
Resenha lendária do crítico musical Lester Bangs sobre o disco de estreia do Black Sabbath:
“Muito além das faixas do mundo industrial de um país chamado Cream existem trabalhadores não-qualificados como o Black Sabbath, que surge como um ritual roqueiro de uma celebração de uma missa satânica ou algum outro tipo de enganação. Talvez uma resposta britânica ao Coven. Bem, eles não são tão ruins assim, mas isso é todo o crédito que merecem. O álbum todo é uma enganação, com uns títulos sombrios e letras vazias que soam como o Vanilla Fudge pagando um tributo ao Aleister Crowley. O álbum não tem nada a ver com espiritualismo, oculto ou qualquer coisa como cópias baratas dos clichês do Cream aprendidos de algum manual barato repetidos com uma frequência irritante. Os vocais são esparsos com a maior parte do álbum sendo preenchida com lentas linhas de baixo sobre uma guitarra que se prende a imitar os claptonismos dos piores momentos do Cream. Eles ainda têm a coragem de fazer duelos discordantes entre guitarra e baixo como numa corrida maluca para encontrar os perímetros musicais que parecem ter esquecido — igualzinho o Cream! Porém, pior.”
Bangs foi considerado o maior crítico da história do rock. Tinha posições polêmicas, texto brilhante e frases demolidoras. Morreu em Nova York, em 1982, aos 33 anos, vítima de uma overdose acidental de dextropropoxifeno (um analgésico opióide), diazepam (benzodiazapam) e NyQuil. Em 1970, ele resenhou o álbum de estreia do Black Sabbath. Sua opinião, corrosiva, sobre o disco do Sabbath é esta reproduzida acima.
Geralmente quando um crítico destes fazia uma análise negativa de alguma banda, eu corria para comprar a “bolacha”.
Tinha certeza que o disco era de ótima qualidade.
Nunca me arrependi!
Kkkkk
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