
Enquanto isso…


Nota de entidades ligadas à UFPA em solidariedade à professora Rosaly Brito, alvo de crítica do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que classificou de “desonestidade intelectual” a proposta de um curso livre sobre mídia e golpe no Brasil.
Abaixo, na íntegra:
O Instituto de Letras e Comunicação (ILC), a Faculdade de Comunicação (Facom), o Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCom) e o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Política e Amazônia (Compoa), da Universidade Federal do Pará (UFPA), manifestam-se em solidariedade à professora Rosaly Brito, mencionada de forma desrespeitosa em artigo do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que define como “desonestidade intelectual” a proposta de criação de disciplina optativa nessa Faculdade sobre Mídia e Golpe no Brasil.
Essa iniciativa é parte de um amplo movimento das universidades públicas brasileiras em defesa da liberdade de cátedra, da autonomia universitária e da necessidade de reflexão sobre os acontecimentos políticos recentes no país. O movimento teve início após ameaça de retaliação do Ministério da Educação (MEC) ao Professor Luis Felipe Miguel, da Universidade de Brasília (UnB), por disciplina sobre esse tema ofertada no Instituto de Ciência Política da UnB. Envolve, portanto, um conjunto de professores (as) e pesquisadores (as) renomados (as), com estudos consistentes na área de Comunicação e Política e em várias outras disciplinas das humanidades.
O jornalista Lúcio Flávio Pinto tem um trabalho de reconhecida e inegável importância na defesa da Amazônia e já participou de inúmeras atividades acadêmicas na Facom, inclusive como professor. No artigo, contudo, sem demonstrar informações aprofundadas sobre a iniciativa, refere-se de modo irônico e desrespeitoso aos professores que propõem essa disciplina optativa e à própria Faculdade de Comunicação.
Reafirmamos o compromisso do ILC, da Facom, do PPGCom e do Compoa com o pensamento crítico, com a autonomia universitária e com a necessária reflexão sobre a conjuntura política atual do país, que em muitos sentidos constitui uma afronta à democracia brasileira.

“O que esperar de uma pessoa que nunca manifestou alegria quando o Brasil saiu do mapa da fome e hoje está feliz com a possibilidade de Lula ser preso a despeito de tudo o que está sendo noticiado?”.
Elika Takimoto, no Twitter

O técnico e ex-jogador Frank De Boer criticou José Mourinho, em rede nacional, por não dar tantas oportunidades ao atacante inglês Marcus Rashford, destaque na vitória do Manchester United sobre o Liverpool por 2 a 1, marcando dois gols, no último sábado, pelo Campeonato Inglês. A resposta de Mourinho foi rápida – e na canela.
“É uma pena que Mourinho seja técnico do Rashford, ele merece ter mais chances, mas Mourinho não é assim, ele quer resultados, se o jogador não for bem em um ou dois jogos, o que é normal para um jovem, ele o coloca no banco. Ele (Rashford) é novo e talentoso, precisa jogar mais”, comentou De Boer.
Perguntado na coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, sobre a presença do jovem atacante inglês no jogo contra o Sevilla, na próxima terça-feira, pela Liga dos Campeões da Europa, Mourinho se mostrou irritado com a crítica do ‘pior técnico da história do Campeonato Inglês’. (Da Placar)


O técnico Tite anunciou nesta segunda-feira, na sede da CBF, no Rio, os convocados da seleção brasileira para os últimos testes antes da lista final para a Copa do Mundo da Rússia, que será divulgada em maio. Sem Neymar,lesionado, e com algumas vagas abertas, o treinador optou por convocar 25 jogadores e apostou em novatos: Willian José, da Real Sociedad, e Anderson Talisca (Besiktas).
Os laterais Fagner (Corinthians) e Filipe Luís (Atlético de Madri) ganharam a preferência do treinador nas laterais. Na zaga, ele convocou um jogador a mais, dando a entender que Geromel (Grêmio) e Rodrigo Caio (São Paulo) lutarão por uma vaga na Copa.

