O Remo conseguiu na Justiça comum a suspensão do jogo de hoje, Paragominas x Genus, válido pelo grupo A1 da Série D. Dirigentes e oficial de Justiça estão indo de jatinho a Paragominas fazer a comunicação. Clube quer paralisar a competição para poder provar que os rondonienses indicaram representante fora dos prazos estabelecidos pela CBF e que foi prejudicado na indicação do representante paraense pela FPF. (Com informações da Rádio Clube)
Mês: junho 2013
Humor é fundamental
Leão é o maior do Norte em arrecadações
Barrado na Série D do Campeonato Brasileiro e sem calendário para o restante da temporada, o Remo brilha nacionalmente entre as grandes torcidas. O Leão Azul paraense se posiciona entre os 10 maiores clubes brasileiros em arrecadação de receitas nos estádios. A pesquisa, elaborada por uma empresa de consultoria, levantou números sobre 25 campeonatos estaduais no primeiro semestre de 2013.
Em nono lugar na pesquisa, o Remo aparece à frente de times tradicionais, como Vasco, Flamengo, Botafogo, Fluminense, Palmeiras e Internacional. O Paissandu ocupa a 16ª colocação. A diferença é de R$ 837.839,00 em favor dos remistas. A pesquisa levantou dados sobre arrecadação e a média por partida, além do percentual referente ao total de R$ 123 milhões arrecadados nos campeonatos estaduais.
A pesquisa também destaca outros clubes do futebol paraense. O mais bem posicionado, depois da dupla Re-Pa, é o Paragominas, que vem na 61ª colocação. Em seguida, pela ordem, estão: São Francisco (68º), Tuna (84º), São Raimundo (97º), Cametá (117º), Águia (136º), Independente (152º), Parauapebas (195º), Santa Cruz (215º) e Castanhal (247º). (Com informações da Rádio Clube e DOL)
Com gol de Anselmo, Dragão derruba Papão
Capa do Bola, edição de sábado, 08
Rock na madrugada – Beatles, In My Life
Capa do DIÁRIO, edição de sábado, 08
Na estreia de Givanildo, Papão perde a segunda
Na estreia do técnico Givanildo Oliveira, o Paissandu sofreu sua segunda derrota na Série B em jogo realizado na noite desta sexta-feira contra o Atlético-GO, no estádio Serra Dourada. No primeiro tempo, o Atlético foi mais ofensivo, pressionou muito nos primeiros minutos e chegou ao gol logo aos 21 minutos, através do atacante Anselmo, que estreava na equipe. O Paissandu pouco atacava e só chegava em lances de bola parada, principalmente com Eduardo Ramos. Nos instantes finais, a equipe partiu para o ataque e quase empatou aos 39 minutos, quando João Neto cabeceou para fora após cruzamento do lateral Janilson.
Logo aos 3 minutos do segundo tempo o Paissandu escapou de sofrer o segundo gol. Edinei aproveitou bola rebatida pela zaga bicolor e mandou forte em direção ao gol. Eduardo Ramos salvou quase na linha. Em contra-ataque, o Dragão voltou a levar perigo aos 16 minutos. João Paulo recebeu na entrada da área e bateu rente a trave esquerda do goleiro Zé Carlos.
Como o Atlético se fechava bem na defesa, o Paissandu passou a buscar jogadas pelas laterais, com bons resultados. Janilson, Pikachu e Diego Barbosa passaram a cruzar bolas perigosas para a área goiana, sem que os atacantes aproveitassem. Marcelo Nicácio entrou quase no final e deixou boa impressão pela boa movimentação e presença área.
Na próxima terça-feira, 11, o Paissandu vai enfrentar a líder Chapecoense na Arena Condá, na próxima terça-feira (11), às 19h30, pela sexta rodada.
A arte de Atorres
Atlético-GO x Paissandu (comentários on-line)
Campeonato Brasileiro da Série B – Quinta rodada.
Atlético-GO x Paissandu – estádio Serra Dourada, em Goiânia.
Na Rádio Clube, Geo Araújo narra; João Cunha comenta. Reportagem – Dinho Menezes, Paulo Fernando Bad Boy. Plantão: Adilson Brasil.
Givanildo em nova estreia
Por Gerson Nogueira
Rabugento e disciplinador, com aquele jeito de professor de antanho, o técnico pernambucano não foi recebido desta vez no Paissandu com o entusiasmo que despertava em outros tempos. Grande parte da torcida já questiona seu estilo de trabalho, considerado ultrapassado e distanciado das variações táticas que o futebol moderno exige.
Pelo passado glorioso no clube, principalmente no começo dos anos 2000, Givanildo não merece essa desconfiança quanto à sua competência, mas é fato também que as últimas passagens pelo Pará não fizeram bem ao seu currículo. Pelo contrário, contribuíram para queimar o filme do treinador. Tanto no Remo, onde aceitou missões impossíveis, quanto no Paissandu, onde ficou por pouquíssimo tempo nas duas últimas vezes, sem deixar saudades.
