Leão triunfa no primeiro teste com Zé Teodoro

Com a presença de bom público no estádio Evandro Almeida, na manhã deste domingo, o novo Remo fez seu primeiro teste para o Parazão, enfrentando o Bragantino e vencendo por 3 a 1. O jogo-treino foi solicitado pelo técnico Zé Teodoro, preocupado em movimentar o elenco e observar o rendimento dos jogadores. Os gols azulinos foram marcados por Felipe Macena, Dadá e Eduardo Ramos. Joãozinho descontou para a equipe de Bragança.

Umberto Eco e o mau jornalismo

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POR KELLY VELAZQUEZ

O famoso escritor e ensaísta italiano Umberto Eco apresentou nesta semana na Itália seu novo romance, Número zero, uma espécie de manual do mau jornalismo ambientado na redação de um jornal imaginário.

O novo livro do influente intelectual italiano, autor do famoso romance O nome da rosa e de importantes tratados de semiótica, é uma história de ficção ambientada em 1992, um ano particular para a Itália contemporânea, marcado pelos escândalos de corrupção e pela investigação “Mani Pulite” (Mãos limpas), que arrasou com boa parte da classe política da época.

O livro se concentra, sobretudo, nos mistérios não resolvidos que sacudiram nestes anos a Itália, entre eles o protagonizado pela loja maçônica Propaganda 2 do temido Licio Gelli, que queria dar um “golpe branco”. “É o primeiro romance de Eco que fala de uma época tão recente”, reconhece Elisabetta Sgarbi, diretora da editora Bompiani.

Eco descreve a redação imaginária de um jornal, criado naquele ano, para desinformar, difamar adversários, chantagear, manipular, elaborar dossiês e documentação secreta. “Para mim é um manual da comunicação de nossos dias”, sustenta Roberto Saviano, renomado jornalista antimáfia da Itália, que vive sob escolta pelas ameaças de morte que recebe das organizações criminosas.

Em uma conversa entre Eco e Saviano, publicada pela revista L’Espresso, o semiólogo afirma que não quis escrever um “tratado de jornalismo”, mas contar uma história sobre os limites da informação, sobre como funciona uma máquina de denegrir, e não tanto sobre o trabalho de informar. “Escolhi o pior caso. Quis dar uma imagem grotesca do mundo, ainda que o mecanismo da máquina para sujar, de lançar insinuações, já fosse usado durante a Inquisição”, comentou Eco.

Saviano, que considera que as redes sociais multiplicaram esta forma de denegrir gerando verdadeiros monstros, acredita que o magnata das comunicações e ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi marcou o início dessa era, entre boatos e informações, vida e vícios tanto privados quanto públicos. “Escolhi 1992 porque considero que este ano marca o momento de um declínio na história da sociedade italiana”, disse Eco em uma entrevista ao Corriere della Sera.

No livro, o semiólogo se diverte citando frases famosas ou lugares comuns do jornalismo, como “no olho do furacão”, “um duro revés” ou “com a água no pescoço”. “Não é necessário estrangular a avó para perder a credibilidade. É suficiente contar que o juiz usa meias na cor laranja. Por que será?”, contou Eco citando um caso verdadeiro durante uma longa entrevista à RAI.

Graças aos delírios de um redator paranoico, Eco conta fatos concretos, mas reconstruídos a partir de teorias bizarras ou que se entrelaçam estranhamente com outras e que terminam por criar uma nova notícia.

É o caso da loja maçônica P2, do suposto assassinato do papa Luciani (João Paulo I), dos cúmplices das brigadas vermelhas que trabalhavam para os serviços secretos, dos tentáculos da CIA, dos atentados e até de um falso cadáver de Benito Mussolini com o qual conseguiram salvá-lo e enviá-lo à Argentina. Todas são histórias que o leitor não conseguirá determinar se são fatos inventados ou a descrição da realidade, segundo o escritor.

