Mudanças na Libertadores adiam definição do calendário brasileiro para 2017

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Uma reunião no próximo domingo, em Bogotá, definirá como será a nova Libertadores e também Copa Sul-Americana a partir de 2017 e, claro, como ficará também o calendário do Brasil. Com o crescimento da Libertadores saltando de 38 para 44 participantes na próxima temporada, existe a possibilidade de uma nova vaga para os representantes locais. Em entrevista coletiva na sede da CBF, nesta quinta-feira, o diretor de competições da entidade, Manoel Flores, sinalizou que, em caso de confirmação, ela sairá do atual Campeonato Brasileiro.

Hoje, quatro participantes são conhecidos a partir da Série A e outro, da Copa do Brasil. “A gente entende que, havendo (nova) vaga para o Brasil, naturalmente essa vaga viria do Brasileiro”, explicou Flores. “A Conmebol frisou que não há possibilidade de convite. No Brasil, naturalmente viraria G5 no Brasileiro”, completou.

A situação pode fazer com que o 5º colocado do Brasileirão entre na briga pelo principal torneio sul-americano. Atualmente, quatro clubes se encontram na disputa – Fluminense, Atlético-PR, Corinthians e Grêmio.

“A busca é para você manter o equilíbrio, o calendário que a gente soltou em julho, a preocupação para 2017 é alterar o minimo possível. Foi um trabalho árduo de muitas reuniões, férias, pré-temporada. O período de Eliminatórias que a gente priorizou. As datas dos estaduais que foram definidas”, afirmou. “A espinha central do calendário vamos tentar manter. A expectativa é que vamos encurtar o período da Copa do Brasil”, finalizou.

Outra novidade é que, no ano que vem, os clubes não serão mais obrigados a terem de escolher entre a Copa do Brasil e a Sul-Americana. “Uma reclamação que existe é que o clube tem que optar entre Sul-Americana e Copa do Brasil. Isso deixa de existir”, disse.

Flores esteve nesta na Conmebol ao lado do presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, Castellar Neto, da Federação Mineira, Fernando Sarney, vice da CBF, e Reinaldo Bastos, do Comitê Executivo da Conmebol. A expectativa é soltar na próxima semana o calendário ajustado para 2017. (Via ESPN)

A Lava Jato só acaba quando acabar com o PT

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POR JEFERSON MIOLA

Consumado o golpe para derrubar a Presidente Dilma e interromper o ciclo dos governos do PT que o PSDB não conseguiu licitamente nas últimas quatro eleições presidenciais, a Lava Jato seria encerrada. Uma vez concretizado o plano inicial, a Operação perderia sua razão de ser. Esta era a aposta prevalente na crônica política.

A evolução da Lava Jato, entretanto, indica que os controladores da Operação preferiram evitar o alto custo político de encerrá-la logo após a farsa do impeachment. Optaram por continuá-la, porém ajustando seu caráter, que passou a ser abertamente eleitoral e partidário.

Confortáveis no regime de exceção e de arbítrio que dá guarida à sua atuação político-ideológica, os juízes, delegados e procuradores da Lava Jato removeram a máscara da imparcialidade e da isenção que nunca tiveram.

Perderam o pudor, abandonaram o menor senso de decência pública e atuam acima e à margem da Lei. Se mostram tão despudorados quanto o candidato a prefeito de Curitiba que, sem auto-censura e vergonha humana, admite vomitar com o cheiro de pobre [sic].

Esses personagens se sentem poderosos, heróicos e inatingíveis graças à Rede Globo e à mídia que, no noticiário, incensa-os e glorifica-os, assim como sublima os não-valores que eles representam.

A virulência empregada contra o PT e o ex-presidente Lula assumiu um padrão totalitário nas fases recentes da investigação. Nas semanas pré-eleitorais, a força-tarefa promoveu um espetáculo propagandístico para condenar midiaticamente o ex-presidente Lula sem provas, mas com “muita convicção”; e para decretar a prisão de dois ex-ministros dos governos do PT, em flagrante inobservância ao devido processo legal e ao Estado de Direito. Tudo sob medida para fornecer munição e alvejar as candidaturas do PT na eleição municipal.

