FGTS completa meio século de existência

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) completa 50 anos, nesta terça-feira (13), com um total de R$ 498 bilhões em ativos, patrimônio líquido superior a R$ 100 bilhões e se consolida como um dos principais agentes de desenvolvimento do país. Nesse período, mais de R$ 426 bilhões foram aplicados em obras de moradias populares, rodovias, portos, hidrovias, aeroportos, ferrovias, energia renovável e saneamento básico.

Os investimentos a serem aplicados, até 2019, em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana, ultrapassam R$ 218 bilhões, conforme orçamento aprovado pelo Conselho Curador do FGTS. Mais de 4 mil municípios (73%) já tiveram obras financiadas com recursos do Fundo. Até junho deste ano, o Fundo havia aplicado mais de R$ 28 bilhões em obras, em todos os Estados do Brasil.

Criado no dia 13 de setembro de 1966, o FGTS funciona como uma poupança paga pelo empregador em nome do empregado, equivalente a 8% da remuneração, sem descontar do salário do trabalhador. Desde sua criação, já foram realizados mais de 702 milhões de saques das contas vinculadas totalizando mais de R$ 890 bilhões injetados na economia brasileira.

Em 2015, os trabalhadores realizaram 37,8 milhões de saques, num total de R$ 100 bilhões, nas 31 modalidades previstas em lei. Atualmente, o Fundo conta com 37,6 milhões de contas ativas, que recebem depósitos mensais regulares, efetuados por 4,2 milhões de empregadores.

Cai o pai do impeachment

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O grande responsável pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff foi cassado pela Câmara dos Deputados na noite desta segunda-feira. Acusado de uma série de crimes, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) perdeu o mandato de deputado por 450 votos contra 10 – houve 9 abstenções.

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Trio CSN garante 71% dos gols do Fogão

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As boas atuações de Camilo, Sassá e Neilton nos últimos jogos foram determinantes para a arrancada do Botafogo no Campeonato Brasileiro e animaram a torcida botafoguense, que, nos estádios e nas redes sociais, já se refere aos jogadores como trio CSN – uma alusão ao trio MSN, formado por Messi, Suárez e Neymar no Barcelona. A trinca alvinegra é responsável por 71,8% dos gols do Botafogo na competição, já que marcou 23 dos 32 tentos da equipe.

Sassá, empatado com o atleticano Robinho e o palmeirense Gabriel Jesus na artilharia, soma dez gols no Brasileiro. Neilton balançou as redes em sete oportunidades ao longo da competição. Camilo, que estreou pelo Botafogo no fim de junho, chegou aos seis tentos na vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro, ontem, no Mineirão.

Sem abrir mão da filosofia pés no chão, presente no discurso de quase todos os integrantes do clube, Camilo compartilha os créditos pela boa fase com os outros atletas do elenco e com o técnico Jair Ventura.

“[A reação] Tem a ver com todos os profissionais que fazem parte do Botafogo. Nós assimilamos as ideias dele [Jair]. Estamos atuando em grupo. Temos que continuar com os pés no chão para atingir as nossas metas”, disse.

O objetivo inicial é se livrar definitivamente da luta contra o rebaixamento para, aí sim, lutar por outras metas. “Temos que ter cautela. Tem que procurar manter essa regularidade que tanto esperávamos. Crescemos no momento certo do campeonato”, frisou.

Jair Ventura fez questão de frear a empolgação da torcida e afirmou que não é o momento adequado para almejar uma vaga entre os quatro melhores do Brasileiro.

“Quando eu assumi, estávamos na zona de rebaixamento. Não dá para pensar em G-4. O torcedor tem esse direito, mas nós, que somos profissionais, temos que pensar no nosso objetivo principal”, destacou.

Na quarta-feira, às 19h30, o Botafogo, em busca de sua quarta vitória consecutiva no Brasileiro, recebe o Santos em sua arena, na Ilha do Governador. (Do UOL)

Central dos Sindicatos reage contra medidas que afetam direitos trabalhistas e previdenciários

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) decidiu conclamar todos os sindicatos filiados e trabalhadores do País a empreenderem uma campanha contra a aprovação de medidas que possam restringir direitos trabalhistas e previdenciários. A ação faz parte de uma resolução aprovada pela Diretoria Executiva Nacional da Central após três dias de debates e deliberações, de 8 a 10 de setembro, em Brasília.