A maneira de conduzir carreiras é um dos aspectos que deveria nortear a preocupação de todo profissional, mas técnicos de futebol não costumam se importar muito com isso. Givanildo, talvez pela paixão pelo ofício ou por ligações afetivas com o Paissandu, não costuma recusar ofertas para trabalhar aqui. Por conta disso, entrou em certas canoas furadas que tisnaram sua imagem de comandante vencedor e competentes.
Na recente passagem, por ocasião da Série C 2012, ele pegou o Paissandu em situação mais ou menos parecida, cheio de incertezas quanto ao futuro na competição. Acabou saindo seis rodadas depois sem conquistar vitória. Foi substituído pelo tapa-buracos Lecheva, que teve talento e sorte para levar o time ao acesso.
Givanildo veio agora substituir justamente a Lecheva, que ganhou o título estadual e já se consolidava como técnico. Em função de resultados pouco convincentes na Série B, o ex-interino caiu em desgraça, mas boa parte da torcida considerou precipitado (e até injusto) o seu afastamento.
Com experiência em situações assim, Givanildo certamente não terá dificuldades para impor seus métodos de trabalho e dar ao time o perfil competitivo que a diretoria tanto quer. Para facilitar as coisas, passa a contar com um artilheiro inquestionável. Marcelo Nicácio, velho sonho de consumo dos bicolores, chegou praticamente junto com o técnico.
E Nicácio talvez seja o responsável pela nova fase do Paissandu na Série B. Depois de perder alguns jogos por desperdiçar muitas oportunidades de gol, o time passa a dispor de um artilheiro que funcionou muito bem em todos os times que defendeu.
Givanildo, que gosta de fechar seus times, usando defesas fortes e muitos volantes, vai alterar – talvez não de imediato – a forma de jogar do Paissandu. Com Lecheva, o time tocava muito a bola, procurando partir para o ataque sempre que as condições permitiam.
A partir de agora, o torcedor terá que se reacostumar ao padrão Givanildo. Com ele, o time vai ser mais objetivo nas saídas e vai passar a valorizar o contragolpe. Essa proposta, que costuma dar certo em jogos fora de casa, significa que o time será bem mais defensivo do que era.
O torcedor talvez estranhe, mas os resultados (desde que positivos) serão os avalistas do esquema. O confronto com o Atlético-GO, hoje à noite, já irá permitir avaliar este novo Paissandu. A conferir.
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Série D: muito esforço por nada
Os remistas, que tiveram na terça-feira à tarde a quase confirmação de participação na Série D, terminam a semana em clima de desolação. As incursões de bastidores no futebol rondoniense não surtiram o efeito desejado, deixando apenas um rastro de desgaste para o clube.
A busca desesperada pela vaga, em esforço empreendido pelos dirigentes, colidiu com o firme posicionamento do presidente da Federação Rondoniense, que nos últimos dias assumiu a missão de manter a vaga no Estado como questão pessoal.
Chamou atenção a diferença de comportamento dos cartolas que comandam as duas federações. O rondoniense postou-se, pelo menos formalmente, ao lado de seus filiados. A Federação Paraense de Futebol, como de praxe, deixou o Remo entregue ao deus-dará, evitando envolver-se na espinhosa situação.
O único gesto da FPF foi notificar a CBF do interesse em herdar a vaga de Rondônia, em caso de desistência, providência tão burocrática quanto inócua. A entidade foi igualmente sucinta na resposta, deixando claro que não haverá alteração no grupo A1.
Em nenhum momento, a entidade paraense deu-se ao trabalho de pelo menos argumentar o óbvio em defesa do Remo: os rondonienses extrapolaram todos os prazos para indicação de seu representante, o que deveria, em tese, abrir espaço para outro Estado interessado.
A diretoria do Remo, porém, já deveria saber que não pode contar com a federação e podia ter sido mais ousada na reivindicação da vaga. Por muito menos do que a já citada questão dos prazos descumpridos por Rondônia, o Treze da Paraíba foi à Justiça comum paralisar as competições oficiais no ano passado, atrasou o calendário e terminou por ser premiado com um acordo risonho apadrinhado pelo Supremo Tribunal Federal.
O que o Remo teria a perder se tomasse o mesmo caminho?
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Um craque na liderança
O novo líder do Brasileiro da Série A é o Coritiba, um time sem maiores investimentos e taticamente igual a tantos outros. Há, porém, um diferencial: o talento indiscutível do veterano Alex, um verdadeiro camisa 10, à altura dos craques do passado. O gol que marcou ontem diante do Fluminense diz muito dessa categoria que tanto falta aos adversários – e à Seleção de Felipão.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 07)




