Piloto do voo da Chapecoense tinha ordem de prisão decretada na Bolívia

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O piloto boliviano Miguel Quiroga, comandante do avião da companhia aérea Lamia que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense à Colômbia, matando 71 pessoas, estava sendo processado na Bolívia e tinha ordem de prisão decretada por ter deixado a Força Aérea. “O capitão Quiroga, que era o piloto do avião que se acidentou, estava sendo julgado pela Força Aérea Boliviana, inclusive tinha um mandado de prisão contra ele”, afirmou o ministro da Defesa, Reymi Ferreira, de acordo com a agência “ABI”.

Segundo o ministro, Quiroga e outros quatro militares que deixaram a Força Aérea estão sendo processados por essa razão, mas conseguiram evitar a prisão apresentando recursos à Justiça. “Eles receberam uma formação profissional, um investimento do governo, e, de repente, no meio de cumprir com o acordo de devolver esses conhecimentos e habilidades à Força Aérea e ao governo, preferiram renunciar”, explicou Ferreira.

Na Bolívia, segundo o ministro, os pilotos militares assumem o compromisso de não deixarem a Força Aérea até cumprir os anos de serviço estipulados. Apenas casos excepcionais permitem a baixa. Quiroga, no entanto, não tinha justificativa para a saída. O custo de formação de um piloto da Força Aérea da Bolívia é de aproximadamente US$ 100 mil. (Do Jornal O Tempo)

2 comentários em “Piloto do voo da Chapecoense tinha ordem de prisão decretada na Bolívia

  1. Pensei que o problema fosse por voar no limite do combustível.
    Mas, agora, além do registro que fiz semana passada sobre a indenização das famílias dos jogadores e demais funcionários do Clube pela perda de seus arrimos, creio que já é hora de fazer outras:

    quem contratou a tal lamia, e em que circunstâncias?

    A federação patrocinadora da competição é quem paga é contrata a cia de aviação ou libera o dinheiro para o clube que contrata?

    O município de Chapecó tem alguma participação na contratação? E os jornalistas como será o processo de contratação da empresa de aviação?

    Foram eles próprios que contrataram ou foram as empresas (Globo, foz etc) que contrataram?

    O preço desta empresa de aviação era mais barato? Se não, qual o motivo dela ter sido contratada?

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  2. Não, caro Antonio Oliveira, há vídeo circulando em que o pres. da ACF, disse preferir essa empresa por ter dado sorte em outra jornada.

    “Sorte”, diferentemente do que pensa quase todo o mundo, quer dizer “destino”, “sina”, ou coisa que o valha, e deveria ser acompanhada de um adjetivo (“boa sorte”, “má sorte”).

    Quanto ao tempo obrigatório, ocorre o mesmo na Força Aérea Brasileira em que o militar (não só os pilotos) precisam ficar cinco anos após formados. Se saírem antes disso, pagam pesada indenização.

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