Ex-amante revela o lado Frank Underwood de FHC

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No dia 4 de março, uma das séries mais populares da Netflix, House of Cards, lançará sua quarta temporada, revelando as artimanhas de Frank Underwood, um político sem escrúpulos e capaz de fazer qualquer coisas para chegar ao poder e nele se manter. Coincidentemente, o Brasil acaba de descobrir, por meio da jornalista Mirian Dutra, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o príncipe da sociologia, também tem seu lado Underwood.

Desde que a história veio a público, com a publicação de uma entrevista de Mirian Dutra a uma revista estrangeira (leia aqui), abriu-se um debate na mídia brasileira sobre a natureza do caso: é um assunto privado, que assim deve ser mantido, ou tema de interesse público?

A favor de FHC, deve-se destacar que ele jamais manteve uma conduta hipócrita em relação ao aborto. Na eleição presidencial de 2010, quando o então candidato José Serra, do PSDB, tentou vincular a rival Dilma Rousseff à defesa do aborto, FHC adotou uma postura mais liberal. “Acho que a discussão do aborto em todos os países vai ocorrer. É como a questão da droga, não pode ser eleitoral. É uma questão de outra natureza”, afirmou FHC, para quem esses assuntos não devem ser “politizados”.

No entanto, a segunda entrevista de Mirian Dutra (leia aqui), desta vez às jornalistas Mônica Bergamo e Natuza Nery, revelam que se trata de um escândalo eminentemente público. Eis os motivos:

1) Mirian revelou que FHC usou a empresa Brasif para lhe pagar uma mesada no exterior. A empresa, para quem não a conhece, administrava todos os free shops do País, sendo concessionária da Infraero, uma empresa do governo federal. Hoje, pertence ao grupo suíço Dufry.

2) Mirian também citou que o responsável pelo acerto foi seu cunhado, o lobista Fernando Lemos, que morreu em 2012. Lemos se tornou um dos personagens mais ricos de Brasília durante o governo FHC e dizia abertamente que gerava negócios a partir da gravidez de Mirian Dutra. A quem lhe perguntasse, ele dizia ser pago pelo ex-senador Jorge Bornhausen, do DEM.

3) A entrevista também revela uma faceta cruel da relação de FHC com a ex-amante, deixada de lado por um objetivo maior: o poder. “Quando disse que estava grávida, ele disse ‘você pode ter este filho de quem você quiser, menos meu’. Eu falei: ‘não acredito que estou escutando isso de uma pessoa que está há seis anos comigo'”, afirmou Miriam Dutra.

4) O segredo de FHC também fez com que o ex-presidente ficasse devedor de dois dos maiores grupos de comunicação do Brasil: Globo e Abril, que esconderam o caso, mesmo sabendo que ocultavam uma mentira. Outros veículos poderiam alegar não ter como provar que o filho de Mirian Dutra era de FHC. Mas a Globo sabia. Tanto que exilou sua jornalista-problema. A Abril também sabia, pois, segundo Mirian Dutra, o jornalista Mario Sergio Conti, ex-diretor de Veja, publicou uma nota falsa para abafar o assunto. A que preço o segrego foi escondido, questiona Kiko Nogueira, editor do DCM? (leia aqui)

Se esses quatro pontos não bastassem, há ainda a revelação de que FHC pagou por dois abortos, o que deixa no ar a questão: ele teria sido eleito e reeleito se a mídia brasileira tivesse cumprido seu dever de publicar a verdade? (Do Brasil247)

A máscara da hipocrisia começa a cair. E é só o começo…

13 comentários em “Ex-amante revela o lado Frank Underwood de FHC

  1. Vamos ver agora se há alguma investigação do MP, Moro e a mídia (pra variar a Vênus platinada já está na esquiva…), pois há provas de envolvimento do $$$ público…será?

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  2. E a mídia lulista “desceu pro Play”. Vejamos como se comporta com o desenrolar da “brincadeira”.

    De minha parte, independentemente do que fez ou faz, considero que o fhc foi um presidente pra lá de pernicioso ao Brasil, de modo que, tudo o que ele diz, ou sugere, ou opina, ou recomenda, seja do ponto de vista público, seja do ponto de vista privado, merece muito pouca credibilidade.

