Internet está perto de superar TV em publicidade no maior mercado do mundo

POR JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

Durante décadas, anunciantes não tinham qualquer dúvida sobre onde gastar suas verbas de publicidade: nas redes de televisão. Depois de um período áureo, o surgimento e crescimento da TV a cabo fez empresas repensarem suas estratégias de marketing. Isso, até aparecer a internet e mudar todo o jogo.

O dinheiro gasto globalmente em vídeos do YouTube, no Facebok e em sites de notícias vai ultrapassar o orçamento dedicado à TV pela primeira vez em 2017, de acordo com pesquisa da consultoria ZenithOptimedia A empresa estima que no ano que vem anúncios online e em smartphones vão responder por 36% de todo o investimento de publicidade do mundo, comparados a 35% para a televisão.

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Jovens ainda passam parte importante de seu tempo vendo TV, mas há outras opções. Em média, aqueles com 18 a 24 anos, nos EUA, assistem 16 horas e 18 minutos por semana, ou mais de 2 horas por dia, de acordo com a Nielsen. Ainda é muito, mas aqueles com 35 a 49 horas assistem quatro horas e meia por dia.

No momento, Facebook Inc., Google (Alphabet Inc.), Twitter, AOL e todas as empresas de media online correm atrás do anunciante tradicional de TV, ou o chamado “brand advertisiging”. E vão conquistá-lo, apesar do anúncio de cerveja que irá perdurar por um tempo na final do campeonato de futebol na TV.

Até a agora a internet vinha fazendo dinheiro às custas de jornais e revistas, que sofrem cortes cada vez maiores de custos em meio a um desabamento de suas tiragens, e a TV permanecia relativamente incólume. Este tempo acabou – pergunte a um jovem imerso no Snapchat, lembra o Livemint.

Está sobrando também para a TV a cabo

Coluna de Ricardo Feltrin no UOL registra: pesquisa da CVA Solutions mostra que pelo menos 1 em cada 10 pessoas que assinam Netflix abandonam seu pacote de TV a cabo. Não se sabe o tamanho da base de assinantes da Netflix no Brasil, estimada hoje em 4 milhões. A empresa teria faturado no ano passado R$ 1 bilhão, mais do que o SBT, por exemplo. (Do DCM)

Juristas apontam promiscuidade entre mídia e judiciário no Brasil

Em entrevista, o professor Luiz Moreira, jurista e mestre em filosofia, falou sobre o seu papel na denúncia da Operação Lava Jato à comissão de direitos humanos da ONU. Segundo Moreira, há uma relação entre o sistema de justiça e a grande imprensa no Brasil: “A partir de vazamentos seletivos e pressão da mídia, há uma impossibilidade de o presidente Lula ter um julgamento imparcial”.

Te dizer…

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Ministro Sarney Filho, ao ver que tudo anda para trás no governo golpista, decidiu também fazer sua parte. Hehe…

Ministro detona “proposta da gorjeta” feita por Moro

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POR HYLDA CAVALCANTE

O acordo de delação premiada de três empresários réus na Operação Lava Jato, homologado na 1ª instância da Justiça Federal na última sexta-feira (22) pelo juiz Sérgio Moro, foi criticado por autoridades do meio jurídico. O acordo estabeleceu que 10% do valor a ser devolvido pelos réus seja destinado aos chamados “órgãos de persecução penal”. A medida contraria, inclusive, posição já expressadas por magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia a íntegra:

No tribunal, o que mais se comentou esta semana foi declaração do ministro Marco Aurélio Mello, reiterada recentemente, de que a prática corresponde a “pagar uma espécie de gorjeta” aos órgãos de investigação. Já o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, tem dito que esse tipo de iniciativa pode comprometer a imparcialidade e criar competição por novas negociações. “Esse pedágio é inconveniente, inoportuno e contra o interesse público”, chegou a dizer Sobral.

Hoje (28), o jurista Afrânio Silva Jardim, um dos principais críticos do acordo homologado, sugeriu à diretoria da Petrobras que recorra judicialmente dessa destinação acertada pela Justiça Federal.

O ministro Marco Aurélio é da opinião que órgãos públicos só podem aplicar recursos com base em seus próprios orçamentos oficiais. Segundo mensagem enviada por sua assessoria, Mello afirmara que “não há como, sob o princípio da razoabilidade, cogitar-se de uma carona no que é cobrado, seja em decisão criminal, seja em acordos”. “Não consigo conceber que se tenha considerado que o órgão público receba uma espécie de gorjeta”, acrescentou.