Diego (Flamengo) e Giuliano (Fenerbahce), que vinham sendo constantemente chamados, perderam vagas para Fred (Shakhtar) e Anderson Talisca (Besiktas). No ataque, com a volta de Neymar para a Copa, Douglas Costa (Juventus), Willian José (Real Sociedad) e Taison (Shakhtar) devem brigar por uma vaga.
A seleção brasileira enfrentará a Rússia, dia 23 de março, em Moscou, e quatro dias depois, visitará a campeã mundial Alemanha, em Berlim. (Com informações da Placar)

Por Mauro Donato, no DCM
Está começando a aparecer a patrulha fundamentalista praticada em escolas contra disciplinas como história e geografia, que são entendidas por esses guardiões da moral e dos bons costumes como ‘doutrinação’. Praticada por jornalistas e não por grupos acéfalos como o MBL contra estudantes adolescentes de segundo grau, porém, fica feio.
O golpe está sendo amplamente ‘ensinado’ nas universidades brasileiras, mas governo e jornalões de direita estão subindo nos tamancos com tal matéria. No editorial ‘Golpes de insensatez’, em 28 de fevereiro, a Folha de S.Paulo publicou:
O título da disciplina já deveria repelir o aluno prudente de ciência política. A ementa, na qual se leem expressões como ‘ruptura democrática’ com a deposição da presidente Dilma Rousseff e ‘agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades’, desfaz qualquer dúvida que se pudesse ter quanto ao alinhamento partidário da matéria.
Para eles, não houve golpe e falar sobre isso é ‘desonestidade intelectual’, tratar do assunto em universidades é ‘desvio de finalidade da coisa pública’. “Golpe” só assim, entre aspas, sarcasticamente.
O que tem deixado esses pessoal enraivecido é a decantação do estágio atual. Passada a turbulência, ‘golpe’ é o termo exato para descrever o que houve (ninguém mais com um mínimo de bom senso chama o golpe de 1964 de ‘Revolução’, certo?) e isso está claro mundialmente.
Mais de cem docentes das mais famosas universidades dos Estados Unidos assinaram um manifesto de repúdio à perseguição que passou a ocorrer contra o professor e historiador Carlos Zacarias da Ufba (Universidade Federal da Bahia) e contra o que consideram ser um tolhimento da liberdade de expressão e do fomento ao debate de ideias nas universidades brasileiras.
Capitaneado pelo professor James Green, da Universidade Brown, o movimento ‘Acadêmicos e Ativistas pela Democracia no Brasil’ é composto por docentes que não apenas sabem o que estão falando como conhecem de fato o Brasil.
“Conhecemos o Brasil e conhecemos as ameaças à democracia que estão ocorrendo lá”, declarou James Green. O manifesto enviado pelo grupo tem como destinatário o ministro da Educação, Mendonça Filho, e explicita a desaprovação ao escrutínio ao qual estão submetendo a vida e o departamento de um historiador de renome como Zacarias.
O que James Green certamente gostará de saber é que o tiro saiu pela culatra.
Ao tentar censurar o curso ‘Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil’, o resultado foi que hoje já são 34 universidades em todo o país que preparam ou já ministram cursos com a finalidade de debater e explicar os meandros do golpe que catapultou Dilma Rousseff do Planalto.
UEA, Uerj, UFABC, UFBA, Ufes, UFG, UFMGS, UFRJ, UFSC… Enfim, trinta e quatro, pode procurar, há uma universidade próxima de você. Só o do Instituto de Filosofia e Ciência Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebeu nada menos que 850 inscrições. A procura foi tanta que a universidade decidiu abrir o curso também para audiência remota e disponibilizará as aulas em vídeo.
O curso ‘O Golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil’ irá abranger ‘a caracterização de golpe de Estado na teoria política’, ‘a fragilidade da democracia no Brasil’, e ‘a devastação do trabalho na era Michel Temer’. O presencial terá 15 semanas de duração. Infelizmente, mais breve que a intervenção militar no Rio de Janeiro.
Quer ver um golpista dar piti é dizer que foi golpe. Ainda em 2016 – então como vice, mas já como abutre de olho na carniça –, Michel Temer já buscava frear a propagação do ‘conceito’. Em entrevistas repetia que “os procedimentos do impeachment estão em linha com a Constituição do Brasil” e que “falar sobre golpe de Estado prejudica a imagem do País no exterior”.
Bem, Temer é um cidadão acima dos demais que merece um ‘tratamento diferenciado’, como disse o ministro da Justiça, Torquato Jardim, portanto pode querer o que bem entender. Mas entre o querer e o poder, vai um salto. O termo ‘golpe’ não foi sepultado como gostaria o ex-vice decorativo. Pelo contrário. Está sendo muito bem explicado, em instituições de nível superior.
Governo autoritário e golpista (ou seria golpista e autoritário?), tenta tapar o sol com a peneira e convence barões da mídia apaniguados. Mas acadêmicos, professores, historiadores e o resto do mundo têm outra opinião sobre o ‘processo que levou ao impeachment’ de Dilma, sem um crime de responsabilidade apontado.
A UFPA, através do Curso de Comunicação Social, também vai realizar o curso livre sobre o golpe de 2016. Sob ataque de velhos jornalistas reacionários que enganaram por tanto tempo, dando a falsa impressão de democratas e progressistas.

