
O estádio Jornalista Edgar Proença não receberá jogos durante o mês de janeiro. A informação foi divulgada pelo titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Arlindo Silva, na tarde desta segunda-feira, na reunião que teve a participação da Federação Paraense de Futebol (FPF), órgãos de segurança e representantes dos clubes que disputarão o Parazão. O estádio virou alvo de preocupações depois que pedaços de reboco desabaram e destruíram assentos.
“Eu não gostaria de dar essa notícia. Infelizmente, em janeiro, se torna impossível o Mangueirão ter estado de uso para jogos. Segundo o Corpo de Bombeiros e a engenharia, já está sendo providenciado, até sexta-feira, um laudo do lado A e do lado B para detectar possíveis patologias do Mangueirão. Entendemos a situação dos clubes, mas a nossa preocupação é com a segurança”, disse o secretário da Seel.
O Remo deve ser o maior prejudicado com a interdição do Mangueirão, já que realizará todos os jogos como mandante no estádio estadual. Foram discutidas possibilidades de alterações nas datas dos confrontos do Leão, que faria, inicialmente, dois jogos fora: contra o São Raimundo, no dia 26, em Santarém, e no dia 31, diante do Independente, em Tucuruí. Os azulinos só voltariam a atuar na capital no dia 9 de fevereiro, diante do Tapajós, situação contestada pelo presidente Fábio Bentes.
“Isso deve ser definido com um laudo. Inicialmente teria o adiamento (do jogo contra o Tapajós) em uma semana, pro dia 27. A Federação colocou dificuldade em adiar, pois o jogo contra o São Raimundo será nessa data. Não estrear em Belém traz um prejuízo muito grande, não só financeiro, mas técnico. São dois jogos fora, se os resultados não forem favoráveis, como vai ser? Afasta a torcida, dificulta o campeonato. Não há uma sequência de estreia de nenhum clube com dois jogos fora. A tabela tinha sido anunciada com antecedência, com a ordem dos jogos. Há uma série de critérios que precisam ser obedecidos. Sei que o que aconteceu foi algo extraordinário, mas a gente precisa pensar no que é melhor para o Remo, sem descartar a segurança dos torcedores”, disse Fábio, informando que já foram vendidos antecipadamente mais de 6 mil ingressos.
A possibilidade do recebimento de uma compensação financeira por parte do Governo do Estado foi sugerida pelo presidente do Paissandu, Ricardo Gluck Paul. O Papão também sairia prejudicado com a interdição do estádio, pois o primeiro clássico Re-Pa da temporada deve ter nova data, saindo do dia 10 para o dia 17 de fevereiro.