Paissandu é o time mais disciplinado

Ranking da indisciplina no Parazinho até o momento (60 jogos):

1º Ananindeua – 41 cartões amarelos e 8 vermelhos
2º Santa Rosa – 46 cartões amarelos e 7 vermelhos
3º Independente – 46 cartões amarelos e 7 vermelhos
4º Águia – 40 cartões amarelos e 7 vermelhos
5º Remo – 52 cartões amarelos e 6 vermelhos
6º São Raimundo – 36 cartões amarelos e 5 vermelhos
7º Cametá – 44 cartões amarelos e 3 vermelhos
8º Paissandu – 56 cartões amarelos e 1 vermelho

Total: 361 cartões amarelos (6,01 de média) e 44 vermelhos (0,73 de média).

O jogador mais indisciplinado é o volante Wilson, do Cametá, que levou 4 cartões amarelos e 2 cartões vermelhos. O goleiro Labilá, do S. Raimundo, foi o mais disciplinado: fez 13 jogos e tomou apenas um cartão amarelo.

(Produção de Rodrigo Godinho e Sérgio Wilson Japonês/Rádio Clube – Foto 1: TARSO SARRAF; foto 2: CELSO RODRIGUES)

Parazinho teve 13 arbitragens de fora

Abaixo, a lista dos apitadores:

Wilson Luiz Seleme (SP) – 2 jogos
Paulo César Oliveira (SP) – 2 jogos
Cleber Wellington Abade (SP) – 2 jogos
Periclis Bassols Pegado (RJ) – 2 jogos
Leonardo Gaciba (RS) – 1 jogo
Sávio Spindola (SP) – 1 jogo
Marcelo de Lima Henrique (RJ) – 1 jogo
Herbert Roberto Lopes (PR) – 1 jogo
Evandro Rogério Romam (RS) – 1 jogo

(Produção de Rodrigo Godinho e Sérgio Wilson Japonês/Rádio Clube)

OAB vai criar Tribunal de Justiça Desportiva

A ideia é do presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB-PA, Alberto Maia. Depois de reunião com o presidente da Ordem, Jarbas Vasconcelos. Será um Tribunal de Justiça Desportiva que abranja, além do futebol, todas as federações desportivas não profissionais (mais de 30), como atletismo, ciclismo, remo, boliche etc. Na próxima semana, Alberto Maia viajará a Santa Catarina para fazer contatos e conhecer a experiência bem sucedida do tribunal daquele Estado. A OAB já está programando um seminário para debater o assunto com as federações e agendará uma audiência com o secretário de Estado de Esporte e Lazer para tratar do tema. Também participaram da reunião com o presidente da OAB o conselheiro seccional, Alberto Vasconcelos, e o secretário geral da Ordem, Alberto Campos, ambos ex-presidentes do atual Tribunal de Justiça Desportiva, criticado pela excessiva vinculação com a Federação Paraense de Futebol.

Barcelona, “més que um club”

Presidente de honra do Barcelona, Johan Cruyff comemorou em sua coluna semanal em um jornal catalão que José Mourinho não tenha se transferido para o Barcelona quando Rijkaard deixou o clube, em 2008. Segundo o holandês, Mourinho foi cogitado na ocasião, mas ele era contra por acreditar o treinador português não seja um bom exemplo para a filosofia do Barça. “Para representar a filosofia ‘més que um club’ (mais que um clube) do Barcelona, a pessoa tem que estar à altura também fora de campo, ser um exemplo, ter certos valores para poder ser a imagem do clube. Não há dúvidas que Mourinho é um excelente treinador, mas usa métodos sujos fora de campo. Esta esperteza pode até ser atrativa para os olhos de alguns, mas causa o efeito contrário em mim”, escreveu Cruyff. (Da ESPN)

Re-Pa: números dos rivais no Parazinho

CLUBE DO REMO 
Jogos: 17 
Vitórias: 9 (6 em casa e 3 fora) 
Empates: 6 (4 em casa e 2 fora) 
Derrotas: 2 (1 em casa e 1 fora) 
Gols pró: 42 (30 em casa e 12 fora) 
Artilheiro: Marciano, com 10 gols 
Gols contra: 29 (18 em casa e 11 fora) 
Público pagante: 163.312 (média de 9.606) 
Arrecadação: 2.753.039,00 (média de 161.943) 
Cartões: 52 amarelos e 6 vermelhos 
Jogadores titulares pendurados com 2 cartões amarelos: Otacílio, Landu, Levy, Vélber, Raul e Patrick 

PAISSANDU
Jogos: 17 
Vitórias: 8 (7 em casa e 1 fora) 
Empates: 6 (2 em casa e 4 fora) 
Derrotas: 3 (3 fora) 
Gols pró: 39 (22 em casa e 17 fora) 
Artilheiro: Moisés, com 12 gols 
Gols contra: 26 (7 em casa e 19 fora) 
Público pagante: 139.921 (média de 8.230) 
Arrecadação: 2.451.882,00 (média de 144.228) 
Cartões: 56 amarelos e 1 vermelho 
Jogadores titulares pendurados com 2 cartões amarelos: Sandro, Fabrício, Tácio, Álvaro, Zeziel, Thiago Potiguar