Trata-se do sétimo romance de Eco, que publicou, entre outros, O Cemitério de Praga e O Pêndulo de Foucault.

Galeria do rock

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Jim Morrison deita no palco e aparentemente cochila em pleno show da banda The Doors, já na fase crítica da carreira. 1970.

Nota do Governo sobre a execução na Indonésia

Brasília-DF, 17/01/2015 17:45:22

NOTA À IMPRENSA

Sobre execução do brasileiro Marco Archer

A Presidenta Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer ocorrida hoje às 15:31 horário de Brasília na Indonésia.
Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a Presidenta dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país.
A Presidenta Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.
O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.
Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada.
O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

Secretaria de Imprensa

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Quantidade com qualidade

POR GERSON NOGUEIRA

Os aviões pousam trazendo reforços em penca para a dupla Re-Pa. Pelas minhas contas, nas últimas duas semanas foram pelo menos 17 (12 só para o Papão) desembarques. É muita gente, sem dúvida, mas cabe notar que desta vez há um fato a justificar tanto desembolso por parte dos clubes. Os velhos titãs fecharam a temporada 2014 com elencos enxutos, depois que vários jogadores encerraram contrato ou foram dispensados.

unnamed (59)Li e ouvi muitas opiniões de torcedores, reclamando das contratações em larga escala, principalmente no Papão. A crítica não é totalmente descabida, pois se ampara na noção de que os clubes devem conter a todo custo o ímpeto consumista. Está cravada na memória coletiva a lembrança recente de gastanças homéricas, com resultados desastrosos.

Apesar de guardar semelhanças com métodos costumeiramente usados pelos dirigentes, a política atual já se pauta por um cuidado maior na avaliação dos jogadores, levando em conta as necessidades do time e o custo de cada aquisição, além de considerar aspectos extracampo, como o comportamento e a disciplina profissional.

Para isso tem contribuído decisivamente a profissionalização da gestão. Entre nós ainda é um processo em fase embrionária, mas que já apresenta pontos positivos. A entrada em cena da figura dos executivos remunerados é um dado importante, que pode fazer com que o futebol do Pará, pelo menos quanto à dupla Re-Pa, dê o esperado salto rumo à modernidade.

Detalhes tão pequenos marcam a diferença entre clubes organizados e outros administrados à moda antiga. Com os gerentes executivos, os clubes deixaram de lado aquele hábito antigo de trombetear contratações antes de fechar o negócio.

Cartolas, bate-paus, corneteiros e apaniguados saíam pelas emissoras de rádio alardeando a vinda deste ou daquele atleta, situação que se revelava muitas vezes mentirosa. Quando o acerto não se concretizava, o ônus ficava todo com o clube, visto como pouco confiável tanto pela torcida quanto pelos representantes de jogadores.

Quando o Remo trouxe Sérgio Papelin há três anos, buscava começar essa atualização de seus procedimentos no futebol. Houve algum avanço, mas Papelin era uma ave rara em meio à confusão reinante no clube. Seu trabalho foi observado por outros clubes e ele voltou no ano passado para organizar a gestão no Papão, com saldo bastante positivo. Deu tão certo que a nova diretoria remista tratou de ir buscar um executivo e encontrou Fred Gomes.

A atual política de contratações, mais austera e menos espalhafatosa, está diretamente atrelada ao estilo de trabalho tanto de Papelin quanto de Fred. Ambos gostam do trabalho silencioso, evitando os holofotes. O fato é que, depois de anos, o anúncio de reforços passou a ser responsabilidade das assessorias de imprensa, como deve ser.

É claro que a simples presença de executivos profissionais não garante 100% de acerto nas contratações. Futebol não é ciência exata, nem é regido pelas leis da matemática. Muitas vezes um jogador que se destaca no Maranhão ou em Alagoas não funciona no Pará, e vice-versa. Acontece.