Também o procurador Nicolao Dino, atual vice-procurador-geral eleitoral, ex-conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e ex-coordenador da Câmara do MPF de Combate à Corrupção (5ª CCR) refuta a ideia. Dino foi relator de um pedido de avaliação sobre este tipo de cobrança no período em que integrou o conselho e considera que dificuldades de infraestrutura observados em órgãos de investigação não justificam tais cobranças.

Para Dino, vários precedentes na legislação brasileira e no Direito Comparado indicam o Estado como beneficiário direto das consequências do crime e de outros atentados a interesses difusos. “As experiências nacional e estrangeira demonstram que essa possibilidade não viabiliza a ‘comercialização da jurisdição penal’”, ressaltou.

A intenção do jurista Afrânio Jardim sugerir à Petrobras recorrer do acordo de delação desses três réus, segundo ele explicou, é garantir que o montante a ser ressarcido pelos réus – resultado de propinas em contratos da estatal – retorne para a companhia. Jardim é professor associado da Direito Processual Penal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e divulgará texto sobre o assunto nos próximos dias, analisando de forma crítica os acordos de delação premiada.

O recurso é uma alternativa porque, como se tratam de réus que não possuem foro privilegiado, o caso está sendo julgado na Justiça Federal do Paraná e não passará pela alçada do STF. Uma mudança no acordo, no caso, só poderia ser feito se acolhido recurso apresentado por uma das partes – e os futuros delatores obviamente não têm interesse em contestar o documento, que prevê a redução de suas penas. A possibilidade de ser tentada qualquer modificação, portanto, teria de sair de recurso a ser interposto pela Petrobras.

Multas e repatriamento
O acordo homologado por Moro foi referente à delação dos empresários Vinícius Veiga Borin, Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski. Foi elaborado nos mesmos termos rejeitados pelo ministro Zavascki, do STF, em relação a outro pedido – neste caso, apresentado pela Procuradoria-Geral da República.

Conforme o acordo, esses três empresários devem contar o que sabem sobre as atividades ilícitas das quais participaram e dar os nomes de outros envolvidos. Devem também pagar, cada um, multa de R$ 1 milhão e repatriar todos os bens que tiverem no exterior, com o pagamento dos devidos impostos às autoridades brasileiras. Deste montante, 90% será ressarcido à Petrobras e 10% seguirá para o MPF e a Polícia Federal.

Em junho, Zavascki, relator das ações judiciais dos casos referentes à Lava Jato no âmbito do STF, afirmou, ao negar solicitação da PGR para uma delação mediante estas condições, que como a Petrobras é “sujeito passivo” dos crimes, tem direito de receber os valores desviados a serem devolvidos “em sua integralidade”.

O pedido que Zavascki negou foi para que, no acordo de delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o Ministério Público Federal (MPF) ficasse com uma porcentagem de 10% dos R$ 79 milhões devolvidos, para ser utilizado nos órgãos de investigação. O ministro afirmou, na ocasião, que não vê justificativa legal para este tipo de repasse.

“O artigo 91, II, b, do Código Penal estabelece, como um dos efeitos da condenação, “a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé, do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso”, afirmou em sua decisão.

Zavascki também defendeu o entendimento de que a Petrobras é uma sociedade de economia mista, razão pela qual seu patrimônio não se comunica com o da União. Por isso, “eventuais prejuízos sofridos pela empresa afetariam indiretamente a União, na condição de acionista majoritária”.

“Essa circunstância não é suficiente para justificar que um percentual dos valores repatriados seja direcionado àquele ente federado, uma vez que o montante recuperado é evidentemente insuficiente para reparar os danos supostamente sofridos pela Petrobras em decorrência dos crimes imputados a Paulo Roberto Costa e à organização criminosa que ele integraria”, destacou Zavascki, em sua decisão.

Acordo descabido
Apesar da repercussão negativa, a Justiça Federal em Curitiba segue seu próprio entendimento. E usa como base argumento do procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa da Lava Jato, de que os recursos serão utilizados na compra de equipamentos mais sofisticados para novas investigações.

O jurista Afrânio Silva Jardim explicou que apesar de não ser contrário aos acordos de delação premiada, quando feitos com razoabilidade, considera essa cláusula do último acordo formalizado “totalmente descabida”.

No início da tarde, ao participar em Brasília de um encontro que discutiu a proposta legislativa sobre abuso de autoridade, Sérgio Moro deu um jeito de pincelar sua posição a respeito das divergências de pensamento que tem adotado em relação ao STF – embora sem mencionar explicitamente o tema.

