Goleiro do Leão participa de “jogo solidário” com cantores sertanejos

unnamedO goleiro André Luis, do Remo, que curte férias em sua cidade natal, Centralina, em Minas Gerais, deu um tempo no descanso para fazer sua parte solidária neste final de ano. Nesta terça-feira, o novo camisa 1 do Leão participou do Futebol Solidário Contra Fome entre “Amigos de Sidney Moraes”, ex-treinador do Paysandu, e “Amigos de Marrone”, cantor da dupla sertaneja Bruno e Marrone, na cidade mineira de Ituiutaba.
O goleiro atuou pelo time de Marrone, que venceu por 6 a 5, e esteve em campo com grandes estrelas do futebol e da música, como Alexandre Pires, Gustavo Lima, Felipe Araújo, Falcão (futsal), Popó (pugilista), Edmilson, ex-Barcelona; Athirson, Radamés, Ibson, Paulo Nunes, Alex Dias, entre outros.
– Foi o meu terceiro jogo em partidas beneficentes. Não tem coisa melhor, vc ajudar as pessoas carentes, fazendo o que vc ama, e ainda jogando ao lado de estrelas do futebol e da música!
O time vencedor foi o de Marrone, que ganhou por 6 a 5. André Luis segue de férias, se apresentando no Remo no próximo dia 3. (Da Infocus Comunicação Integrada)

Necessidade de reformulação

POR GERSON NOGUEIRA

No fórum informal que a coluna abriu para fazer um balanço do futebol paraense na temporada, os convidados de hoje são Ronaldo Passarinho, grande benemérito azulino e assíduo colaborador da coluna; Arlindo Alves, professor e radialista; e Carlos Lira, um dos baluartes do blog campeão.

Ronaldo analisa a trajetória do Remo e propõe reformas. “O futebol foi trágico para o clube em 2016. Não tivemos êxito em nenhuma competição que disputamos. No Paraense, o vexame foi escandaloso: não ganhamos um só jogo no segundo turno. A política suicida, que vem se eternizando no Remo, com contratações feitas por empresários desonestos, teve o seu maior momento em 2016”, avalia.

unnamedNo terreno das mudanças, Ronaldo propõe uma reformulação de conceitos e de critérios na contratação de gerentes-empresários: “Rogo a Deus que o ano maldito de 2016 sirva de exemplo aos novos dirigentes. Há um longo trabalho de saneamento do clube. Confio na experiência de Manoel Ribeiro, dando espaço ao jovem remista e idealista Ricardo Ribeiro, com a colaboração dos dirigentes do Conselho Deliberativo, sob a segura direção de Ângelo Carrascosa e Wilton Benigno”.

Já Carlos Lira começa relembrando os grandes momentos da dupla Re-Pa. “Os dois titãs já disputaram, por exemplo, simultaneamente a Série A no longínquo ano de 1993, com boa participação do Paissandu (terminou em 14º) e excelente presença do Remo (ficou em oitavo). Bons tempos que espero que voltem”.

“Se já tivemos grandes momentos no futebol, é sempre bom lembrar ao torcedor que já tivemos próximos do fundo do poço. Como os seguidos anos em que tínhamos Águia e PSC na Série C e o Remo se engalfinhando no paraense para disputar a famigerada D. Tempos terríveis que não desejo que voltem mais, nem mesmo em pesadelos. O futebol praticado era medíocre e as administrações estavam jogando a terra sobre os caixões das duas agremiações. Felizmente, milagres acontecem e num desses a santinha do Caxiado fez com que os dois titãs renascessem como fênix e voltassem a disputar séries mais interessantes”, acrescenta.

“Aqui, finalmente chego a 2016. Este não foi um ano glorioso para o futebol local, mas, posso dizer que foi um ano de estabilidade. O Remo, com toda crise financeira e, principalmente, com a falta de união entre seus dirigentes, fez uma boa campanha na Série C depois de anos amargando a Série D. Poderia ter ido mais longe? Penso que sim. Afinal, perdeu a vaga para as finais em jogos realizados em seus domínios”.

Sobre o Papão, Carlos Lira aponta erros nas contratações. “O Paissandu, recheado de expectativas depois da conquista do paraense e da copa verde, esqueceu que esses campeonatos não são parâmetro nem para o ‘campeonato brasileiro de pelada de fim de semana’. Talvez por isso, o clube tenha patinado nas contratações (grande equivoco da Novos Rumos, que continua a realizar esta política de importação em massa). Mas – e aqui devo dizer: Ave, Thiago Luiz! -, o clube fugiu do rebaixamento com sobras. Peço que o novo ano traga ao PSC a manutenção/aperfeiçoamento da parte administrativa e que os frutos possam ser colhidos não apenas com o acesso a Série A, mais principalmente com continuação da construção de obras estruturantes”.

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Em temporada fraca, a Série B salvou o Papão

Arlindo Alves tem um olhar mais generoso quanto à temporada da dupla Re-Pa. “Pensemos num ano capaz de arrancar suspiros para o futebol paraense! Sim, 2016 nos possibilitou vivenciar fatos de diversas ordens tanto dentro como fora de campo. Nas quatro linhas, Remo e Paysandu pareciam trilhar o mesmo caminho já que o Parazão indicava a mesmice que se vê há algumas temporadas: times limitados, desobediência tática e contratações equivocadas”.

“Ao final, o Paysandu foi o campeão e, na Copa Verde, a performance dava o tom do que vinha mais à frente. Na Copa do Brasil, o Clube do Remo parecia que ia deslanchar, mas o jogo contra o Vasco foi fogo de palha e se esvaiu pelo caminho. Na mesma competição, o PSC morreu prostrado dentro de casa, apesar de ter vendido caro a derrota”.

“No Papão, a Série B foi o saldo positivo no balanço de 2016, é justo reconhecer. Já as trocas de comando e o desentendimento do elenco com a comissão técnica quase dá um susto na torcida. Nas urnas, Remo e Paysandu indicaram o caminho que cada um deseja trilhar. A alternância programada no lado bicolor e o fortalecimento da marca própria, buscando uma gestão coesa. Já o Clube do Remo parece revisitar uma história não muito distante, com assaltos misteriosos, presidentes miméticos, algo que só se vê por aqui”, finaliza.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 28)