Carl Holsoe (1863-1935), “Mulher na janela”. A grande arte ao alcance de todos.

Por Kennedy Alencar, em seu blog
Cresceu a possibilidade de o ex-presidente Lula ser preso até o fim do mês devido à condenação no processo do apartamento no Guarujá. Todos os sinais do STF (Supremo Tribunal Federal), corte que poderia impedir a prisão de Lula após o fim do julgamento de todos os recursos no TRF-4 (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, indicam isso.
A 8ª Turma do TRF-4 deverá analisar os recursos da defesa de Lula na última semana de março. Como a 8ª Turma tende a confirmar a condenação de janeiro, haveria a execução da pena em seguida. Ou seja, prisão do ex-presidente.
No STF, o ministro Edson Fachin, que poderia pedir ao plenário para julgar rapidamente o habeas corpus apresentado pela defesa de Lula, tem sinalizado que não fará isso. Portanto, o cenário mais provável é a possibilidade de prisão até o fim deste mês.
Se o TRF-4 deixasse para analisar o caso em abril e a presidente do STF, Cármen Lúcia, submetesse a análise do plenário duas ações de repercussão geral sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, haveria chance de Lula evitar a prisão. Mas o TRF-4 tem acelerado o julgamento de Lula, e Cármen Lúcia já divulgou a pauta de abril sem prever inclusão das ações que permitiriam rediscussão do plenário sobre execução da pena de prisão após condenação em segunda instância.
É uma decisão política de uma juíza. A presidente do STF atua de forma contraditória na comparação com ocasiões do passado em que a classe política demandou a apreciação de casos de ampla repercussão política.
Por exemplo: ela levou a julgamento em outubro do ano passado uma ação de três partidos (SD, PP e PSC) que pedia que o afastamento do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, determinado pelo Supremo, tivesse de ser analisado previamente pela Câmara. Ao final, prevaleceu a decisão, por 6 a 5, de que o Congresso deve ser consultado antes da aplicação de medidas cautelares que impeçam o exercício do mandato.
Naquele episódio, havia pressão política semelhante à que existe hoje em relação à eventual prisão de Lula. Foi com o voto final de Cármen Lúcia que prevaleceu a decisão que acabaria beneficiando o senador Aécio Neves, do PSDB, e o manteria no exercício do mandato.
Há no Supremo um debate interno sobre a execução da pena após decisão condenatória na segunda instância. Existem duas ações de repercussão geral que poderiam levar a uma mudança dessa jurisprudência. Carmén Lúcia é contra essa alteração e não quer debater o tema.
Atualmente, o STF autoriza a possibilidade de prisão após a condenação na segunda instância. Se rediscutisse o caso, a corte poderia mudar essse entendimento, determinando a espera de uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), já na terceira instância, para autorizar a execução da pena de prisão.
Cármen Lúcia já deu prova de que faz política quando julga conveniente, como ao receber o presidente Michel Temer no último fim de semana em sua casa. No caso de Lula, ela age de forma que prejudica o ex-presidente, ainda que mais à frente ele consiga ter sucesso num recurso no STJ ou no STF para tirá-lo da eventual prisão. Mas já teria ocorrido a ida dele para a prisão, o que tem enorme efeito simbólico.
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Acirrar ânimos
Do ponto de vista político, a eventual prisão vai acirrar ainda mais os ânimos no país. Deverá dividir ainda mais o Brasil.
As pesquisas mostram um país cindido em relação a Lula. Metade o quer na cadeia. A outra metade julga que ele não merece tal destino. Não será uma decisão que será aceita passivamente por uma parcela da sociedade.
Deverá haver protestos. Deverá haver enorme repercussão internacional. Terá peso simbólico triste a eventual prisão do primeiro presidente do Brasil que possui realmente uma origem popular.
Para alguns segmentos da sociedade, será mais um sinal de fim da impunidade, de aplicação da lei penal com mais rigor contra poderosos. Para outros setores sociais, será uma perseguição judicial, uma violência de uma Justiça seletiva que utiliza mais uma vez na História o discurso do combate à corrupção para enfraquecer projetos políticos que combateram a desigualdade social e beneficiaram os mais pobres do país.
Do ponto de vista eleitoral, a prisão pode fortalecer a capacidade de Lula transferir votos se for confirmada a sua exclusão das urnas.
A eventual prisão também deverá elevar o debate público sobre a condenação no processo do apartamento no Guarujá, considerada frágil por boa parte dos advogados criminalistas e professores de direito penal do país e defendida por Sergio Moro e as principais figuras da Lava Jato. Esse processo tem fragilidades jurídicas que tenderão a ser vistas no futuro como uma injustiça histórica.
O golpe tem pressa, muita pressa… Tio Sam exige celeridade nas medidas.

