Por Gerson Nogueira
O Remo buscou o gol ao longo de toda a partida, até conseguiu fazer, mas tomou também, permitindo o empate de maneira quase infantil. No segundo tempo, açoitado por contra-ataques perigosos do River, deu uma tremenda sorte de achar o gol nos acréscimos. Como jogo, foi um exercício de emoção para os torcedores. Como resultado, excelente vitória, que assegura antecipadamente a classificação à fase de mata-mata da Série D.
A estratégia esboçada pelo técnico Roberto Fernandes foi correta, botando o time para jogar do jeito que todos vivem pedindo. No ataque, com ousadia. O problema é que o meio-de-campo ficou vulnerável demais, pois atacar se tornou prioridade absoluta no jogo.
O mais interessante é que a tarde começou perfeita, com um gol logo de cara. Reis, de cabeça, aproveitou a chance entre os zagueiros piauienses. Ao invés de se organizar e esperar o adversário, o Remo se lançou em busca de mais gols, afoitamente. Quase conseguiu fazer, mas abriu demais seu setor defensivo, cedendo o empate ainda na metade da primeira etapa. Os contornos dramáticos da tarde foram coroados com a penalidade, que o River terminou desperdiçando.
Para o segundo tempo, o Remo voltou novamente agressivo e chegou ao gol muito cedo, com o volante Michel. Mas Negreti falhou e Warley igualou tudo de novo. Aí o jogo virou roleta russa. Para substituir Dadá, lesionado, Fernandes optou por Val Barreto. Com isso, tornou o ataque mais poderoso, porém abriu de vez sua retaguarda, que era acossada o tempo todo pelos contragolpes do River.
Com a força ofensiva, impulsionada por Levy e Roni na direita, o Remo era incansável na perseguição ao gol, mas falhava no arremate final. E justo quando os sustos na zaga começavam a indicar que o técnico havia errado em botar Val Barreto na vaga de um volante, eis que o centroavante irrompe na área e faz o gol libertador, aos 47 minutos.
Caprichos do futebol. De suas incertezas e imperfeições nasce o encanto. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Competitivo, Papão traz empate precioso
O jogo valeu pelo segundo tempo na Arena Castelão, tanto pela maneira mais decidida do Fortaleza em procurar o gol quanto pelo empenho do Papão em assegurar o bom empate. No fim das contas, prevaleceu a firme disposição do time paraense, que não repetiu a boa atuação do jogo com o Botafogo em João Pessoa, mas foi resoluto em se resguardar nos momentos mais complicados.
Diferentemente do alvinegro paraibano, o Fortaleza preferiu esperar pela iniciativa do Papão no primeiro tempo, embora desfrutando de chances para abrir o marcador. Seguiu assim no restante da partida, arriscando-se um pouco mais apenas nos minutos finais. Não dava campo aos bicolores, mas também não tomava conta do jogo.
No Papão, um sintoma das dificuldades foi a baixa produtividade do ataque. Pikachu deu o primeiro chute a gol aos 37 minutos de partida. Aliás, quando Djalma saiu na etapa final, Pikachu perdeu sua escolta e o time ficou sem a velocidade de que tanto precisava nos contra-ataques.
Sem chances de matar o jogo, o Papão optou por segurar o 0 a 0. Fez bem essa tarefa, até pela belíssima atuação do zagueiro Charles, o melhor da equipe. Além dele, Ricardo Capanema e Augusto Recife (antes da expulsão) deram conta das peças mais perigosas do adversário, como Robert, Marcelinho Paraíba e o paraense Tiago Cametá.
O giro não terminou 100%, mas o Papão traz quatro pontos preciosos desses dois compromissos fora de casa, exibindo um sentido competitivo que não tinha antes do retorno de Mazola Jr. Volta a brigar diretamente pelo G4 e tem boas chances de obter a classificação nas partidas que fará na Curuzu.
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Remo pode enfrentar amazonenses
O cruzamento na segunda fase da Série D pode colocar frente a frente o Remo e o Princesa do Solimões (AM). Pela classificação atual do torneio, os confrontos seriam os seguintes:
1-Confiança x 16 Central
2- Londrina x 15 Penapolense
3- Tombense x 14 Estrela do Norte
4- Remo x 13 Princesa do Solimões
5- Rio Branco x 12 Moto
6- Jacuipense x 11 Brasil-RS
7- Ituano x 10 Luziânia
8- Brasiliense x 9 Porto
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Direto do blog
“Bando de vagabundos que se vestem de homem quando estão no meio dos outros marginais, mas, quando acuados, ficam que nem uma galinha. Esses são os culpados pelo fracasso do futebol paraense. Esses marginais são responsáveis por fazer com que o verdadeiro torcedor se distancie do estádio, com medo de brigas.”
