Remo supera rival e entra no Top 10 do ranking de público agrupado do Brasileirão

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O Remo lutou, mas acabou eliminado na Primeira Fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Se o time não cumpriu o objetivo dentro de campo, a torcida do Leão fez sua parte. Não por acaso, no empate sem gols contra o América de Natal, no último domingo, o Remo obteve o maior público do terceiro escalão nacional e passou a ter a melhor média de pagantes das quatro divisões nacionais sem contar os nove primeiros colocados da Série A. Ou seja, o Remo está no Top 10 do ranking agrupado com os 128 representantes das Séries A, B, C e D, segundo levantamento do Sr. Goool.

Em nove partidas como mandante na Série C, o clube paraense ostenta média de 14.068 torcedores e público total de 195.837 fãs. A marca foi obtida graças ao público de 31.906 espectadores no Mangueirão pela 18ª rodada da Primeira Fase. A presença dos remistas superou o público do Fortaleza em jogo contra o próprio Leão (30.803). O representante de Belém tem seis dos dez maiores públicos da divisão.

O Remo, no ranking agrupado, pegou a vaga do Ceará que era o melhor clube fora da elite nacional. O Vozão, que luta pelo acesso na Série B, apresenta média de 13.293 apaixonados no 11º lugar do ranking geral. O Bahia, por sua vez, está duas posições abaixo com média de 12.771 tricolores, enquanto o Fortaleza aparece no 15º lugar com média de 11.570 fanáticos.

A marca do Remo só fica atrás de clubes do Sudeste e do Sul, todos representantes da Série A:

Palmeiras – média de 32.810 pagantes

Corinthians – 31.965

Cruzeiro – 24.008

Internacional – 23.023

Grêmio – 21.377

Flamengo – 20.240

São Paulo – 17.513

Atlético Mineiro – 17.392

Atlético Paranaense – 15.064

Clube do Remo – 14.068

Bem à frente!
Para se ter uma ideia da expressiva marca do Remo, o clube paraense supera, por exemplo, o Santos, integrante do G4 do Brasileirão. A média do Peixe, mesmo com o bom público no Pacaembu na última rodada, é de apenas 12.610 pagantes. O Santa Cruz, também na Série A e que, até pouco tempo atrás, lotavas as arquibancadas, hoje, ostenta só 10.174 fãs.

Fluminense (6.897), Botafogo (5.607) e até o Vasco, líder da Série B (4.568), são outros clubes de renome abaixo do Leão. Dentro do Estado, a vantagem do Remo fica ainda maior. O rival Paysandu, que luta contra o rebaixamento na Série B, acumula média modesta de 6.480 torcedores. O Papão está na 24ª colocação do ranking agrupado.

A média do Remo, por sinal, é quase a mesma da Série A. O Brasileirão, no geral, ostenta média de 14.550 torcedores. A marca remista, porém, supera as médias da Série B (4.465), Série C (3.320) e Série D (1.578). Muito bem nas arquibancadas, mas ainda deixando a desejar em campo.

Mangueirão ganha novo mobiliário para campo e vestiários

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A empresa Kango Brasil realizou ontem a entrega oficial do novo mobiliário esportivo do Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. No ato da entrega, todo material foi supervisionado e aprovado por Renilce Nicodemos, titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), entidade que administra esta praça esportiva. Entre os equipamentos, foram entregues bancos de reserva do campo, armários dos vestiários, além das novas cadeiras das cabines de imprensa e dos camarotes, que foram reinstaladas para melhorar o trabalho da imprensa esportiva no local. Nos últimos dias, os mobiliários esportivos foram adquiridos e instalados no estádio, proporcionando melhorias no conforto e na segurança de seus usuários. 

A empresa fornecedora foi a Kango Brasil, que foi a vencedora da licitação por meio de pregão eletrônico de número 06/2015. “Todos esses mobiliários instalados no Mangueirão vão com certeza gerar mais conforto e segurança para os seus usuários. Os bancos de reserva são pensados para o atleta ter mais conforto e se preparar melhor. Assim como as cadeiras ‘Berlim’, que seguem as normas previstas de segurança e conforto. Os armários foram pensados e adaptados para o ambiente úmido e para atender às necessidades e conforto dos atletas”, disse Murilo Habitzreuter, diretor comercial da Kango Brasil.