“Se um juiz de primeira instância tem uma posição e o de 2ª instância pensa de outra forma, o de 1ª instância não pode ser criminalizado por essa decisão”, destacou.

Estado de sítio

POR LEANDRO FORTES, no Facebook

Não se enganem.

A mídia só está insistindo ferozmente nesse inquérito do sítio de Atibaia porque, depois de revirarem tudo sobre a vida de Lula, nada acharam de novo contra ele.

Esse deserto de novidades, mesmo com a obsessão do juiz Sérgio Moro, é que está mantendo essa cobertura patética sobre reforma de cozinha e pedalinhos sobre o lago azul.

E, agora, vem a delação de Marcelo Odebrecht, que promete jogar merda no ventilador contra PSDB e PMDB – ou seja, no núcleo do golpe.

Capaz de a Globo criar o cargo de correspondente em Atibaia, para contornar esse tsunami.

Na mosca. Velha mídia perdeu os últimos sinais de compostura ao perseguir ferozmente Lula, junto com o juiz tucano de Maringá. Só os incautos (ou muito cínicos) não vêem isso.

The man

“Laudo da PF indica que Lula orientou reforma da cozinha no sítio de Atibaia.”

Lula entende de Arquitetura e Engenharia Civil.
Está cientificamente comprovado.
E os otários chamam Lula de “anarfa”.

“Lula é o cara.”
Barak Obama

(Por Gerson Carneiro, via Facebook)

Manifestação de um bicolor

POR GERSON NOGUEIRA

A coluna abre excepcionalmente espaço para a extensa carta enviada pelo amigo e baluarte Aldo Valente, um dos mais renomados pesquisadores brasileiros – dos quadros do prestigiado Instituto Evandro Chagas – e torcedor apaixonado do Papão, clube do qual também é sócio.

Aldo se dirige à nação alviceleste em geral e ao presidente Alberto Maia em particular, questionando a campanha de altos e baixos que o time cumpre na Série B. Faz críticas, mas apresenta sugestões e não deixa de reconhecer os golaços administrativos da atual gestão do clube.

Carta aberta à Nação Bicolor:

Em primeiro lugar, há que se ressaltar a fase esplendorosa no aspecto administrativo que nosso clube vem passando desde 2013. Dívidas renegociadas, muitas delas já quitadas, outras sendo pagas religiosamente em dias, tanto de jogadores, funcionários e outros credores. Nosso estádio passou por melhorias em todos os aspectos e está mais confortável e com um gramado impecável. O PSC apostou num projeto da marca Lobo e eu testemunhei a duas semanas atrás visitando a loja da sede e o portfólio é invejável! O hotel, recentemente inaugurado, é belíssimo, segundo depoimentos de quem o visitou – eu ainda não visitei. Não há salários em atraso, nem entre jogadores, nem entre funcionários.

A pergunta que ninguém responde é: o que há de errado dentro de campo? Então como as explicações e justificativas não convencem, eu e milhões de torcedores da Nação Bicolor respondemos, sem pestanejar:

  1. Em 2013, na gestão do Presidente Vandick Lima, em que pese ser um cidadão honesto e com relevantes serviços ao clube bicolor, transformou o time numa confraria de amigos, seus ex-colegas de clube que organizaram um grupinho que nenhum treinador conseguia dissolver. Vandick esqueceu que naquele tempo ele era o presidente do Clube e quando acordou já era tarde demais e o PSC caiu para a Série C.
  2. Os erros foram razoavelmente corrigidos e, aos trancos e barrancos, no ano seguinte conseguiu subir de novo para a Série B.
  3. O presidente Alberto Maia assumiu em 2014 e exerce este cargo com sacerdócio e com a lisura própria de um homem probo que é. Mas seus assessores do setor de futebol cometem os mesmos erros do passado. Logo em 2015 foi contratado um novo técnico e um numeroso plantel que foi eliminado da Copa Verde e do Paraense. Aí, muda o técnico, dispensa uma barca de jogadores e contrata outros tantos, e foram tantos mesmo. O número de jogadores úteis na Série B do ano passado não passava de 18 jogadores (para um plantel de mais de 40 jogadores). Mesmo assim, tínhamos dois alas em plena forma (Yago e João Lucas), dois zagueiros (Gualberto e Thiago Martins) e um volante muito eficiente (Fahel). No ataque, mesmo sem jogadores brilhantes, quando a bola chegava, os gols saíam. Com um pouco mais de competência nas contratações, teríamos conseguido o acesso para a Série A. Mas o saldo de 2015 foi muito positivo.
  4. Este ano a pressão por títulos de qualidade e importância – no meu ponto de vista, questionáveis –, um novo time foi montado e daqueles jogadores que mencionei a pouco, os mais importantes deixaram o clube, e os que ficaram não conseguem render por não serem escalados, ou por estarem pessimamente mal acompanhados.
  5. O Paysandu disputa hoje a Série B nitidamente com a maioria de jogadores de nível de Série C. Nada tenho contra as figuras humanas destes jogadores: Edson Ratinho, Ronieri, Celsinho, Rafael Costa, Raí, Rafael Luz, Fabinho Alves e Hiltinho. E estou sendo muito generoso nesta lista. Nenhum deles pediu para vir para o Paysandu. Alguém os colocou lá com a anuência do presidente Alberto Maia e estes, sim, devem ser responsabilizados por estas contratações que nada rendem ao time.
  6. O primeiro turno da Série B está encerrando e no ano passado no final do primeiro turno tínhamos mais de 30 pontos. Este ano matematicamente poderíamos chegar a 27, se tivéssemos um plantel com um mínimo de qualidade. E não temos.
  7. Como é possível com a folha de pagamento deste plantel, especulada em R$ 1,2 milhão, conseguir reunir jogadores tão medíocres?

