Carlos Alberto Torres, Gerson, Rogério, Félix, Fontana e Wilson Piazza jogam baralho na concentração do Brasil em Guadalajara, no México, em 1970. A caminho do tri.
Mês: julho 2014
Corinthians vence clássico no Itaquerão
Fogão ressuscita o Flamengo
Método Galvão proíbe mentir, mas aceita omissão
Por Mauricio Stycer
Há anos, Galvão Bueno vem repetindo a mesma definição sobre o seu método de trabalho. “Sou um vendedor de emoções”, explica a quem dá a honra de entrevistá-lo. O que isso quer dizer exatamente? Na conversa que teve com o comentarista Bob Faria, incluída no livro “Grito de Gol”, ele esclarece:
“Não adianta eu me esgoelar e dizer ‘que maravilha!!!’ se o jogo não presta. Mas também não posso dizer que o jogo não presta porque não posso convidar o telespectador a desligar a televisão”.
Ou seja, Galvão entende claramente que não pode mentir para o espectador, mas admite que a omissão é uma ferramenta de trabalho. No mesmo livro, o narrador desenvolve a ideia:
“Onde é que você arranja energia para manter o cara ligado duas horas? No fim das contas, você é um chef de cozinha. Está faltando um pouco mais de pimenta, você vai colocar pimenta; está faltando um pouco de sal, você vai colocar sal; a comida está fria, você dá uma aquecida nela”.
Não chega a surpreender, por isso, um comentário feito por Galvão antes de começar uma transmissão de Fórmula 1 neste final de semana e vazado ao público sem que ele soubesse que era ouvido “Não vamos especificar tempo, porque na verdade ele está tomando meio segundo desde ontem”.
Quem acompanha F-1 entendeu na hora que era uma referência ao piloto brasileiro Felipe Massa, cujos resultados nas sessões anteriores de treino para o GP da Hungria o deixaram atrás do seu companheiro de Williams, o finlandês Valtteri Bottas, por uma diferença em torno, justamente, de meio segundo.
A orientação do narrador à equipe, portanto, era para não enfatizar a distância, grande para os padrões de F-1, que separava o brasileiro do finlandês. “Vendedor de emoções”, Galvão deve ter entendido que essa informação poderia desanimar o espectador brasileiro.
Massa largou em sexto lugar e chegou em quinto no GP. Bottas, que saiu em terceiro, chegou em oitavo. Um resultado não mais que razoável, mas festejado com muita emoção pelo vendedor Galvão. É o Brasil na F-1.
River x Remo (comentários on-line)
Campeonato Brasileiro da Série D – Grupo A2
River x Remo – estádio Albertão, em Teresina-PI, 16h
Na Rádio Clube, Geo Araújo narra. Reportagem: Paulo Caxiado. Banco de Informações: Fabio Scerni.
Bragantino dispensa Mazola “Sistema” Jr.
Depois de três derrotas seguidas, Bragantino-SP demitiu ontem o técnico Mazola Jr., ex-Papão. Vai ver que é culpa do “sistema”.
Não dou três meses para ele voltar a enganar por aqui…
O passado é uma parada…
Para Boff, Israel usa “métodos do nazismo”
De Brasil 247
O teólogo e intelectual Leonardo Boff concedeu entrevista à jornalista Débora Fogliatto, do portal Sul 21 (leia aqui a íntegra), em que aborda o massacre na Faixa de Gaza, que já deixou mais de mil mortos desde o seu início, há vinte dias. Segundo ele, embora tenha sido vítima do nazismo, Israel hoje adota os mesmos métodos. E Gaza, diz ele, é um imenso “campo de concentração”.
Na entrevista, ele responzabiliza diretamente os Estados Unidos pelo conflito. “Eu acho que grande parte da culpa é do Obama, que é um criminoso. Porque nenhum ataque com drones (avião não tripulados) pode ser feito sem licença pessoal dele. Estão usando todo tipo de armas de destruição, fecharam Gaza totalmente, ficou um campo de concentração, e vão destruindo. Então eles têm um país que foi vítima do nazismo e utiliza os métodos do nazismo para criar vítimas. Essa é a grande contradição”, diz Boff.