Sessenta e quatro bancos de reserva do modelo Sport Bench foram instalados no Mangueirão. O modelo é utilizado mundialmente e é o mesmo usado em diversos estádios, como os que foram construídos no Brasil para a Copa do Mundo de 2014, como a Arena Pantanal (MT), Maracanã (RJ), Arena da Baixada (PR), entre outros. A cobertura especial dos bancos é de policarbonato com proteção anti-UV, o que garante uma maior proteção para os atletas, árbitros e mídia, assim como ajuda na conservação do material. Os bancos possuem espaldar, a parte da cadeira que sustenta a costa, anatomicamente preparado para o atleta relaxar.

Os novos armários dos vestiários do Mangueirão foram construídos como material específico para a região: “O vestiário é um ambiente úmido e por isso, requer um produto que suporte esse ambiente. A madeira estufa em ambientes úmidos e é pouco higiênica. O aço tratado é o melhor para ambientes como esses, já que facilitam a assepsia e possuem espaços para a ventilação”, explica Murilo Habitzreuter.

Os armários dos vestiários foram trocados para o modelo Kango Locker, em aço tratado. Os armários possuem cabideira anti-furto, espaços para cofre, para guardar chuteiras e bolsas e um compartimento para objetos pessoais. Os bancos de trocas de chuteiras também estão mais confortáveis.

As cadeiras das cabines de imprensa e camarotes foram trocadas para o modelo Berlim, que é mundialmente utilizado, como no Estádio Olímpico de Berlim. No Brasil, está presente em quatro estádios. A Berlim é estruturada em aço e as partes plásticas são produzidas com material anti-chama e anti-UV. As cadeiras seguem a Norma Brasileira de Assentos Esportivos para Eventos Esportivos (ABNT 15925), as portarias do Inmetro e o padrão Fifa que tratam do conforto e segurança dos espectadores. Com injeção plástica em polipropileno de alta resistência, esta cadeira é aprovada em testes de laboratório para corrosão, marcação, flamabilidade, itemperismo, dimensional, resistência e durabilidade.

Renilce Nicodemos afirma que a Seel visa tornar o Mangueirão uma praça esportiva cada vez melhor para atletas, imprensa e público: “Apesar das dificuldades, estamos trabalhando para tornar o estádio Olímpico um local com cada vez mais moderno, com todas as condições de conforto, acessibilidade, segurança para todos os seus frequentadores, torcedores, atletas, jornalistas. Já temos outras melhorias viabilizadas e outras planejadas, que em breve também iremos anunciar ao público”, afirma. (Texto e foto: Antonio Darwich / Ascom Seel) 

Jurista ex-aliado de Sergio Moro critica excessos e injustiças da Lava Jato

POR AFONSO BENITES, no El País

De consultor informal da Lava Jato a atroz crítico da operação. A conduta adotada por um dos principais juristas da área processual do Brasil, Afrânio Silva Jardim, de 66 anos, demonstra o tamanho da decepção de parte do meio acadêmico (além do político, que tem seus interesses próprios) com os últimos passos da principal ação anticorrupção da história do país. Há pouco mais de dois anos, Jardim começou a trocar impressões com o juiz Sergio Moro, o responsável pela operação na primeira instância. Apoiava seus atos. Elogiava a importância das apurações. Mas as últimas ações da força-tarefa fizeram com que ele rompesse com o magistrado e se tornasse um dos principais críticos dos trabalhos que estão sendo conduzidos em Curitiba.

Não porque Jardim seja contrário ao combate à corrupção, mas por entender que boa parte do que tem sido feito não respeita as normas. Cita, por exemplo, a condução coercitiva de investigados, a prisão domiciliar de grandes empresários, a divulgação da gravação envolvendo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, assim como a última denúncia apresentada contra o líder petista nesta semana. “Não é justo o que estão fazendo”, sintetizou o especialista em conversa com o EL PAÍS por telefone.

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Autor de quatro livros, promotor de Justiça aposentado, livre-docente, professor de direito processual penal na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), jurista citado em mais de uma centena de acórdãos no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, Afrânio Jardim diz que os procuradores da Lava Jato parecem viver um deslumbramento. “O que vejo é que os colegas mais novos da Lava Jato estão meio deslumbrados. Agem messianicamente, acham que são os salvadores da pátria. É uma visão ingênua. Aí, os fins justificam os meios”, avalia.

O rompimento com Moro e o descontentamento com os rumos da Lava Jato deram-se exatamente quando interceptações telefônicas de Lula e Dilma foram divulgadas extemporaneamente em meados de março. Na ocasião, Jardim disse ao juiz que ali, ele havia perdido a imparcialidade que os magistrados precisam ter. “Eu disse para ele que estava agastado, que ele estava me decepcionando. Ele respondeu que lamentava muito, que ficava triste. Não nos falamos mais, não trocamos mais e-mails”.

