Por Roberto Vieira
Mano Menezes assume a Seleção. E caso Mano Menezes chegue até a Copa de 2014.
O Rio Grande do Sul. Confirma uma nova dinastia no comando da Amarelinha em Mundiais.
Dinastia iniciada com Cláudio Coutinho na Copa de 1978. Dinastia que prosseguiu com Scolari e Dunga no século XX.
A Seleção Brasileira começou paulista em 1930. Sob o comando de Píndaro de Carvalho Rodrigues. O comando paulista foi breve.
Logo vieram os cariocas: Vinhaes, Pimenta e Flávio Costa. Zezé Moreira. Como a Seleção não chegava a lugar nenhum, Paulo Machado de Carvalho convocou Feola. Paulista até a medula.
Mas quando Feola teve problemas de saúde? Voltou o domínio carioca com Aymoré Moreira.
Os paulistas queriam o tri? Bota Feola de volta. Feola que não aguentou tanta bagunça.
Saldanha deu o primeiro grito gaúcho. Mas como muitas vezes dois gaúchos não se bicam. Saldanha e Médici era muito pra Linha Dura.
E assumiu o primeiro nordestino. Primeiro e até agora único: Zagallo. Zagallo que chegou ao Tri. E se despediu – provisoriamente – no caos de 1974.
Chegava a vez do primeiro gaúcho em Copas: Cláudio Coutinho. Nada de tchê! Só overlapping e pontos futuros. Coutinho que disse adeus precocemente.
Quem assume? Os mineiros, uai! Telê e Lazaronni dominam a década de 80. Uma década que começou com sonhos. Terminando em pesadelos.
Pra resgatar a seleção convocaram mais um carioca: Parreira.
Depois? Mais uma vez o alagoano Zagallo.
Desencontros. Renovação. Veio Felipão em 2002. O segundo técnico movido a chimarrão. O primeiro gaúcho campeão mundial. E até agora, o único.
Pois Parreira voltou. Felipão foi vestir bombacha na terra do Fado. E Dunga, convocado pra trazer os Pampas pra Copa. Parou na Holanda.
Dunga que deve ser substituído por Mano Menezes. Tão gaúcho quanto.
E se Mano Menezes não segurar na sela até 2014? Volta Scolari.
Porque a Seleção nunca foi tão Tchêleção…