JT, criada para proteger os trabalhadores, hoje em dia favorece demasiado os endinheirados. Explico: se o Carrossel for vendido será por 20% de entrada e o restante em 10 meses, sem juros. Assim aconteceu com a sede campestre, com área maior que a do Vaticano, vendida por R$ 3 milhões (600 mil de entrada e 10 vezes de R$ 240 mil)”.
E conclui: “Se o Carrossel for vendido se confirmará o que afirmei na exposição enviada ao clube em novembro de 2012: se o Remo continuasse a política suicida de contratações irresponsáveis, teria patrocínios e rendas bloqueados, e perderia patrimônio. Gritei e preguei no deserto. Como você é testemunha, só tive recepção na sua coluna e no blog”.
(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 20)
Denunciado por atos homofóbicos por parte de seus torcedores, o Paissandu foi absolvido dessa acusação pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O clube paraense, contudo, foi multado em R$ 7,5 mil devido a desordens no estádio da Curuzu ao final da partida contra a Luverdense, válida pela 11ª rodada da Série B. A decisão é da 3ª Comissão da Disciplinar e cabe recurso.
A denúncia contra o Papão se baseou nos relatos e vídeos de tumultos registrados logo após a partida disputada em 30 de junho, quando torcedores entraram em confronto. O motivo: um grupo quis tirar satisfação com membros da torcida organizada Alma Celeste, que faz campanha contra a homofobia.
O tumulto rendeu duas denúncias ao clube – que no dia seguinte à partida havia divulgado nota repudiando a confusão. O clube foi enquadrado pela procuradoria do STJD por não tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens, cuja pena poderia chegar a 10 perdas de mando de campo e multa de até R$ 100 mil.
O motivo da briga também foi levado em conta, transformando-se no primeiro caso de julgamento de clube no futebol brasileiro por homofobia. O Paissandu foi denunciado por infringir o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. Os termos da denúncia enquadravam o clube paraense em punições que variavam de multa, perda de pontos e até mesmo exclusão de campeonato.
No julgamento, os auditores do STJD decidiram absolver o PSC da acusação de atos homofóbicos, mas aplicaram multa de R$ 7,5 mil devido à desordem. O valor será revertido em cestas básicas para a Apae de Belém.

O bloqueio dos bens do ex-presidente Lula, explorado com tanto estardalhaço pela imprensa de direita, com orgasmos de prazer cínico (duvido que qualquer de seus editores tenha menos do que Lula, que aos 71 anos de idade tem mesmo é de conservar um guardado) deveria servir para fazer jornalismo, mesmo.
Por exemplo, comparar o que foi localizado em propriedades e depósitos de Lula com o que ele tinha, ao candidatar-se a Presidente 15 anos atrás.
Os quatro imóveis que tem são os mesmos que tinha com Marisa (aquele em que mora e dois outros, de 72 metros quadrados, no Edifício Kentucky, na Avenida Getúlio Vargas, São Bernardo. Olhei na internet e vi um igual, no mesmo prédio, para vender: R$ 370 mil. Além do terreno em Riacho Grande, onde fica o sítio Los Fubangos, ao qual passou a ir menos há alguns anos, segundo a Folha porque a segurança presidencial assim recomendou, depois que dois de seus cães foram mortos a facadas.
Você olha a casa desta turma, os ladrões públicos ou estas celebridades da TV que querem ser presidente e sente que Lula, ainda que o triplex fosse dele, nem aos pés chegava….
E o dinheiro, os R$ 606 mil?
Bem, Lula tinha aplicações em poupança que somavam R$ 118 mil, aproximadamente, discriminadas na declaração de bens que apresentou em julho de 2002, 15 anos atrás.
Na aplicação mais mixuruca, a Caderneta de Poupança, isso daria hoje cerca de 400 mil. Num fundo qualquer, perto de R$ 650 ou r$700 mil. Pela taxa Selic, que é a que os bancos ganham do Governo, daria cerca de R$ 800 mil.
Portanto, R$ 606 mil para quem partiu, 15 anos atrás, de valores que pela poupança, equivalem a R$ 370 mil significa, nestes 180 meses, depositar R$ 600 ou 700 por mês na caderneta.
Vá enriquecer mal lá em Maricá, Lula!
PS. Aí abaixo vão as declarações de bens de Lula em 2002 e 2006. Quanto ao “sedã de luxo” ANO 2010, só dando risada. Tem um Mercedes Classe C para vender no mercado livre, lindão, 30 mil km, por R$ 52 mil. Com 45 mil, sem trocadilho, leva na hora. Ou junta um pouco mais e compra um Fiesta 1.6, zero.

Apartamento 102, Ed. Kentucky, São Bernardo do Campo-RS – R$ 38.334,67
Fix Especial Plus Banco do Brasil – R$ 156.146,83
Fundo de ações da Petrobrás – R$ 1.866,39
Terreno Sub-Distrito De Riacho Grande, São Bernardo Do Campo- SP – R$ 5.466,90
S10 Cabine Dupla Diesel 98/99 – R$ 42.000,00
Participação Cooperativa Habitacional Apartamento em construção no Guarujá-SP Maio 2005 – R$ 47.695,38 (já pagos) – R$ 47.695,38
Fundo de Investimento no Banco Bradesco – R$ 63.304,16
Fundo de ações do Banco do Brasil – R$ 1.108,87
Fundo De Ações da Vale do Rio Doce – R$ 497,97
Fif Plus Di Banco Bradesco – R$ 111.055,40
Caderneta de poupança no Banco Bradesco – R$ 1.124,36
Aplicação financeira no Banco do Brasil – R$ 86.794,73
Caderneta de poupança no Banco Bradesco – R$ 1.398,67
Caderneta De Poupança CEF – R$ 54.762,02
Apartamento 122 no prédio Green Hill, São Bernardo do Campo – R$ 189.142,50
Valor total dos bens declarados – R$ 839.033,52
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