Por João Lopes Jr. (englopesjr@gmail.com)
A Espanha é a campeã do mundo de 2010, tudo bem. Vencendo a final, tinha mesmo que sair com o título. No passado, o qualificativo “laranja mecânica” denotou harmonia num conjunto onde todos, pela primeira vez na história do futebol, tinham claras funções de marcação e ataque e de posicionamento com e sem a bola nos pés, e isso permitindo alguns lances geniais e um futebol até agradável de ser visto. Porém, passados mais de três décadas da inovação holandesa, o “novo” e pragmático futebol laranja não mostra nenhum espetáculo, embora continue mecânico, apresentando números consistentes. A frieza holandesa enfrentou o futebol passional da Espanha sem brilho de novo, mas também sem eficiência, uma pena. Invicto e com aproveitamento total dos pontos disputados desde as eliminatórias estava muito difícil para o time de Robben e Snejder ser superado pela Fúria penso e, ao contrário de outros palpiteiros, chutei que o título desta vez seria da Holanda porque duvidei – e acertei – que a Espanha repitiria um jogo tão bom como contra a Alemanha, enquanto a Holanda não repitiu o que vinha fazendo ao longo da copa, o resultado. Antes da final, a Holanda era a equipe que detinha a superioridade dos pontos, somente igualada pela Espanha e não superada e um ataque mais certeiro. O futebol desta Holanda era feio porque era previsível, mas desafinou justamente na final contra uma Espanha que só convenceu nas semifinais e passou a Copa tentando mostrar alguma que só conseguiu contra a Alemanha. A Holanda seria campeã com pontos corridos, o que serve para mostrar regularidade. A seleção brasielira foi derrotada extamente porque exibiu futebol irregular. Duvido que Puyol acerte outra cabeçada daquelas e que a jogadinha manjada de Robben não dê certo de novo, mas agora só em outra competição. O que é irônico nesta Copa é que se a Holanda apresentasse uma seleção tão técnica quanto as outras em outras copas também teria possibilidades tão concretas de conquistar o caneco como agora porque todas as favoritas apresentaram futebol aquém do esperado e as zebras não prosperaram. Atrevo-me a dizer que se a Holanda jogasse tão bem quanto as seleções de 94 e 98 seria facilmente a campeã deste ano. Lamento pela História, por Cruyff, Gullit e Van Basten e não lamento por Dunga e nem por Kaká. Torci pela Holanda, mas viva a Espanha.
Muito boa a analise. A Holanda ganharia nos pontos corridos.Torci pela Holanda, por causa de 74. Mas acho que o nível técnico dessa copa foi muito fraco e com uma arbitragme péssima, que inclusive, nos principais jogos, beneficiou a Espanha, até na final.
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