    Ele e outros, da marca dele, deveriam aproveitar que quem de direito não os responsabiliza pelos vários malfeitos de que são autores, e, ao menos, se recolher, tal qual os navios naufragados, a uma espécie de submersão política.

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  3. É preciso não misturar aquilo que fez de sua privada com o que fez na pública. Nesta, deve todas as explicações,principalmente quando abre uma off shore pra mandar dinheiro ilegal pra fora do país, independente se era pra namorada, filho ou sabe-se lá o que.
    De qualquer modo, sua ex-aliada nesse affair já lavou as mãos e esqueceu que exilou Mirian, nunca disse um “ai” a respeito do assunto e continuou deitando falação moralista.
    Agora chegamos em um ponto que novelizar o caso será até benéfico pra esconder o principal, aquilo que Leandro Fortes denunciou e foi processado pela denúncia. Enfim, esqueçamos o destrambelhado latin lover e tentemos, em nome do interesse público, apurar mais essa faceta do ‘Príncipe da Privataria’.

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  4. Concordo com o final do texto. So tem hipocrita mesmo. Clinton com a Monica, FHC com a Miriam e Lula com a Rosimeiry. A Monica era estagiária e não ganhou nada. Segundo a entrevista da Miriam o dinheiro que ela recebeu de manutenção foi do próprio FHC. No caso da Rose, ela atuava como segunda-dama e ao mesmo tempo acumulava posições importantes no governo e, até onde se sabe do inquérito que corre contra ela, ela intermediava várias coisas não muito recomendadas para um servidor público. Cada presidente com a sua segunda dama e atrás de cada presidente um conjunto de assessores tentando esconder as puladas de cerca do chefe.

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    1. Calma, Cardoso, devagar com o andor. Nada de ir logo inocentando o grão-vizir tucano. Vamos parar com esse complexo de vira-lata de ficar babando ovo para paulista metido a grã-fino. Ninguém sabe ao certo se o dinheiro era mesmo de FHC, até porque ele usou os préstimos de uma empresa no exterior (Brasif) e o silêncio da Globo, que concordou em deixar a jornalista sem nada fazer na Europa. Tudo muito irregular e sem transparência, como é próprio de bandalheiras do tipo. O fato é que ele, como presidente do país, se prestou a artimanhas ilegais para ocultar a amante e o filho proibido. Agora, imaginemos se fosse o Lula nessa história – por muito menos, já vi neguinho falando na tal Rosemeiry, que só a Veja teve a cara-de-pau de nominar como amante dele. Está divertido ver a poderosa Globo contando os podres do mais hipócrita (até para os padrões do partido) dos tucanos.

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  5. E já descobriram que a irmã da amante é funcionária fantasma do serra, basta procurar um pouquinho que as máscaras dos “salvadores” do Brasil vai cair.

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  6. Muito cedo para lançar farpas se nada ainda foi apurado. Coisas desta natureza são mais lentas que tartaruga. No futuro FHC deve ser intimado a prestar declarações e pode retardar como liminares providenciais, como no caso mais recente sobre o dono do Brasil e sua primeira dama. Aguardemos.

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  7. Gérson,

    Não estou inocentando ninguém. Quem disse que o dinheiro era do FHC foi a própria ex-amante na entrevista. Ela é ou não confiável? Não dá para usar trechos da entrevista para atacar o cara e desconfiar de outros trechos.
    Agora sobre a segunda-dama do Lula até mesmo os urubus dos Ver-o-Peso conhecem o caso. Era só a primeira dama desistir de uma viagem que a segunda ocupava alegremente a posição. Foram 32 viagens internacionais pagas pelo dinheiro público mais vários anos em um emprego público com excelente remuneração. A mamata só acabou com a operação Porto Seguro movida pela Polícia Fedeal. Ja sei, já sei, você vai fizer que toda essa história foi fabricada pela Globo. A Globo comprou vários investigadores, dezenas de testemunhas e falsificou várias provas contra a nossa querida Rose Noronha. Vamos acreditar…

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