(Levantamento produzido por Rodrigo Godinho e Sérgio Wilson Japonês/Rádio Clube)

A Pelé, Dunga elogia Ronaldinho Gaúcho

Por Mônica Bérgamo

Ronaldinho Gaúcho está na frente de Neymar na corrida pela “surpresa da convocação” para a Copa de 2010. É o que diz Pelé, que revelou à colunista da Folha que, em conversas constantes que mantém com Dunga, soube do treinador da Seleção que o meia do Milan está na frente do menino da Vila. “Veja o Ronaldinho, que eu tirei da Seleção. Ele voltou a jogar bola [bem] e está jogando muito [no Milan], está fazendo gols. Se eu tiver que convocar alguém, acha que eu vou levar quem? O Ronaldinho, que já disputou Copa do Mundo, que já esteve lá, ou o Neymar?”, disse o treinador ao ex-camisa 10 na última semana.

De acordo com Dunga, para dar chance agora aos meninos da Vila, outros jogadores também deveriam ser lembrados, como o meio-campista Wesley “que está jogando muito no meio-campo”, disse o treinador do Brasil. Wesley decidiu a primeira partida da final do Paulista – fez dois gols na vitória de 3 a 2 contra o Santo André e não jogou a partida decisiva por ter levado um cartão amarelo. O próprio Pelé considera que os atuais meninos da Vila não têm a experiência internacional que ele tinha quando foi à Copa, com 17 anos. Lembrou que, antes de 1958, disputou até a Copa Roca.

O Capitão do Mato não tem jeito mesmo. Só pra contrariar, é capaz de convocar o Wesley. E Ganso, que é o maestro da orquestra? Vou te contar.

Coluna: Ganso, orgulho paraense

No espaço tradicional das terças-feiras, Fernando Maia desfia todos os adjetivos e superlativos para enaltecer Paulo Henrique Ganso, maestro do Santos campeão paulista. “Vi, sem sombra de dúvidas, que o Pará tem atualmente o melhor jogador brasileiro em atividade, o Paulo Henrique Ganso. Não podemos mais dizer que ele é um futuro craque, pois ontem (domingo) deu uma prova de que já é realidade. Mostrou frieza, maturidade, além de uma categoria fora do comum”.
Encantado com as proezas do camisa 10, Maia destaca o passe de letra para Neymar fazer o segundo gol do Santos. Aplaude também a demonstração de maturidade de Ganso, recusando-se a deixar o campo e preferindo liderar seu desfalcado time nos minutos finais da decisão.
“Quando Robinho e Neymar se apagaram no jogo, o herdeiro de Giovanni no alvinegro praiano assumiu a responsabilidade pegou a bola e prendeu no ataque, sofrendo faltas e ganhando escanteios. Quase fazendo um gol de falta do meio de campo, para coroar a sua atuação”, descreve.
Diz, ainda, que alegra-se em ver que Ganso não ficou em Remo ou Paissandu, onde “certamente não iria servir para jogar nos nossos clubes, já que é um jogador da terra, e nós não gostamos disso”. Conclui rogando aos céus que Dunga tenha visto o mesmo jogo e, atendendo ao clamor de milhões de brasileiros, leve Ganso e Neymar para a Copa. 
Ninguém, em sã consciência, haverá de discordar do apaixonado torcedor. Tomo a liberdade de acrescentar que, desde Sócrates no auge, o Brasil não produzia um meia-armador clássico, canhoto, com o talento objetivo de Ganso e sua destreza para os passes de primeira. É uma preciosidade que nenhum time (ou seleção) no mundo pode esnobar. 
 
 
Já Paulo Tarcísio Ponte Souza resolve contestar os dados da explosiva pesquisa Datafolha, que destacou o Paissandu como detentor da maior torcida do Norte. “Curiosamente, essa superioridade não se confirma na presença de público nos estádios paraenses. Segundo o balanço, obtido através dos borderôs no site da FPF, referentes ao campeonato de 2010, o Remo levou a campo 87.700 torcedores e o Paissandu, 68.713 torcedores. A diferença é de 18.987 em favor do Leão”. 

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Na 3ª rodada da Taça Metropolitana, domingo, na Curuzu, o técnico Nad, do sub-17 do Paissandu, invadiu o campo para protestar pela desmarcação (correta) de um gol pelo árbitro da partida. Descontrolado, Nad e um auxiliar tentaram agredir o árbitro com tapas, chutes e empurrões. A deplorável cena talvez tenha sido inspirada no showzinho de Sandro no último Re-Pa, quando disparou todo tipo de desaforos e ameaças contra o bandeirinha, depois de ser expulso.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO, edição de terça-feira, 4)