“O ataque ganha jogos, a defesa ganha títulos, mas o meio é a chave do funcionamento de tudo”.
Carlo Ancelotti, técnico do Real Madri
“O ataque ganha jogos, a defesa ganha títulos, mas o meio é a chave do funcionamento de tudo”.
Carlo Ancelotti, técnico do Real Madri
Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada
Uma pesquisa do IBOPE e do Governo Federaldemonstrou inequivocamente a perda de poder do jornalismo da Globo.
O que significa a perda de poder político. Ao Dr Roberto Marinho – aquele que dá nome a filhos sem nome próprio – se atribui frase lapidar: O Boni pensa que isso aqui é um circo. Isso aqui é uma usina de poder. A usina de poder está de “fogo morto”, diz notável romancista.
A Globo não aguenta quatro anos de Governo trabalhista. As audiências decrescentes não pagam a conta. Especialmente porque se trata de uma empresa de Entretenimento, que vive de produtos efêmeros e descartáveis, e que tem uma folha – fixa ! – de pagamentos de 18 mil empregados. E um lucro que cresce muito menos que a receita. Quatro anos ao sol e ao sereno são fatais, diante da concorrência feroz das mídias sociais, dos blogs e do Google que, na publicidade, já googla a Globo. A audiência do jn cai, se aproxima da zona sul da casa dos 20, e saiu do horário nobre – que agora fica entre 22h00 e 23h00.
O Fantástico é um fintástico. E o Faustão, bem, o Faustão, é um instrumento de merchandising que, na eleição de 2014, se prestou a um papel deplorável. E Jô já tirou o time do campo em que jogam as suas meninas.
O Faustão persiste. Este foi um domingo desesperado.
21/12.
O Faustão dedicou DUAS, DUAS horas ao William Bonner, que acredita piamente ser o legítimo editor político do jn. Bonner criticou no Faustão as redes sociais, por sua intolerância política. Que pena!
Logo ele, vítima de um bullying – sequestrou 40% do tempo de uma entrevista a um candidato a presidente da República e se acha vítima de “intolerância”.
DUAS horas de nada!
Oh, Fernanda Montenegro! Bajular o Bonner! Ah, se o Gianni Rato te visse, o Ítalo Rossi, o Celi – os sete beijariam o asfalto de amargura!
Depois do chororô do Bonner, 20′ de Fantástico para a entrevistada bomba da Petrobras. Vinte minutos de Fantástico …
Nem se Mick Jagger chegasse de Marte com Glória Maria na espaçonave teria tanto espaço.
Venina lembra aquela anônima-célebre que tentou desmoralizar a Dilma na “denúncia” do dossiê das despesas do FHC e Dona Ruth.
Aquele episódio em que se notabilizaram os impolutos Demóstenes Torres, Álvaro Dias – o denunciante – e o Agripino Maia, que louvou uma tesourada, quando a Dilma foi se defender no Senado.
Naquela altura, a Dilma tinha 4% das intenções de voto e, no Datafalha, que não falha, o Cerra tinha 30%. Ele sempre tem trinta!
Era para matar a Dilma na largada. Resultou que não deu em nada. Dilma não foi sequer citada em qualquer ação judicial ou policial.
A Venina desceu da espaçonave do Fantástico para produzir o vácuo. As Provas! As Provas! Nada.
Não tem um documento, uma data, uma referência de comprovação indiscutível. E chorou! Parecia entrevista da Patricia Poeta (oh, que saudades das entrevistas da Patricia Poeta, com aquele dedinho…). Trólóló, diria o Cerra.
Na semana de Natal, o Congresso em recesso, a Justiça em recesso. Para que a entrevista?
É uma espécie de “retrospectiva” de tudo o que o Fantástico e o “jornalismo” da Globo produziram em 2014: a feroz, sanguinária, inescrupulosa campanha da Globo para derrubar uma presidenta eleita duas vezes, de forma consagradora. (Se ela der a cabeça da Graça, será um hara-kiri.)
Para o espectador – em numero cada vez menor – reter nas festas de fim de ano a mensagem: vamos derrubar a Dilma em 2015, antes que a empresa feche! (Em tempo: o Valdir Macedo reafirma que não se interessa por comprar a Globo.)
Venina não apresentou nada que desminta o que a Graça já disse dela e do Globo (sempre o Globo !). Mas Venina chorou. Como se espera no Fantástico. Não importa o que ela tenha dito. Importa a forma de a Globo usá-la.
É a mesma forma de o Faustão usar o merchandising. Bom para os dois. Para o produto e o Faustão.
Por André Forastieri
Cada um vive como bem entender e acredita no que preferir. Há que conviver com quem pensa outra coisa, sente, vive outra coisa. Há que procurar proveito nas diferenças. Porque as diferenças existem e existirão. Agora, há que ter coerência.
Rodolfo Abrantes foi meu letrista favorito. Nos anos em que esteve à frente dos Raimundos, não tinha para ninguém. Depois que se converteu, suas letras não me dizem nada. Nenhum problema com música de louvação. Se você dispensa de cara todo o cancioneiro pop religioso, está jogando fora uma parte fundamental da música negra americana, pra começar. Sem falar de algumas das minhas canções favoritas de Johnny Cash. Rodolfo, não tem jeito: ouço ele agora, comparo com o humor e energia dos Raimundos, e me dá tristeza.