Há 47 anos, a banda Allman Brothers lotou por duas noites seguidas a lendária casa de shows Fillmore East, em Nova York, pertencente ao megaempresário Bill Graham. Nesta data, 12 de março de 1971, foi produzido também seu primeiro álbum ao vivo “At Fillmore East”. Cachê de cada show: 1.250 dólares. Os irmãos Duane e Gregg Allman (1947-2017), acompanhados de um baixista, um tecladista e dois bateristas, tocaram sete canções naquela noite eternizada em vinil.
O guitarrista Duane foi vítima de um trágico acidente de moto meses antes do lançamento e do sucesso de At Fillmore East. A colisão entre sua motocicleta Harley-Davidson e uma caminhonete ocorreu em Macon, em 29 de outubro de 1971, atirando-o no asfalto. A moto caiu sobre ele, causando sérios danos aos órgãos internos. Duane foi levado ao hospital e operado, porém não resistiu, morrendo algumas horas depois, semanas antes de seu 25º aniversário.

A segunda derrota para o Clube do Remo em 2018 enfureceu parte da torcida do Paissandu, domingo à noite, no Mangueirão, logo após o clássico. Cerca de 100 torcedores organizou um protesto ruidoso em frente aos vestiários da equipe, criticando jogadores e exigindo atitude por parte da diretoria.
O ponto de encontro da torcida foi no portão B2, por onde passaria o ônibus, com diretores, comissão técnica e jogadores do PSC. Com gritos e xingamentos, palavras de ordem (“Queremos time!” e “Fora, Perema!”), houve até uma tentativa de invasão da área reservada a credenciados, mas a situação foi contornada com a chegada do policiamento.

A revolta continuou na área externa do estádio. Os protestos se transformaram em atos de vandalismo, com pedras e objetos atirados contra o ônibus do Paissandu. Algumas janelas foram quebradas, mas nenhum jogador ou integrante da comissão técnica foi atingido.

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