O curioso é que Moro, ao lado de outros 50 operadores de direito, é autor de um dos artigos que compõem a obra Tributo a Afrânio Silva Jardim, escritos e estudos, livro que terá sua terceira edição publicada até outubro. “Agora, ele deve estar constrangido. E eu também estou”, diz o homenageado.

Ainda com relação à atuação do juiz, Jardim afirma que estranhou a série de prisões domiciliares autorizadas por ele. A maioria dos empreiteiros que está detida responde a crimes cujo as penas são superiores a dez anos de prisão. A legislação, contudo, prevê que esse tipo de benefício domiciliar só pode ser concedido caso a punição seja inferior a quatro anos de reclusão ou se o processo já tiver sido julgado em todas as instâncias e a lei assim o autorizar, o que ainda não ocorreu em nenhum caso da Lava Jato. “Às vezes, Sergio Moro passa uma imagem de severíssimo, mas os empresários estão presos em suas casas, suas mansões. Brinco dizendo que talvez estejam com tornozeleiras eletrônicas douradas, cravejadas de diamantes”.

Estupor político e contraofensiva

Não foram só representantes do mundo acadêmico que se espantaram com o tom usado pelos procuradores da Lava Jato, que atribuíram a Lula a designação de chefe da “propinocracia” (o Governo das propinas), “comandante máximo” ou “maestro de uma grande orquestra concatenada para saquear os cofres públicos”.

De petistas – como era de se esperar – a tucanos, diversos políticos brasileiros demonstraram desconforto com os termos usados pelos procuradores da força-tarefa. Caciques do PSDB, como o senador Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram cautelosos a comentarem a acusação contra Lula. “É preciso ver o que o Judiciário diz. Uma coisa são as acusações, depois é que vem o processo de provas, verificar o que é certo e o que é errado… Eu fico só como espectador”, disse FHC no Rio de Janeiro na última quinta-feira.

Um dos principais articuladores do impeachment de Dilma Rousseff, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), disse que o Ministério Público precisaria baixar o tom das denúncias. Internamente, no Governo de Michel Temer (PMDB), o ex-aliado que hoje é adversário de Lula e do PT, a avaliação é que os procuradores da Lava Jato estão “exagerando há tempos” nas acusações.

As reclamações, no caso da classe política, embutem autodefesa também. Mais de 50 políticos brasileiros são investigados no esquema de corrupção que desviou bilhões de reais da Petrobras. Entre eles, estão membros do PMDB, de Temer, do PR e do PP. Nesses dois anos e meio, a Lava Jato apresentou denúncias contra 239 pessoas – sendo 100 do braço empresarial e 36 do político. Atualmente, 21 delas estão presas e 70 assinaram termos de colaboração com a Justiça, as delações premiadas. Há dois palcos principais, com características e velocidades de atuação diferentes: em Curitiba, com os procuradores e Moro, e o segundo em Brasília, com o procurador Rodrigo Janot e o STF. Não há prazo para que os trabalhos de investigação sejam concluídos, muito menos para que os casos dos políticos com foro privilegiado cheguem ao plenário do Supremo.

Enquanto isso, seguem na capital federal os movimentos para modificar a legislação e abrandar possíveis penas futuras. Na noite desta segunda-feira, um grupo de deputados tentou, sem sucesso, incluir na pauta de votação da Câmara projeto que tipificava o crime de caixa dois. A medida poderia anistiar toda a prática cometida antes, se o texto virasse lei, pelo veto a retroatividade, e poderia potencialmente diminuir o alcance e a punição efetiva de inquéritos da Lava Jato em curso. Vários deputados, entre eles Alessandro Molon (Rede-RJ), protestaram contra o que consideraram uma manobra e o projeto acabou sendo retirado da lista de votação.

Seja como for, os últimos movimentos do núcleo no Paraná, contudo, forçam os procuradores a calcularem melhor seus passos. “Acho que é a hora de colocar o pé no freio, deixarem as coisas mais calmas, mais claras, mais corretas. Esse é nosso desejo. Hoje ninguém quer que acabe a Lava Jato. Todos queremos que ela continue, mesmo! Mas dentro da lei, dentro do Estado de Direito”, concluiu o professor Jardim.

Meninos do Fogão conquistam o inédito Campeonato Brasileiro Sub-20

A boa fase do Botafogo não se restringe apenas ao elenco principal. Nesta terça-feira, o clube conquistou um resultado bastante expressivo na base. Mesmo jogando na Arena Corinthians, o Botafogo não se importou com a presença da torcida adversária, se impôs na partida e derrotou a equipe paulista por 2 a 0, conquistando o título do Campeonato Brasileiro sub-20.

