“Eu sou Fidel!”, grita o povo cubano à passagem do cortejo com cinzas do Comandante

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DO OPERA MUNDI

A repetição da Caravana da Liberdade, de 1959, com os restos mortais de Fidel Castro, tem levado milhares de cubanos às ruas das cidades por onde passa para se despedir do ex-presidente e líder revolucionário. O cortejo fúnebre partiu de Havana nesta quarta-feira (30/11) rumo a Santiago, no leste da ilha, fazendo o percurso inverso àquele realizado por Fidel e guerrilheiros de Sierra Maestra entre os dias 1º e o 8 de janeiro de 1959 após o triunfo da Revolução Cubana.

Depois de passar a noite na cidade de Santa Clara, onde houve uma vigília feita pelos moradores, o cortejo fúnebre partiu na manhã desta quinta-feira (1/12) rumo à cidade de Santo Espírito, aonde chegou por volta das 12h (15h em Brasília). Santa Clara é a cidade onde estão os restos mortais de Ernesto Che Guevara, que junto com Fidel liderou a Revolução Cubana. À tarde, foi a vez dos cidadãos e cidadãs de Ciego de Ávila ir às ruas prestar uma última homenagem a Fidel.

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Por onde passa, o cortejo é saudado por cubanas e cubanos com o grito “Eu sou Fidel”, que também marcou o ato realizado na noite de terça-feira (29/11) na Praça da Revolução, em Havana, e que reuniu mais de dois milhões de pessoas. Muitas pessoas trazem bandeiras de Cuba, usam camisetas com imagens dos líderes da revolução e até cantam o hino nacional em homenagem ao ex-presidente cubano.

Depois de passar por Ciego de Ávila, o cortejo segue para Santiago passando por Camaguye, Las Tunas e Olguín. Em Santiago, as cinzas serão enterradas junto com os restos de familiares de Fidel no cemitério de Santa Ifigênia, onde também está enterrado José Martí, maior referência no processo de independência de Cuba da Espanha, no fim do século 19.

Em Havana, a população começou a retomar as atividades nesta quarta-feira, mas cubanas e cubanos seguem resignados. Em muitas casas na cidade, as televisões permanecem ligadas acompanhando as transmissões do traslado dos restos de Fidel pelo país.

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Brasil goleia Cuba na abertura do torneio internacional de handebol feminino

A Seleção Brasileira de handebol feminino estreou no II Torneio Quatro Nações, disputado na Arena Guilherme Paraense, o “Mangueirinho”, em Belém, com a vitória de 51 a 9 diante de Cuba na noite desta quinta-feira (1°). Cerca de 3,5 mil pessoas acompanharam a partida, válida pela primeira rodada. As meninas do Brasil voltam à quadra nesta sexta-feira (2), às 19h30, e, no sábado (3), às 10h, no encerramento da competição.

Antes do início da partida, uma apresentação de carimbó animou o público. Depois foi feito um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente com o voo da Chapecoense e a Fidel Castro, chefe de Estado de Cuba, que morreu na última segunda-feira (28). A armadora Duda Amorim também foi homenageada por completar 150 jogos na equipe.

A estreia da seleção também foi marcada pela realização de um sonho. Um time de 24 atletas de handebol, com idades entre 13 e 17 anos, de Breves, no arquipélago do Marajó, e Rondon do Pará, no sudeste do Estado, assistiu pela primeira vez a um jogo da equipe brasileira. Na véspera da estreia, as atletas das escolas Odísia Corrêa Farias, de Breves, e da Escola Estadual Dionísio Bentes de Carvalho, de Rondon do Pará, assistiram ao treino e conheceram as atuais campeãs mundiais.

Tabela de jogos (horário de Brasília):

Sexta-feira (2/12)

19h – Eslováquia x Cuba

21h30 – Brasil x Uruguai

Sábado (3/12)

11h – Brasil x Eslováquia

13h – Cuba x Uruguai

Serviço:

II Torneio Quatro Nações de Handebol Feminino. Até sábado (3), na Arena Guilherme Paraense/ Ginásio Mangueirinho (rodovia Augusto Montenegro, 524). Entrada: um quilo de alimento não perecível. Transmissão: SporTV.

Chororô dos procuradores não resiste a uma só pergunta – que não se fez…

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Depois de ouvir os promotores da Lava Jato ameaçando parar a operação, já que  a não aprovação das medidas anticorrupção que apresentaram à Câmara os impediria de trabalhar, fique esperando, em vão,  que algum repórter lhes perguntasse como, então, tinham feito tanto até agora, sem elas.

