
Nesta segunda-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, durante aula na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na Universidade de São Paulo (USP), onde leciona, classificou o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff como um “tropeço na democracia”.
“Esse impeachment, todos assistiram e devem ter a sua opinião sobre ele. Mas encerra exatamente um ciclo, daqueles aos quais eu me referia, a cada 25, 30 anos no Brasil, nós temos um tropeço na nossa democracia. Lamentável”, afirmou. Lewandowski disse ainda que os universitários talvez possam garantir um futuro melhor: “quem sabe vocês, jovens, conseguem mudar o rumo da história”.
Além disso, o ministro também comentou, no âmbito jurídico, sobre as mudanças na educação propostas pelo governo de Michel Temer. “Reforma do Ensino Médio por medida provisória? Alguns iluminados se fecharam num gabinete e decidiram ‘Vamos tirar educação física, artes’. Nem projeto de lei foi. Não se consultou a população”, ressaltou.(Via Brasil247)
Tropeço?? Ora, ora, aquilo foi uma tremenda rasteira, seu Lewandowski.
Ah, ele acha que foi um Tropeço?
Bom, então, foi por isso que ele entendeu por bem dar uma contrabalançada cuidando para que as consequências não fossem por demais contundentes e resolveu sugerir e articular para que fosse feita aquela verdadeira decepada nas punições ordenadas pela Constituição.
Como esta autoridade ainda se acha em condições de ter o que ensinar para os jovens estudantes? Só se ele estiver estudando como rasgar uma Constituiçào, como fazer acordões. Talvez seja isso.
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A fala do ministro indica duas coisas:
1) Foi golpe. Já que o impedimento somente se deu pela perda de popularidade do governo, pela perda da maioria no congresso e devidos aos arranjos nos cantos escuros para trazer o pior da política neoliberal.
2) Que o STF é um antro de covardes. Incapazes de julgar a inexistência de crime. Eles preferem cruzar os braços, como já fizeram antes, e assistirem as maracutaias políticas do país.
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Simplesmente, tudo muito bem planejado e acordado pela plutocracia e seus afins, enquanto a esquerda foi atrás do pote de ouro no fim do arco íris…os golpistas voltam ao poder pela via indireta e desde o primeiro dia do governo Temer sua primeira atitude foi iniciar o desmonte, uma a uma, das modestas, mas fundamentais conquistas obtidas, agora é tarde e a inês é morta. Com relação a fala do ministro..apenas perfumarias e lantejoulas como lhe é de praxe. No final estamos no limbo again.
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Amigo Celira, nos golpes há modificação do regime político, econômico, constitucional.
Aqui tudo ficou como estava, ainda que sob um ajuste, um aperto, um arrocho, nas condições anteriores, mas, será tudo compatível com o neoliberalismo em que o Brasil sempre esteve, inclusive no governo impedido.
Aliás, este optou por tal regime como condição de ser aceito. Prova disso é a Carta ao Povo Brasileiro que o primeiro governante rubro assinou e divulgou se comprometendo a “respeitar os contratos”.
O que houve foi um desentendimento entre os comandantes, motivado pela partilha do produto das atividades decorrentes do comando, o que acabou resultando na troca daquele(a) que ocupava formalmente o posto representativo deste comando.
Quanto ao Ministro que presidiu os trabalhos de impeachment no Senado, é dizer que é preciso muita coragem para promover tamanha desobediência ao que determinava a Constituição sobre as punições do impedimento.
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Surpreende-me, amigo Oliveira, que você atente tanto para o descumprimento constitucional das regras do impedimento e deixe de lado o estupro legal mais grave: o próprio impedimento.
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Amigo Gerson, só duas coisas acerca de sua surpresa:
(i) desde quando foram divulgados o pedido de impeachment e o despacho de admissibilidade do processo, ainda pelo Cunha que venho me manifestando aqui no sentido de que as acusações aceitas não caracterizavam crime de responsabilidade;
(ii) logo, não se trata de deixar de lado a polêmica que se instalou sobre a justiça ou injustiça do impedimento, apenas enfatizei um aspecto da questão que tem deliberadamente sido esquecido pela maioria das pessoas partidárias do governo impedido. E fiz isso porque tal aspecto foi patrocinado exatamente por quem não poderia patrociná-lo, já que tinha o dever de zelar pela observância da constituição.
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