03cc9819-1e12-4dfe-9f52-68dffb09c3bcPresidente, a Nação Bicolor clama por providências, atitudes que chacoalhe este time, dispense os inúteis e saia à caça de jogadores com um mínimo de qualidade. O senhor prometeu um prêmio de 3 milhões de reais pelo acesso à Série A. Pois eu lhe afirmo, presidente, que com este plantel, nem que o Sr. ofereça 30 milhões eles sequer conseguirão manter o time na Série B. Não seria por má vontade deles, mas somente deficiência técnica.

Finalizo com uma entrevista há muitos anos que assisti sobre o supercraque Diego Armando Maradona, que após ser preso e quase eliminado do futebol, levou a Argentina para uma final de Copa do Mundo. O repórter fez duas perguntas:

– Maradona você não se sente constrangido sendo uma referência para milhares de jovens e assumir seu envolvimento com drogas? Você não acha injusto o uso de drogas para tirar vantagens num esporte como o futebol?

Maradona olhou para cima e para os lados e depois mirou a cara do repórter e respondeu:

  1. Jogador de futebol, com raríssimas exceções, não servem para ser referência de ninguém. Referências são as pessoas probas, os professores, os cientistas, as autoridades idôneas.
  2. Eu uso drogas e o meu dinheiro para me dar prazer, não para tirar vantagens. Pegue um saco de dinheiro e um saco de cocaína e dê para um jogador perna-de-pau que ele será também um homem rico e drogado, mas continuará sendo um perna-de-pau.

Este exemplo de maneira alguma é uma apologia ao uso de drogas, que abomino em todas as esferas da sociedade, mas somente para ilustrar que o dinheiro em dias não está resolvendo os problemas do Paysandu dentro de campo.

Finalizo pedindo à torcida bicolor que não abandone o time, mas, de antemão, presidente, queremos e exigimos mudanças imediatas. Imagine, presidente, se nosso adversário subir para a Série B e nosso time cair para a C. Meu Deus, nem quero pensar na hipótese, mas já incomoda o fato de pensar.  a) Aldo Valente”.

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Pogba e a obscenidade das transações no futebol

A montanha de dinheiro que o Manchester United está pensando em torrar com o francês Pogba chega a ser obscena. O clube britânico pretende pagar R$ 430 milhões pelo meio-campista, atualmente na Juventus de Turim. A transação pode atingir R$ 502 milhões, pois ainda há os 20% do empresário. Esse dinheiro daria para montar um timaço contratando 11 atletas de R$ 39 milhões.

Não é que Pogba não valha toda essa dinheirama. É que nenhum jogador de futebol vale tudo isso, nem mesmo o supercraque Lionel Messi.

Pogba tem bom nível, mas não pode ser chamado de craque. Atua com desenvoltura e correção no meio-campo, mas exibe muitas limitações. É jovem e pode evoluir muito ainda. Por enquanto, fica muitos degraus abaixo de Iniesta e Tony Kroos, que atuam na mesma faixa de campo.

Quem abre o cofre para pagar tamanho descalabro deve estar podre de rico ou, então, há mais coisa no ar do que aviões de carreira.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 29)