O papel dos executivos é o de minimizar a possibilidade de erros. Cercam-se de todas as informações possíveis para fazer contratações pontuais, adequadas às posses do clube. Não inventaram ainda uma fórmula melhor do que esta para garantir êxito nesse negócio complexo chamado mercado da bola. Feito o dever de casa, resta torcer para que a sorte abençoe as escolhas e apostas dos eternos rivais.

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Perigo: sangue nos olhos do matador

Leandro Cearense deixou o Remo, onde havia sido titular durante toda a temporada passada, para encarar uma disputa renhida por um lugar no ataque do Papão. Aceitou um contrato de risco, que terá duração de quatro meses, prorrogáveis se o jogador for aprovado.

Significa que sua chegada é cercada de desconfiança, ao contrário dos demais reforços adquiridos pelo Papão, inclusive o desconhecido gaúcho Aylon, apresentado ontem junto com ele. Todos têm contrato válido até a disputa da Série B.

Como conhece bem o Parazão, o ex-azulino pode surpreender. Foi artilheiro pelo Cametá há três anos e leva sobre os demais a vantagem de conhecer bem as características de jogo dos times regionais e, principalmente, os gramados onde o torneio será disputado.

Sua passagem pelo Remo marcou uma inflexão negativa na carreira. Marcou gols, mas não foi o jogador decisivo que a diretoria remista esperava ter ao adquirir 70% de seus direitos econômicos. A frustração foi tanta que Cearense saiu sem que a torcida manifestasse qualquer protesto.

Pelas palavras do jogador, ele também saiu frustrado. E reside aí a grande possibilidade de uma volta por cima com a camisa do Papão. Além de assumir paixão de torcedor pelo clube de Suíço, parece imbuído daquela faísca de motivação capaz de mover céus e terras.

Cearense está com sangue nos olhos. Foi desafiado a provar seu valor. Cuidado com ele.

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Bola na Torre

Giuseppe Tommaso apresenta o programa, com a participação de Valmir Rodrigues, Ronaldo Porto e deste escriba de Baião na bancada. Em pauta, a semana do futebol paraense. Começa por volta de 00h10, logo depois do Pânico, na RBATV.

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Equívocos marcam a Seleção da Fifa

A coisa aconteceu no meio da semana, mas não posso deixar passar. Dona Fifa, que já havia pisado na bola ao eleger Messi o craque da Copa no Brasil, derrapou de novo na escolha da seleção de melhores do ano. Escalar Tiago Silva e David Luiz soou como deboche diante das atuações de Miranda, Mertesacker, Godin e Hummels na temporada.

Não por acaso a presença dos dois na lista gerou todo tipo de gozação nas redes sociais. Depois dos 7 a 1 em BH nenhum zagueiro brasileiro merecia ganhar prêmio.

O mesmo vale para a descabida inclusão de Iniesta no meio-campo, quando Hazard, Vidal e Pogba tiveram um ano muito mais inspirado.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 18) 

Castanhal vence amistoso em ritmo de Alemanha

Em fase de preparação para o Parazão, o Castanhal por 7 a 1 goleou na manhã deste sábado o time do Bom Jesus, que disputa o campeonato municipal castanhalense, por 7 a 1, no campo do União. Os gols da vitória do Castanhal foram anotados por Maninho (3), Georges (2), Danilo e Nenê Apeú. Elias fez o único gol do Bom Jesus. Na partida, o técnico Carlos Alberto Dias procurou utilizar todos os jogadores do elenco, os contratados e também os que ainda estão fazendo testes.
No primeiro tempo, Dias escalou a seguinte equipe: André Luís; Lisa, Hallyson, Charles e Lineker; Billy, Georges, Léo Carioca e Geovani; Cleyton Boka e Daniel. Já no segundo tempo o time foi completamente modificado: Paulo Eduardo; Pablo, Nêm, Bruno Aguiar e Paulo André; Victor, Alessandro, Magson e Nenê Apeú; Maninho e Danilo, que substituiu Pablo.