“O corte de direitos não promove a geração de empregos. Ao contrário, ele causa dificuldades econômicas, queda de arrecadação do Estado, além da diminuição do mercado interno, da qualidade de vida dos trabalhadores e o aumento da miséria e da fome”, relata o documento.

O texto cita como exemplos de retrocessos o estabelecimento da idade mínima para a aposentadoria, a aprovação do acordado sobre o legislado e de quaisquer outras medidas que tenham o objetivo de prejudicar os trabalhadores.

“As reformas trabalhista e da Previdência são temas que preocupam toda a classe laboral e, por isso, também foram prioridades durante as discussões travadas na reunião de nossa Diretoria Executiva. A CSB está acompanhando de perto a situação. Estamos abertos ao diálogo e vamos lutar para que nenhum direito seja suprimido”, afirmou Antonio Neto, presidente da Central.

A resolução aprovada traz também uma série de pontos em defesa da retomada do desenvolvimento econômico e social do País, entre eles a redução da taxa de juros, a ampliação de políticas para formalização do trabalho e a reorganização do sistema tributário brasileiro.

Durante três dias de debates, a reunião da Executiva Nacional foi palco de importantes discussões com a presença de juristas e especialistas renomados, como o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o ministro do TST Maurício Godinho Delgado, o desembargador Mário Macedo Fernandes Caron e o procurador do Trabalho João Carlos Teixeira, entre outros. Detalhes sobre cada um dos painéis apresentados pelos palestrantes podem ser encontrados em reportagens no site da CSB, no endereço www.csbbrasil.org.br.

Galeria do rock

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Fleetwood Mac, anos 70. Formação original, com Mick Fleetwood, Stevie Nicks, John McVie, Christine McVie e Lindsey Buckingham.

Fórmula 1 já tem um novo dono

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POR RENAN MARTINS FRADE, no Linkedin

A maior categoria de automobilismo do mundo tem, agora, um novo dono. Trata-se da Liberty Media, que anunciou que comprou a Formula One Group, a responsável pela promoção e exploração dos direitos comerciais da F1, por US$ 8 bilhões. A empresa com sede nos EUA recebeu 18,7% das ações de forma imediata, com o restante passando para as mãos deles no primeiro bimestre de 2017 após serem cumpridos os trâmites legais.

A CVC Capital Partners, que era a sócia majoritária da categoria desde 2006, irá receber parte do pagamento em dinheiro e parte em ações da própria Liberty, que irá absorver o antigo grupo e renomear a si mesma Formula One Group. A CVC terá 65% da nova empresa, mas sem direito a voto no conselho.

Isso, claro, é o papo acionário — que é relevante. Porém, mais importante do que isso, é saber quem é essa tal de Liberty Media e o que ela pretende com a F1. Uma dica: entretenimento.

Para entender, vamos voltar ao começo do conglomerado midiático. A empresa surgiu no já longínquo ano de 1991, criada a partir de diversos negócios da Tele-Communications, Inc., a TCI, que começou a trajetória como uma operadora de TV paga de Denver, Colorado. John C. Malone, presidente da TCI desde de 1972, foi chefiar a então nova companhia, que já nascia dona do Discovery Channel.

O foco do Liberty, desde o primeiro dia, é controlar empresas de sucesso no mundo do entretenimento, adquirindo ou lançando os mais diversos negócios na área – entre eles, as distribuidoras de conteúdo e canais pagos Encore e Starz, que chegaram a se tornar uma só empresa no final dos anos 1990. Além disso, na mesma década, a companhia entrou em uma joint-venture para participar naquilo que se tornaria o Fox Sports.

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O pulso ainda pulsa

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo foi goleado em Fortaleza e ficou em situação complicada para se classificar ao mata-mata da Série C. Por sorte, o empate entre ASA e Botafogo reabriu as chances, desde que na rodada final o time vença o América e o ASA não passe pelo ABC em Natal.

A rigor, o que aconteceu na Arena Castelão não chegou a ser surpreendente, levando em conta as últimas atuações do time até mesmo dentro de Belém – como no empate diante do Salgueiro.

unnamed-80Perder para o Fortaleza na capital cearense é resultado normal. O problema estava na ausência de forças e de organização para obter um placar melhor. O primeiro tempo foi até razoável. Mesmo em desvantagem, o Remo tinha motivos para acreditar numa recuperação na segunda etapa.

