Por Paulo Vinícius Coelho
A afirmação de Ronaldo de que não deve ser tachado como fracasso o desempenho da Libertadores cai por terra na primeira curva. Dos cinco representantes do Brasil, só o Corinthians não vai às quartas-de-final. Mas, de tudo o que Ronaldo disse em sua entrevista coletiva de quinta-feira, o que mais chama a atenção é seu pensamento equivocado sobre os ídolos.
Seu exemplo é Michael Jordan, o maior astro da história do basquete, que abandonou as quadras em 2003. Como parou, ninguém precisa avaliar o que Michael Jordan faz com uma bola nas mãos. Essa avaliação fazia-se quando vestia a camisa do Washington Wizards, em seus últimos dias de craque.
A comparação de Jordan é, por isso, com Pelé. Se Air Jordan é Deus nos Estados Unidos, Pelé é Rei. Ainda que por vezes discuta-se as declarações de sua majestade, Pelé é respeitadíssimo por sua carreira e defendido como o maior jogador de todos os tempos.
Do mesmo modo, ninguém discute o passado de Ronaldo. O maior artilheiro da história das Copas é tratado assim, quando se fala sobre o que fez.
Ocorre que, enquanto ele está em atividade, Ronaldo é também o centroavante do Corinthians. Para ser, precisa jogar como qualquer outro candidato à camisa 9 do Timão.
Maradona foi criticado quando passou pelo Boca Juniors, em 1996, sem conseguir fazer sua equipe disputar o título. Estava gordo e sem mobilidade. Não era sombra do craque extraordinário das páginas dos livros.
Falta de respeito haveria de quem fizesse a biografia de Maradona a partir de seu ocaso.
O mesmo vale para Ronaldo. Quando parar, Ronaldo só ouvirá depoimentos elogiosos à sua carreira.
Enquanto isso não acontecer, será avaliado pelo que é: o centroavante do Corinthians.
Se não quer ter seu futebol avaliado pelo que faz hoje em dia, desculpe, mas é Ronaldo quem está parando a si próprio. (Da ESPN)
Tudo a ver….
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Muito bom o comentário, afinal ninguém é eterno, eu sou muito fã do ronaldo acho ele o maior craque que o Brasil já teve depois do Pelé, mais hoje é lamentável ver o Ronaldo jogando bola, completamente desingonsado e fora de ritmo de jogo, e barrigudo, é como foi dito cada jogador tem sua epóca de brilhar, e o ronaldo já teve a dele, é claro que o Brasileiro jamais vai esquecer o que ele fez pelo Brasil, por tudo que ele passou na carreira, e deu a volta por cima dando espetáculo como foi em 2002. mas no presente ele não passa de um jogador qualquer que vive mais pelo que fez no passado do que está fazendo hoje, ou melhor não está fazendo quase nada.
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Um grande jogador de futebol, mas “MAIOR CRAQUE QUE O BRASIL JÁ TEVE DEPOIS DE PELÉ”, só pode ser brincadeira do companheiro.
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