Hasta siempre!

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Reaças de todos os matizes que atacam Fidel não esclarecem uma questão fundamental: como ditador tão cruel conseguiu fazer tanto por seu povo? Além da indiscutível fibra e bravura para enfrentar Tio Sam, legou à Cuba um dos melhores IDH’s do planeta. Na pequena ilha, não há fome, mortalidade infantil ou criminalidade. A educação é de alto padrão e a medicina é uma das mais respeitadas e avançadas.

Curiosamente, seus detratores não podem dizer o mesmo de ícones da tal “maior democracia do mundo”, como Kennedy, Nixon, Reagan, George W. Bush e Obama, todos contemporâneos dele. Não se pode ignorar os erros que cometeu – mas quem não os comete? Acontece que Fidel fez por sua gente mais do que todos os governantes de seu tempo. Por isso, tem que ser respeitado.

Viva el Comandante, hasta victoria siempre!!

8 comentários em “Hasta siempre!

  1. Que eu saiba, defender os direitos humanos é ser progressista,como é o meu caso.Gerson,leia a coluna do Elias Pinto neste domingo no Diário,sobre escritores perseguidos por Fidel apenas por serem homossexuais.E quanto a cometer erros para justificar acertos,isso é um completo despropósito.Fosse por isso,vamos então inocentar o Pinochet,que fez um ótimo trabalho na economia chilena.Isso não o livrou de ser um facínora que matou milhares de pessoas.Ao cultuar um ditador,você acaba se tornando o maior reacionário daqui, Gerson.Francamente…

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  2. Será que os mineiros sobreviventes, ou seus descendentes, pra ficar só em dos segmentos mais importantes da classe trabalhadora chilena, acham que Pinochet “fez um ótimo trabalho na economia”,ou apenas aumentou o fosso social deixado pelo Oliveira Salazar chileno?
    Quanto aos dois escritores citados, Reinaldo Arenas, descobriu-se mais tarde, virou di$$idente persuadido por argumentos vindos de Miami; e Cabrera Infante, apesar de um puta escritor, almejava ser best seller em um ambiente infenso ao estrelismo. Chegou a ponto de desembarcar nos EUA em uma cadeira de rodas e diante de repórteres ávidos pela descrição das atrocidades que sofreu na ilha levantou-se, como se fosse um ungido pelo pastor Waldomiro. Não dá!

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  3. Mas, afinal: Fidel Castro foi mesmo um ditador? Se foi, com base na experiência cubana de Fidel, é possível dizer que ditadura é uma boa forma de governo para a maioria dos governados?

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  4. Cuba é Cuba. Brasil é Brasil. Sei muito bem disso.

    Mas, quem falou em Brasil, aqui?

    Não há atropelos. Foram duas perguntas. Uma relacionada exclusivamente à Cuba e a seu eterno comandante; outra, tomando por base a Cuba de Fidel, relacionada ao valor de uma ditadura para a maioria dos governados.

    Enfim, duas perguntas perfeitamente consentâneas e afinadas com a lógica proposta nos indicadores humanos e sociais referidos na postagem.

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    1. A segunda pergunta busca estabelecer comparações e o Brasil, obviamente, pode ser referenciado nisso. A questão permanece mesma: realidades absolutamente distintas.

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  5. Como disse o Amorim, num comentário acerca d’outra postagem aqui no Blog: ‘o detalhe não vale uma polêmica’, mas é preciso que fique claro, que minha segunda pergunta, com absoluta certeza, não quis fazer nenhuma comparação.

    A indagação reportou-se à Cuba, tomando como referência os indicadores humanos e sociais que a postagem disse vigorarem em Cuba como resultado direto do governo do comandante falecido. Enfim, trata-se de questionamento que, em princípio, reclama uma resposta tendo presente a situação específica de Cuba. A possibilidade de generalização do teor da resposta para qualquer outro país não é uma decorrência automática. Inclusive porque há a possibilidade de que alguém responda que em Cuba não há uma ditadura, o que esvazia o objeto da segunda pergunta; ou que respondendo que há ditadura, também responda que mesmo com excelentes indicadores sociais e humanos, uma ditaduranão seja algo bom para a maioria dos governados,

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