Leão e Papão terão cotas de R$ 827 mil

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Saiu finalmente o acordo de patrocínio do Governo do Estado aos clubes que disputam o Campeonato Paraense. A cota da Funtelpa para Remo e Paissandu é de R$ 827.904,00 para cada um dos clubes, em duas parcelas iguais. Já a cota do Banpará ficou assim dividida: 54.400,00 para a dupla Re-Pa e R$ 19.800,00 para os demais oito clubes da competição. (Com informações da Rádio Clube do Pará – foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Vasco admite ceder Marlon ao Papão

O lateral-esquerdo paraense Marlon, 29 anos, que defende atualmente o Vasco, pode ser cedido por empréstimo ao Paissandu. A informação foi confirmada pela diretoria cruzmaltina. O jogador não está nos planos para a disputa da Série A e foi colocado em disponibilidade, o que deve facilitar sua transferência para o Papão. A negociação está adiantada, mas ainda depende de acordo quanto a salário.

Castanhal tem time renovado para o Parazão

O Castanhal continua a se preparar para o Campeonato Paraense e projeta alguns amistosos antes de sua estreia. Desde segunda-feira, no estádio Maximino Porpino, o técnico Carlos Alberto Dias começou a definir a equipe-base para o Parazão. O time titular tem treinado com André Luís; Lisa, Charles, Hallyson e Lineker; George Nowga, Léo Carioca, Billy e Giovane; Cleyton Boka e Daniel. O lateral Mocajuba, ex-Independente e Cametá, que fazia testes no time castanhalense, foi dispensado pela comissão técnica.

Esses nordestinos…

Cearense atinge nota máxima na prova de matemática do Enem. Jefferson Vianna, de Jijoca de Jericoacoara, acertou todas as questões no exame decálculos. “Não foi complicado”, disse o estudante. Cearense de Jijoca de Jericoacoara, ele acertou todas as questões do teste das contas e tirou nota máxima (973.6). Um exemplo de que o ensino transforma, e transformou a vida de Jefferson Vianna, 17 anos.

dilmaFilho de professora e funcionário público, o garoto sempre demonstrou interesse nos estudos. Estudando em escola pública, ele completou o ensino fundamental e se destacou nas olimpíadas de matemática. Foram três ouros e uma prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O desempenho proporcionou Jefferson conhecer o Rio de Janeiro – local da premiação – o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, de quem recebeu as medalhas.
As performances nas provas despertaram o interesse de projetos financiadores que buscam alunos com baixa renda e com ótimas notas. “Quando estava no 9º para o 1º ano, o Projeto Primeira Chance veio atrás de mim. Eles procuram alunos para o ensino médio. Fui um dos primeiro deles (projeto). Eles pedem duas coisas: seu máximo para atingir o melhor desempenho possível e que no futuro você retorne ao projeto para ajudar outros alunos”, conta Jefferson em entrevista ao O POVO Online.

A frase da semana

“Mario (Balottelli) está correndo risco de seguir o mesmo caminho de Adriano. Está jogando tudo fora”.

Roberto Mancini, técnico

Leão treina em busca da forma ideal

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Cézar Luz; Levy, Ciro Sena, Max (Rafael Andrade) e Alex Ruan; Dadá, Ilaílson, Fabrício (Felipe Macena) e Eduardo Ramos; Rafael Paty e Roni (Flávio Caça-Rato). Este é o provável time titular do Remo para a estreia no Campeonato Paraense no dia 1º de fevereiro diante do Parauapebas, no estádio Mangueirão.

O técnico Zé Teodoro continua observando os jogadores, solicitou mais quatro contratações e vai esperar que alguns jogadores, como Caça-Rato, readquiram a melhor forma. Nesta quarta-feira, o elenco fez treinamento físico e tático no Baenão. Para esta quinta-feira há previsão de coletivo à tarde. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Esquadrões inesquecíveis – Milan 2005/2006

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Três brasileiros no time (Dida, Serginho e Kaká), três lendas (Seedorf, Maldini e Pirlo). Escalação acima: Maldini, Dida, Shevchenko, Stam, Serginho, Nesta, Seedorf, Pirlo, Gattuso, Kaká e Inzaghi.

A cisma contra os nativos

POR GERSON NOGUEIRA

A discussão é tão antiga quanto a fome e está longe de chegar a uma posição esclarecedora. A história se repete a cada nova temporada. Sempre que um dos grandes da capital contrata jogador revelado por clubes emergentes surge a interrogação na cabeça do torcedor: será que vai emplacar?

Como o resultado é quase sempre decepcionante, firmou-se o conceito de que a camisa pesa e os jogadores amarelam. Óbvio que nem tudo é tão esotérico assim. Há muito mais por trás dessa história de fracassos dos boleiros nativos na dupla Re-Pa, quando oriundos de equipes mais modestas.

Leandro Cearense é a bola da vez. Depois de uma temporada de altos e baixos no Remo, marcando oito gols em 30 partidas, o futebol do homem que despontou como artilheiro no Cametá há três anos foi colocado em xeque.