Acontece que para equilibrar as ações e pleitear o empate, que seria um belíssimo resultado, o Remo precisaria ter mais movimentação entre suas linhas, cuidando de não dar espaços e evitando abrir buracos defensivos.

Ocorre que o time se perdeu tanto no aspecto coletivo quando no individual. O primeiro gol cearense foi um primor de desatenção. Uma bola disputada com despretensão pelo lateral Wellington Saci permitiu um cruzamento perfeito para o interior da área e a finalização para as redes.

Renato Justi, o zagueiro estreante, ainda conseguiu empatar lançando mão de algo que o Remo faz pouquíssimas vezes: chutar de fora da área. Acertou uma bomba, que desviou na zaga e enganou o goleiro.

Quase ao final do primeiro tempo, o Fortaleza faria o segundo, em lance que contou com boa vontade da arbitragem. Um atacante em impedimento se abaixou para a bola passar, interferindo diretamente no lance.

Com a queda de rendimento na etapa final, o cenário que já não era favorável ficou muito pior. O técnico Waldemar Lemos, que já havia lançado Oswaldir sem explicar o motivo, precisou mexer na equipe, mas não tinha muitas alternativas disponíveis.

Ciro¿ Levy¿ Flamel¿ Como tem ocorrido sempre, nenhuma substituição funcionou. Com isso, a mínima resistência foi vencida e o Fortaleza consumou a goleada, contando ainda com a destacada colaboração do goleiro Fernando Henrique no lance do terceiro gol.

O leitor há de perguntar o que levou o Remo de Waldemar Lemos a regredir tanto nas últimas rodadas. Tenho uma teoria. O técnico, ao assumir, injetou ânimo no grupo e se beneficiou do entusiasmo geral pela fase de vitórias consecutivas em casa.

Aos poucos, porém, o trabalho foi sendo atrapalhado pelo desgaste físico de boa parte do elenco (Eduardo Ramos à frente) e agravado pela insistência do técnico com alternativas improdutivas. Fernandinho no ataque é a mais notória delas. Com parceiro tão pouco efetivo, a equipe não consegue aproveitar a boa fase de Edno.

Frequentes mexidas em posições importantes da defesa, com as contusões de Max e Henrique, também afetam a estrutura geral do time. O duo de volantes mostra sinais de esgotamento. Schmoller erra passes em excessos e Yuri nunca mais conseguiu ser o jogador ágil de outras jornadas.

Para adeptos de teorias conspiratórias, qualquer resultado mais espalhafatoso é logo um prato cheio para imaginar tramas de bastidores ou motim de jogadores. Foi assim em relação à derrota do Brasil na Copa de 1998, à surra para a Alemanha em 2014, ao fiasco do Remo na final da Copa Verde 2015 e agora em relação à goleada sofrida em Fortaleza.

Podia esgrimir um monte de argumentos contra a tese do ‘corpo mole’ (em face de salários atrasados), mas prefiro expor o mais óbvio: a limitação técnica do grupo de jogadores que o Remo reuniu para a competição.

Em alguns momentos, o time até foi bem e entusiasmou o torcedor. Ocorre que quase todos os jogos foram ganhos na transpiração e no incentivo maciço do torcedor. É chegada a hora, portanto, de apelar para essas mesmas valências a fim de manter viva a esperança no acesso.

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Chance de premiação dupla no Prêmio Puskas

Camilo começou discretamente no Botafogo. Ninguém levava muita fé nele, como em geral não se leva fé no time alvinegro como um todo. Foi preciso Jair Ventura Filho assumir o comando para que Camilo e outros jogadores passassem a produzir mais.

O Botafogo deixou de lado o formato defensivo e confuso dos tempos de Ricardo Gomes, passando a brigar sempre pela vitória. Sem medo. É claro que, com as deficiências que tem, corre riscos e pode se estrepar, como no confronto contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil.

Ontem, contra a mesma Raposa, a Estrela Solitária brilhou. E Camilo assinou outra pintura de gol, emendando de primeira cruzamento vindo da esquerda. O time, de candidato à queda, já está a cinco pontos do G4.

E tudo graças ao filho do Furacão.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 12)

Povo nas ruas em defesa da democracia

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Milhares de pessoas voltaram a lotar a Avenida Paulista, na tarde e noite deste domingo, em São Paulo, clamando pelo afastamento de Michel Temer da presidência da República, por eleições diretas e em defesa da democracia.

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