O teólogo menciona ainda a força do sionismo nos Estados Unidos. “Os Estados Unidos apoiam, o Obama e todos os presidentes são vítimas do grande lobby judeu, que tem dois braços: o braço dos grandes bancos e o braço da mídia. Eles têm um poder enorme em cima dos presidentes, que não querem se indispor e seguem o que dizem esses judeus radicais, extremistas e que se uniram à direita religiosa cristã. Isso está aliado a um presidente como Obama que não tem senso humanitário mínimo, compaixão para dizer ´acabem a matança´”, diz ele
Segundo Boff, apenas uma pessoa teria autoridade para conduzir o processo de paz: o papa Francisco. “Esse Papa é absolutamente contemporâneo e necessário. Acho que é o único líder mundial que tem audiência e eventualmente poderia mediar essa guerra de massacre criminosa que Israel está movendo contra Gaza.”
Ele também falou sobre as eleições presidenciais deste ano no Brasil. “Mesmo com todos os defeitos e violações de ética que houve, erros que o PT cometeu, ainda assim o projeto deles é o mais adequado para levar adiante um avanço. Agora se for ganhar para avançar, porque se for para reproduzir dá no mesmo do que outro ganhar.”
Fifa pode tirar da Rússia sede da Copa de 2018
Depois da tragédia com o avião da Malásia Airlines, abatido por um míssil em região de conflito entre forças do governo da Ucrânia e rebeldes pró-Rússia, a Fifa já analisa a possibilidade de mudar a sede da Copa do Mundo de 2018, prevista para a Rússia. Dentre as alternativas para substituir o país de Putin surgem a Inglaterra, cujos estádios não precisariam de grandes reformas, e a Alemanha, último país europeu a sediar um mundial e atual campeã.
Celpa ensaia um outro presente de grego
A Celpa sempre a nos surpreender. Ávida por cobrir o milionário rombo contábil, a operadora de energia encaminhou pedido à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no último dia 7 de julho, reivindicando que a cobrança pelo fornecimento de energia seja reajustada em 37,07%! Segundo a empresa, o custo de geração de energia teve um “aumento significativo por conta do baixo volume de chuvas no sudeste do Brasil”. A maior parte do aumento seria para cobrir esse custo, sendo que 6,16% ficariam para investimentos em melhoria e expansão do sistema.
Detalhe: fica no Pará uma das maiores hidrelétricas do planeta, a usina de Tucuruí, de cuja energia os paraenses pouco (ou nada) se beneficiam.
Venda de James gera lucro para 3 outros clubes
A transferência de James Rodríguez para o Real Madrid não vai render uma quantia milionária apenas ao Monaco. O Porto, o Banfield e o Envigado também se beneficiarão com o negócio, que é o terceiro mais caro da história do futebol – ficando atrás apenas das contratações de Cristiano Ronaldo e Gareth Bale pelo próprio time espanhol.
De acordo com o mecanismo de solidariedade da Fifa, regra que busca valorizar os clubes formadores, os três times receberão 1,5% cada do montante da venda, que está avaliada em 80 milhões de euros (R$ 238,2 milhões). Além disso, o próprio Monaco ficará com uma fatia de 0,5%.
Dessa forma, portugueses, argentinos e colombianos ganharão nada menos que 1,2 milhão de euros cada um (R$ 3,57 milhões). Já os franceses ganharão 0,4 milhão pela cláusula (R$ 1,19 milhões).
O mecanismo de solidariedade faz com que 5% do valor de uma transferência – 4 milhões de euros, no caso de James (R$ 11,9 milhões) – seja destinado aos times formadores, ou seja, as equipes em que o atleta atuou entre seus 12 e 23 anos. Dos 12 aos 15 anos, o clube receberá 0,25% por temporada em que o jogador defendeu sua camisa. O valor aumenta para 0,5% durante o período entre os 16 e 23 anos.
Revelado pelo Envigado, James Rodríguez atuou até o começo de 2008 pelo time colombiano, quando tinha 16 anos. Na sequência, ficou dois anos e meio no Banfield antes de defender o Porto por três temporadas. Por fim, o meia-atacante, hoje com 23 anos, ficou uma campanha no Monaco. (Da Folha SP e ESPN)