Porque, segundo a própria página dos promotores, até agora eles instauraram 1997 procedimentos, fizeram 654 buscas e apreensões, levaram à força 174 pessoas para depor, prenderam 169 outras, entre prisões temporárias e preventivas, algumas de mais de um ano e obtiveram do Dr. Sérgio Moro nada menos que 118 condenações,que representam penas de 1256 anos, 6  meses e um dia .

É tempo suficiente para, por exemplo, voltarmos ao tempo em que os vikings começavam seus terríveis ataques à Europa.

Se foi possível tudo isso, convenhamos, é difícil falar que faltam leis para combatera a corrupção, a menos que achemos que estes números imensos foram atingidos sem leis, e duras.

Como ninguém fez a pergunta, a reposta é obvia: o que os move é impedir a fixação da responsabilidade cível e penal para procuradores e juízes que abusem da sua autoridade e provoquem danos a terceiros.

Responsabilização, fique claro, não administrativa como é hoje no CNJ, mas nos tribunais regulares, em casos conduzidos pelo próprio MP e julgado por juízes.

Hoje li em O Globo, uma frase da nota expedida ontem, antes da votação, se opondo a isso.

“Crimes excessivamente vagos dão margem a subjetivismo na aplicação da lei e (a) perseguições, não toleradas no Direito Penal”.

Concordo integralmente. Aliás, até hoje não ouvi definição melhor do que esta para o que fizeram o próprio Dr. Dallagnol e seus colegas, naquela apresentação de powerpoint onde Lula era apontado como responsável até pela maçã levada ao Paraíso, onde o subjetivismo chegou a brotar da áspera forma do “não temos provas, mas temos convicção”.

A lei é para todos ou ela vale para aqueles de quem não se gosta e para nós, não?

Mas devo reconhecer que suas excelências estão bem perto de terem todo o poder. Trombeteado pela mídia, seu espetáculo de indignação faz tremer a república e a casta se move como um monólito para esmagar as outras instituições.

Tragédia expõe o lado negro da força

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POR LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI

Fernando Carvalho, ex-presidente do Internacional e atual diretor de futebol, disse assim nesta quarta-feira (30/11) a respeito da última rodada do Brasileirão, adiada por causa da tragédia da Chapecoense:

“Temos nossa tragédia particular, que é fugir do rebaixamento. A pausa vai ser prejudicial.”

A rodada seria disputada neste domingo, 4 de dezembro, e foi transferida para dia 11/12 por uma decisão da CBF atendendo aos apelos da comunidade do futebol brasileiro.

Internacional enfrenta o Fluminense no Rio. Para não ser rebaixado à Série B, tem de vencer  seu jogo e torcer por tropeços de Vitória contra Palmeiras ou Sport diante do Figueirense.

Ainda nesta quarta-feira (30/11), Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, teve o seguinte diálogo com Ivan Tozzo, presidente em exercício da Chapecoense:

“Ainda não pensamos (sobre como será o jogo). Conversei com o presidente Del Nero sobre a partida contra o Atlético-MG. Ele disse: ‘Este jogo tem que acontecer. Tem que ser uma grande festa’. Respondi: ‘Não temos 11 jogadores’. Del Nero disse: ‘Tem sim. Vocês têm categoria de base, os jogadores que ficaram. Não importa. Tem que fazer uma grande festa. Chapecó e a Chapecoense merecem’”, revelou Ivan Tozzo.

O jogo Chapecoense e Atlético-MG seria o último da Chape neste Brasileirão-2016. Dirigentes do clube mineiro já se manifestaram contrários à realização dessa partida. Admitem consultar a CBF se não seria o caso de cancelar o jogo, que não teria interferência direta na tabela de classificação, portanto, sem prejuízos aos outros clubes.

Declarações como essas de Fernando Carvalho e Del Nero mostram o tamanho da estupidez de boa parte dos nossos dirigentes.

Por isso aprendi, nesses mais de 32 anos de jornalismo dedicado ao futebol, a não confiar nos cartolas.

Tragédia da Chapecoense, mesmo com tanta dor, vai mostrar quem tem e quem não tem caráter no futebol brasileiro.

Prefiro a sensibilidade dos poetas, como no vídeo abaixo: