
POR RENAN MARTINS FRADE, no Linkedin
A maior categoria de automobilismo do mundo tem, agora, um novo dono. Trata-se da Liberty Media, que anunciou que comprou a Formula One Group, a responsável pela promoção e exploração dos direitos comerciais da F1, por US$ 8 bilhões. A empresa com sede nos EUA recebeu 18,7% das ações de forma imediata, com o restante passando para as mãos deles no primeiro bimestre de 2017 após serem cumpridos os trâmites legais.
A CVC Capital Partners, que era a sócia majoritária da categoria desde 2006, irá receber parte do pagamento em dinheiro e parte em ações da própria Liberty, que irá absorver o antigo grupo e renomear a si mesma Formula One Group. A CVC terá 65% da nova empresa, mas sem direito a voto no conselho.
Isso, claro, é o papo acionário — que é relevante. Porém, mais importante do que isso, é saber quem é essa tal de Liberty Media e o que ela pretende com a F1. Uma dica: entretenimento.
Para entender, vamos voltar ao começo do conglomerado midiático. A empresa surgiu no já longínquo ano de 1991, criada a partir de diversos negócios da Tele-Communications, Inc., a TCI, que começou a trajetória como uma operadora de TV paga de Denver, Colorado. John C. Malone, presidente da TCI desde de 1972, foi chefiar a então nova companhia, que já nascia dona do Discovery Channel.
O foco do Liberty, desde o primeiro dia, é controlar empresas de sucesso no mundo do entretenimento, adquirindo ou lançando os mais diversos negócios na área – entre eles, as distribuidoras de conteúdo e canais pagos Encore e Starz, que chegaram a se tornar uma só empresa no final dos anos 1990. Além disso, na mesma década, a companhia entrou em uma joint-venture para participar naquilo que se tornaria o Fox Sports.