O Corinthians tinha a vantagem de empatar em 0 a 0 depois da igualdade em 1 a 1 obtida no confronto de ida no Rio de Janeiro. O time da casa até começou melhor a partida, mas o Botafogo mostrou maturidade para anular as ações corintianas no jogo. Aos 45 minutos da primeira etapa, o Botafogo abriu o placar. Yuri recebeu na área, ganhou do zagueiro e bateu na saída do goleiro para balançar a rede.

O Corinthians tentou esboçar uma pressão no segundo tempo. Mas o Botafogo impediu a reação dos anfitriões. O time carioca, bem organizado, soube aproveitar as chances para ampliar a contagem. Aos 28 minutos, Marcinho cobrou falta na lateral esquerda e Kanu, livre de marcação, completou para o gol.

A equipe da casa sentiu bastante o placar adverso. E o Botafogo continuou tranquilo no jogo. Aos 45 minutos, o juiz marcou pênalti para os cariocas depois que Renan Gorne caiu na área em disputa de bola. No entanto, Bochecha bateu muito mal, por cima do gol. O lance, porém, não mudou o cenário do confronto, e o Botafogo pôde comemorar o título em plena Arena Corinthians.

O Botafogo finaliza a sua campanha no torneio com sete vitórias, cinco empates e duas derrotas. O Campeonato Brasileiro sub-20 começou a ser organizado pela CBF no ano passado, quando o Fluminense sagrou-se campeão.

De 2006 a 2014, a competição foi organizada pela Federação Gaúcha de Futebol. O Cruzeiro é o maior campeão até agora, com três conquistas. Derrotado nesta terça-feira em casa, o Corinthians levantou o troféu no ano de 2014.

O jogo

Adotando uma postura cautelosa fora de casa após o empate por 1 a 1 no jogo de ida (na semana passada, na Ilha do Governador, com gols de Léo Jabá e Yuri), o Botafogo resistiu à pressão inicial do Corinthians em São Paulo. O time mandante chegou a colocar a bola na rede aos cinco minutos, com Lauder, porém o lance acabou invalidado por falta.

A estratégia botafoguense de apostar nos contra-ataques – e, vez ou outra, em chutes de longa distância – surtiu efeito ainda no primeiro tempo. Aos 45 minutos, Gustavo Bochecha fez assistência de três dedos para Yuri, que se confirmou como carrasco do Corinthians ao ajeitar a bola e chutar no canto para abrir o placar.

“Sabemos que não podemos errar em uma final. Mas o jogo está bom. A maioria das oportunidades foi nossa”, comentou o atacante corintiano Léo Jabá, no intervalo. Do outro lado, Yuri estava mais animado: “A gente combinou de se fechar lá atrás e sair na boa”.

“Na ruim” até então, o Corinthians retomou a pressão no princípio do segundo tempo. Aos cinco minutos, Léo Jabá cabeceou com estilo depois de um cruzamento da direita e acertou o travessão, levantando o público em Itaquera.

Tentando colaborar com o ímpeto da sua equipe, o técnico Osmar Loss substituiu Fabrício Oya, camisa 10 que fazia boa partida, e Lauder por Carlinhos e Pedrinho. O Corinthians, no entanto, permanecia com três volantes em campo.

Aos 27 minutos, veio o castigo. Em uma falta bastante contestada pelos corintianos – a bola havia batido no braço de Dawan -, Marcinho fez o levantamento da esquerda, e a defesa do time paulista parou. O zagueiro Kanu se esticou, colocou o pé na bola e aumentou a vantagem botafoguense.

Agora precisando marcar três gols para tirar o troféu das mãos do Botafogo, Osmar Loss recorreu às entradas de Rafael Bilu e Renan Areias nos lugares de Samuel e Warian. Não adiantou. Nervoso com a desvantagem, o Corinthians não foi efetivo nos minutos finais da decisão. E quase levou outro gol.

Já nos acréscimos, Renan Gorne dividiu com Delamore dentro da área corintiana e caiu. Para a arbitragem, muito contestada por Osmar Loss, pênalti. Gustavo Bochecha se apresentou para a cobrança e isolou a bola, em erro que em nada alterou os rumos da final.

Assim como o Botafogo, o Corinthians tem um título de Campeonato Brasileiro sub-20, o de 2014, quando a organização do torneio ainda cabia à Federação Gaúcha de Futebol (FGF), e não à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). (Da ESPN)