O contorcionismo dos agentes da Lava Jato para livrar de investigação e julgamento os integrantes do governo golpista, não é menos apavorante que esta realidade autoritária. A força-tarefa se esgueira em explicações inexplicáveis que não conseguem ocultar a seletividade e o direcionamento para mirar exclusivamente os “inimigos do regime” e safar os “bandidos do regime”.

Por dois anos e meio, os justiceiros da Lava Jato perseguem e caçam Lula, sem encontrar nenhuma ilegalidade. Apesar disso, e com impressionante petulância, transformam Lula no “comandante máximo”, “no general”, no “maestro” do “maior esquema de corrupção” do país.

Contraditoriamente, entretanto, a força-tarefa não investiga, não processa e não julga Cunha, Temer, Aécio, Jucá, Serra etc – todos, sem exceção, multi-campeões em delações, e donos de sabidas contas bancárias em paraísos fiscais, abastecidas aos milhões, com dinheiro provindo de corrupção na Petrobrás e em outras estatais que controlam.

A oligarquia golpista firmou um grande pacto para a restauração neoliberal na sua versão ultra-reacionária, que combina retrocessos nas conquistas do povo brasileiro, com regressão em matéria de direitos e liberdades civis e a re-colonização do Brasil pelas metrópoles imperiais.

A Lava Jato é um instrumento da oligarquia para aniquilar o PT e destruir a biografia e o legado de Lula, impedindo-o de disputar e vencer a eleição de 2018. A verdadeira disputa em curso não é a eleição do próximo dia 2 de outubro, mas sim a guerra final que a Lava Jato proclamou contra o PT e Lula.

A Lava Jato só acaba quando acabar com o PT. Nesta guerra, não há alternativas: ou vence o fascismo, ou vence a democracia. (Via Jornal GGN)

Leão e Papão terão calendário cheio em 2017

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A dupla Re-Pa terá calendário cheio em 2017. É que pelo novo ranking da CBF o Remo ultrapassará o Águia na pontuação, garantind0 presença na Copa Verde 2017 ao lado do Paissandu. Como a CBF faz ajustes em algumas competições e deve modificar critérios de participação na Copa do Brasil, o Remo deve herdar também a vaga na competição.

As mudanças que envolvem a Copa BR são as seguintes:

1 – Clubes que disputam a Libertadores não irão participar da Copa BR. Ou seja, na 4ª fase do torneio esses clubes não entrarão mais, como ocorre atualmente.

2 – Clubes que disputarão a Copa Sul-Americana 2017 também não poderão participar da Copa BR. No final deste ano, terão que fazer a opção pela Copa BR ou Sul-Americana.

Como o Papão deve optar pela Sul-Americana, terá que abrir mão da Copa BR, para a qual está classificado por ter sido campeão estadual nesta temporada. Isso fará com que o quarto colocado no Parazão (o Remo) assuma a vaga do PSC na Copa do Brasil 2017.

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Veja como ficam os calendários de competições da dupla Re-Pa para 2017:

PSC

Parazão
Copa Verde
Sul-Americana
Série B

Remo

Parazão
Copa Verde
Copa do Brasil
Série C

(Com informações de Cláudio Santos)

Lewandowski classifica impeachment de Dilma como “tropeço na democracia”

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Nesta segunda-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, durante aula na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na Universidade de São Paulo (USP), onde leciona, classificou o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff como um “tropeço na democracia”.

“Esse impeachment, todos assistiram e devem ter a sua opinião sobre ele. Mas encerra exatamente um ciclo, daqueles aos quais eu me referia, a cada 25, 30 anos no Brasil, nós temos um tropeço na nossa democracia. Lamentável”, afirmou. Lewandowski disse ainda que os universitários talvez possam garantir um futuro melhor: “quem sabe vocês, jovens, conseguem mudar o rumo da história”.

Além disso, o ministro também comentou, no âmbito jurídico, sobre as mudanças na educação propostas pelo governo de Michel Temer. “Reforma do Ensino Médio por medida provisória? Alguns iluminados se fecharam num gabinete e decidiram ‘Vamos tirar educação física, artes’. Nem projeto de lei foi. Não se consultou a população”, ressaltou.(Via Brasil247)

Tropeço?? Ora, ora, aquilo foi uma tremenda rasteira, seu Lewandowski.