Agora ele dá entrevista à revista Trip dizendo que está “100% arrependido” das letras. Mas continua embolsando os royalties gerados por elas. Cada vez que toca uma música dos Raimundos no rádio, ou que os Raimundos tocam uma canção escrita por Rodolfo, ele recebe uma graninha.
Ele explica: “Arrependimento quer dizer: eu reconheço que eu estava errado e não faço mais isso. Jesus falava para as pessoas: vá e não peque mais. O que você fazia, não faça mais agora. Se você comparar minha vida hoje com a vida que eu tinha você vai saber do que eu me arrependi.” A íntegra da entrevista está aqui.
Isso não explica nada. Como era de se esperar, seus ex-companheiros reagiram. Digão pregou fogo no Facebook:
— Que pena que a base de sua vida seja a hipocrisia… 100% arrependido” mas usufruindo 100% da sua parte dos direitos autorais e que não é uma “merreca” que ele gosta de falar para os desinformados…
Digão está certo e Rodolfo está agindo errado. Deveria abrir mão dessa grana, em benefício do restante da banda. Ou uma outra hipótese: doar a receita integral para alguma instituição. Desgraçado precisando de ajuda nesse país é o que não falta.
Se Rodolfo realmente renega as letras que escreveu nos Raimundos, deveria também renegar a receita que elas geram. Me recuso a admitir que Rodolfo seja um sepulcro caiado. Mas a maneira como está agindo é hipócrita. Indigna da retidão religiosa que professa hoje. E, o que me importa mais, indigna do seu passado com uma das bandas mais legais – e honestas – que esse país já viu.
Impulsionado pela estreia do Allianz Parque, o Palmeiras não para de ver um aumento no seu número de sócios-torcedores. Segundo o monitoramento feito pelo “Movimento Por Um Futebol Melhor”, o alviverde ultrapassou seu maior rival nesse ranking.
O Palmeiras agora tem 64.374 sócios-torcedores, deixando para trás o Corinthians (64.361) e assumindo a quarta colocação neste ranking do Movimento, criado pela Ambev e que tem como objetivo promover o futebol brasileiro, além de dar descontos aos fãs.
O ranking é liderado confortavelmente pelo Internacional, que conta com mais de 127 mil sócios. O arquirrival do Inter, o Grêmio, é o segundo com 80.304. Atual bicampeão brasileiro, o Cruzeiro fecha o pódio com 67.208.
No mês de janeiro deste ano, o Palmeiras era apenas o sétimo na lista com pouco mais de 36 mil torcedores cadastrados. No mês passado, encostou no Corinthians ao fechar com pouco mais de 61 mil sócios.
A estimativa dada pelo próprio site do movimento é que até o fim do ano o Palmeiras não passe o Cruzeiro. No entanto, com a volta do futebol brasileiro no mês de janeiro é possível que o número de sócios-torcedores aumente.
Veja abaixo o ranking, contabilizando os números até a manhã desta segunda-feira.
Depois de avaliar os termos da proposta, a diretoria do Clube do Remo assinou, no último sábado (20), o contrato com a Rainha Turismo e Eventos e New Creation Sporting Group, para a participação em torneio internacional previsto para janeiro. Agendado para o Mangueirão, nos dias 21, 22 e 25, a Taça Re-Pa deve envolver os rivais Remo e Paysandu em jogos contra o New York Cosmos, dos Estados Unidos, e uma equipe classificada entre as dez primeiras do Campeonato Brasileiro da Série A 2014, possivelmente o Santos.
“É um evento que surgiu na melhor hora possível. Encontramos o clube com muitas pendências então esse recurso em um mês onde não havia perspectiva de receita vem muito bem”, afirmou o vice-presidente azulino, Henrique Custódio. O dirigente comentou ainda que a participação dos ex-jogadores do Cosmos e campeões mundiais com a Seleção Brasileira, Pelé e Carlos Alberto Torres, pode ser mais um fator de atração.
Com o torneio, o Leão garante a entrada de cerca de R$ 400 mil nos cofres azulinos logo no começo da temporada. O torneio terá televisionamento para os Estados Unidos e um canal de TV por assinatura deve comprar os direitos de retransmissão para o país.
A participação do Paissandu ainda não está confirmada na competição. O presidente eleito Alberto Maia, em entrevista ao Bola na Torre deste domingo, informou que aguarda a confirmação do Cosmos e do clube brasileiro que seria convidado. Segundo o representante da Rainha Eventos e Turismo nas negociações com o clube do Remo, Rivaldo Sanchez, a acolhida pelas autoridades locais foi excelente e há a pretensão de tornar o evento regular em Belém no início de temporada. “Já conversamos sobre a possibilidade de para o ano que vem, quando Belém completará 400 anos, inserir o evento nas programações do aniversário da cidade. Para esse evento, se tudo der certo, devemos convidar uma equipe de grande porte em nível internacional”, prometeu Rivaldo Sanchez. (Com informações do Bola/DIÁRIO – foto: MÁRIO QUADROS)
Tempo quente. A Globo informa que, após sensação de 55ºC, previsão é de muito calor no Rio nesta segunda http://glo.bo/1CtuAnD #G1. A bandeira do Fogão na praia de Copacabana confirma a previsão.
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