Do Anderson, torcedor do Remo, injuriado com os baderneiros que conspiram contra o futebol do Pará há anos e que voltaram a aprontar em Bragança, ontem.
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Águia abandona a zona maldita
Em sua desesperada batalha contra o rebaixamento, o Águia conseguiu um grande feito ontem. Derrotou o Crac por 2 a 1, em Marabá, e saiu da zona. A três rodadas do fim da primeira fase, o Azulão chegou aos 15 pontos e precisa de pelo menos duas vitórias para permanecer na Série C. Apesar disso, o Treze joga hoje e pode recuperar a oitava posição.
O gol de Charles logo aos 5 minutos abriu o caminho para a vitória, mas as falhas de marcação acabaram dando brecha para o Crac empatar ainda no primeiro tempo. Disposto a tudo para vencer, o Águia voltou para o tempo final atacando, mas aí passou a enfrentar outro adversário: a falta de pontaria de seus atacantes. Até Palhinha, o melhor do time, errava nas finalizações.
O gol salvador só veio aos 42 minutos, quando o volante Esdras apareceu na área e desviou do goleiro Donizetti.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 15)



Amigo Gerson e amigos do blog,
Ontem ao retornar da casa da minha sogra, onde assisti ao jogo do meu Paissandu, pude infelizmente presenciar uma verdadeira batalha na BR 316, próximo ao Castanheira, entre esses marginais que se dizem torcedores de Papão e Leão.
Como quase sempre, ao longo de quatro quilômetros que percorri na BR, não havia uma única viatura policial para avisar da guerra entre bandidos.
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A melhora da produtividade do ataque Bicolor certamente deve surgir da providência evitar até de levar pra concentrar com os demais a dupla Jeferson Maranhense e Rômulo. O primeiro parece reunir todas as deficiências e nenhuma virtude de Luciano, Norman ‘Cacetão’ Davis, Milton Dias, Mendonça, Zé Augusto e demais malucos-beleza que vestiram a camisa do Papão; enquanto o segundo dá a impressão de ter vestido o uniforme por cima de um velho calção de banho, após um dia de vadiação na praia de Itapoã, tamanha é a indolência do indivíduo. Com eles, chance zero do placar sair do dito cujo.
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Fazer uma retificação, sobre os confrontos da série D:
Confiança x Central ou Penapolense
Londrina x Penapolense ou Central
Tombense x Estrela do Norte
Remo x Princesa do Solimões
Rio Branco x Brasil
Jacuipense x Moto
Brasiliense x Luziânia
Ituano x Porto
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Se o Paissandu não tivesse perdido dois pontos para o clube de Catalão que era lanterna da competição (na fraca passagem do Vica) e dois pontos contra o Botafogo da Paraíba em jogo de portões fechados que o Papão dominou e chutou três bolas na trave (o Botafogo fez apenas o gol em falha gritante de Paulo Rafael), Papão hoje estaria tranquilo para classificar.
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Libera Gerson…
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Não acompanhei a partida ontem, mas pelo o que tenho visto desde o começo desta temporada, o Remo precisa jogar com três volantes dentro e fora de casa, pois o time não tem qualidade (nenhum time tem) para jogar com meias ofensivos.
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Penso da mesma forma, amigo Mariano.
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Estrela do norte já esta eliminado!
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‘Tombense’ da informação?
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Na verdade, amigo Sávio, ele será eliminado no domingo, com o Anapolina sendo o 2º… Anapolina enfrentará um adversário que desistiu de jogar…Itaporã-MS.. vencerá por 3×0….só no domingo poderá ser dado esses pontos ao Anapolina, que realmente eliminará o Estrela do Norte… Por enquanto, não.
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Entendo amigo Cláudio, mas la já começou as dispensas e tem um meia habilidoso chamado fininho… Não sei se daria certo nos clubes paraenses.
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Treze 1 – 1 CRB
De certo modo resultado bom para Paissandu e Águia.
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