O Ministério do Trabalho da Itália lançou nesta terça-feira (19/07) um projeto chamado “Apoio para a Inclusão Ativa” (SIA, na sigla em italiano), que destinará até 400 euros (R$ 1,44 mil) mensais para famílias que vivem em situação de pobreza. O benefício será de 80 euros (R$ 288) por membro do núcleo familiar, respeitando o teto de 400 euros – ou seja, famílias com seis ou mais componentes receberão o mesmo que aquelas com cinco integrantes.
Para ter acesso ao incentivo, os núcleos deverão ter Indicador da Situação Econômica Equivalente (ISEE) de até 3 mil euros (R$ 10,8 mil) e a presença de pelo menos um membro menor de idade, deficiente ou grávida. O ISEE é um instrumento criado para avaliar a situação financeira dos italianos, levando em conta renda, patrimônio e características da família.
Além disso, precisarão aderir a um projeto personalizado de inserção social e trabalhista, uma espécie de acompanhamento para deixar a condição de pobreza. Sendo assim, as pessoas beneficiadas deverão se empenhar na busca por trabalho e no cumprimento de objetivos educacionais (como frequência escolar) e sanitários (como vacinação). As famílias interessadas poderão solicitar a bolsa a partir de 2 de setembro, e o governo acredita que o SIA cobrirá entre 180 mil e 220 mil núcleos e de 800 mil a 1 milhão de cidadãos, metade dos quais menores de idade.
Segundo o ministro do Trabalho Giuliano Poletti, já foram separados 750 milhões de euros (R$ 2,7 mil) para o projeto em 2016, mas ele ressaltou que a medida será apenas uma “ponte” que levará o país à chamada “renda de inclusão”, que ajudará todos os menores de idade em condição de pobreza absoluta, algo em torno de 1 milhão de jovens.
Interessante. Esse Lula é um cabra bom mesmo, por isso desperta tanto o ódio dos bocós.
A leitura de mais elementos sobre o Programa italiano mostra, dentre vários outros aspectos dignos de nota relativamente ao brasileiro, que apresenta um distintivo que se revela muito importante, qual seja, ele impõe como condição para dele participar, que o pretendente se empenhe firmemente na busca de emprego e da participação obrigatória nos programas de qualificação laboral que serão criados pelo governo.
Por outro lado, da mesma leitura, também é possível apontar uma significativa semelhança com o Programa brasileiro. Deveras, o Programa italiano antes de ser implantado, também foi inicialmenre desdenhado pelo Premier italiano que o chamou de algo assim como “esmola etatal”.
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