Entre os remistas, ficou a imagem de um jogador caro – para os padrões regionais – com aproveitamento pífio. Há quem veja na produção de Cearense um reflexo da instabilidade reinante no Remo, que venceu o Campeonato Estadual e naufragou na Série D.

O time não rendeu o esperado na competição nacional e a verdade é que poucos jogadores se salvaram da campanha ruim, mas as críticas da torcida e da mídia esportiva se concentraram quase exclusivamente em Cearense. Talvez pelo fato de ser um jogador regional.

Até porque gente que custou muito mais ao clube e com histórico bem pior foi esquecida, passando em brancas nuvens. Cearense, não. Ficou aqui, reapresentou-se ao clube depois das férias e encaminhou sua permanência. Com o fim do contrato, porém, o Remo não demonstrou interesse e ele terá que buscar outro clube.

É provável que seu novo destino seja a Curuzu. A diretoria do Papão não confirma ainda as negociações, mantém o habitual silêncio, mas surgiu a informação de que o contrato será curto, de risco, levando em conta o retrospecto recente do jogador.

Apesar da curta duração do acordo, caso isso de fato se confirme, jogar no Papão é uma tremenda chance de recomeço para Cearense. Terá a chance de provar que não desaprendeu a jogar e a fazer gols, como nos gloriosos tempos de Cametá.

Detive-me no caso Cearense porque é bem exemplar do nível de dificuldades enfrentado pela prata da casa no futebol do Pará. Vale aqui a velha máxima de que santo de casa não faz milagre. Uma fase ruim já é suficiente, na maioria dos casos, para decretar o fim de uma carreira.

Cearense é apenas o mais recente de uma longa lista de jogadores vitimados pelo implacável crivo crítico das torcidas de Leão e Papão. Flamel, Robinho, Michel, Rubran, Soares, Maicky Douglas, Cassiano e Jader, entre outros.

Já vai longe o tempo em que a indiscutível categoria individual garantia o sucesso de nomes vindos de equipes mais modestas do interior ou da periferia da capital. Manoel Maria, Cuca, Tuíca, Oberdan, Belterra, Darinta, Chico Monte Alegre, Marajó, Balão e Vânderson foram jogadores que marcaram época, integrando grandes esquadrões da dupla Re-Pa.

Uma característica deste grupo de vencedores é que nenhum deles tremeu ou desistiu diante das adversidades e as desconfianças habituais do torcedor. Com talento, superaram todos os obstáculos, brilhando e deixando saudades.

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Um justo tributo à Enciclopédia

unnamedMesmo sem o endosso das autoridades estaduais, a nova diretoria do Botafogo resolveu abrir uma campanha pela troca do nome do estádio Engenhão (atual João Havelange) para Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol e melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, segundo vários levantamentos feitos no mundo inteiro.

A causa é das mais nobres – e justas.

Ninguém merece tanto ter seu nome eternizado no estádio do clube como o grande Nilton, um caso raro de jogador de uma só camisa e que nunca deixou de externar seu profundo amor pelo Botafogo.

Ao contrário, o ex-presidente da Fifa é cada vez mais um nome visto com desconfianças – e até certezas negativas – no universo do futebol. O envolvimento com irregularidades e subornos, além o apadrinhamento de seu ex-genro Ricardo Teixeira são apenas alguns dos pontos que mancham sua biografia.

Vejo, porém, como principal razão para a necessidade de mudança a ausência de qualquer vínculo entre Havelange e a história do Botafogo. Para ser justo, o cartola só teve algum contato com o clube quando na juventude disputou algumas partidas pelo time de vôlei alvinegro.

Por outro lado, se as leis do Estado do Rio não contemplam o projeto de mudança do nome do estádio, também não amparam a homenagem a pessoas vivas. Portanto, o Botafogo começa muito bem 2015 ao abraçar uma bandeira que é também a de todos os desportistas do mundo.

Viva Nilton!

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Re-Pa amistoso pode esfriar o Parazão

Um clássico Re-Pa para reabrir a temporada vem sendo defendido por dirigentes dos dois clubes, mas padece de um sério problema de origem: o pouco atrativo representado por times que ainda se estruturam e estão longe da melhor forma física e técnica.

Quem advoga a ideia está mirando exclusivamente no faturamento. O motivo é mais do que justificado, mas é forçoso observar que até essa meta pode estar comprometida pela tradicional ojeriza do torcedor por amistosos caça-níqueis.

A história de que o jogo serviria para apresentar os novos jogadores dos dois rivais também não convence, pois o Campeonato Estadual começará em duas semanas e todos os recém-contratados poderão ser vistos em ação.

O mais importante de tudo é que um clássico a poucos dias do pontapé inicial do Parazão funcionará como anticlímax, podendo até queimar algumas das atrações maiores do campeonato.

Que ninguém se engane: apesar da ansiedade, o torcedor remista quer ver Flávio Caça-Rato em ação, mas em jogo oficial. O mesmo ocorre com os bicolores, que esperam ver Rogerinho com a camisa 10 bicolor em confronto valendo ponto.

Badalar o Parazão é o melhor caminho para garantir boas rendas a médio prazo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 15)