Nova camisa do Leão esgota após o lançamento

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A diretoria do Remo informa que a festa de lançamento dos novos uniformes do clube, com a marca Topper, foi um sucesso. Na manhã deste domingo, filas de torcedores já se formavam para comprar a nova camisa oficial azulina. Por volta de 11h, o estoque esgotou e os funcionários do atendimento na Loja do Remo (shopping Castanheira) cadastraram as pessoas que procuravam pela camisa para que tenham prioridade na próxima remessa, que deve chegar na terça-feira.

A noite do tudo ou nada

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo podia ter percorrido um caminho bem mais tranquilo rumo à classificação na Série C. Montou um time de razoável qualidade, embora com um elenco tecnicamente depreciado. A perda de tempo com Marcelo Veiga foi responsável pela perda de preciosos sete pontos em nove disputados dentro de casa. O prejuízo cobrou seu preço agora, quando a competição entrou em sua fase decisiva.

Para azedar as coisas, Waldemar Lemos, que havia começado tão bem, desandou a fazer invencionices que quase botaram a perder o bom desempenho inicial. O empate (merecido) com o Salgueiro fez o Remo mergulhar nas águas barrentas da incerteza, chegando à última rodada em situação desconfortável: precisa vencer e torcer por uma combinação favorável de resultados.

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Além de inventar Levy como atacante, o técnico mostrou-se irredutível quanto ao aproveitamento de Magno, Héricles e Chicão, preferindo insistir a ferro e fogo com nomes que destoam do resto da equipe, casos de Fernandinho e Schmoller, principalmente.

Ao mesmo tempo, um dos méritos do técnico tem sido a manutenção de Marcinho como companheiro de Eduardo Ramos no setor de criação. Rápido e surpreendente, o jovem meia tem sido fundamental na maioria dos jogos. A simplicidade de estilo talvez seja sua maior qualidade.

Mesmo não tendo o refinamento que Ramos costuma exibir em alguns momentos, Marcinho compensa com intensa movimentação e prestimosa colaboração na cobertura aos laterais. Além disso, tem sido o único jogador a buscar soluções individuais para furar os esquemas defensivos de times que vêm a Belém encarar o Remo.

Com sabedoria, percebeu que às vezes é improdutivo ficar trocando passes à espera de uma brecha. É claro que o mais inteligente é entrar na área driblando, para forçar o erro adversário e no mínimo ganhar uma falta perigosa.

Surpreende que no Remo apenas Marcinho tenha seguido essa velha regra para furar retrancas. Nem mesmo Ramos, normalmente afeito ao jogo individual, tem exibido disposição para buscar arrancadas capazes de abrir defesas.

Mais do que nunca hoje é dia de tentar esse tipo de jogada. Quando bem executada, possibilita resultados imediatos. Por tudo isso, Marcinho é um dos grandes trunfos do Remo para passar pelo América, hoje à noite. Mostrou que não tem medo de arriscar, qualidade própria de jogadores decisivos.

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 Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda a atração, tendo Rui Guimarães e este escriba de Baião como participantes. Começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20, na RBATV.

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Tite e os riscos do “dunguismo” na Seleção

O lado bom é que já é possível medir o interesse do torcedor pela Seleção Brasileira a partir da repercussão da mais recente convocação do técnico Tite. Na sexta-feira, saiu a lista de jogadores para os jogos contra Bolívia e Venezuela, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

Os nomes dos convocados voltaram a ser objeto de animadas discussões nas ruas e nas redes sociais, o que não acontecia sob a gestão de Dunga. Das novidades anunciadas, Tiago Silva (PSG), Fernandinho (Manchester) e Roberto Firmino (Liverpool) foram as mais questionadas.

Tite deixou de lado alguns nomes meio esquisitos da convocação passada, como Geromel, um zagueiro espanador, e Taison, invenção que ele próprio já havia comparado a Messi. O espanto fica por conta do retorno de Fernandinho, um dos símbolos daquela surra de 7 a 1 em BH, e de Firmino, jogador que nunca se firmou nos tempos de Dunga.

Ao explicar suas preferências, Tite adotou um discurso confuso, dizendo que nem sempre é bom estar certo, nem sempre é ruim estar errado – ou muito pelo contrário. Voltou com as frases lazarônicas que tanto marcaram sua imagem nos tempos de Corinthians.

Pelo que deu para entender, o técnico está vivendo aquela fase da satisfação em escolher nomes, cedendo de vez em quando à perigosa tentação de inventar, como na escolha do corintiano Fagner, de estilo mais do mesmo e que nada acrescenta em qualidade ao grupo convocado.

A opção por Muralha, goleiro do Flamengo, tem toda pinta de inspiração política, para ficar bem com a torcida e com trepidante mídia carioca. De minha parte, preferia que o comandante olhasse com mais carinho para Diego, recém-chegado ao clube do Rio e que já mostrou aquela velha categoria, nunca reconhecida como necessária à Seleção.

Quanto a Tiago Silva, o capitão marcado pelo fiasco de 2014, o chamado soa coerente com o princípio de “justiça” que Tite tem alardeado. O zagueiro do PSG ainda é um dos melhores do mundo.

Resumo da ópera: Tite vai muito bem neste começo de trabalho, só não pode exagerar na predileção por “dunguistas” na Seleção.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 18)