Neymar renova com Barcelona até 2021

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A maior conquista do Barcelona em dezembro no Japão não foi a do terceiro Mundial de Clubes sobre o River Plate. A estadia na Ásia serviu para a diretoria do clube catalão acertar a permanência de Neymar por mais cinco temporadas. O novo contrato, assinado na ocasião, valerá a partir do meio deste ano, sendo válido até junho de 2021. O contrato atual tem duração até junho de 2018. Segundo o novo acordo, Neymar passará a ter o segundo maior salário do elenco, atrás de Lionel Messi.

O anúncio da renovação de contrato, que tem sido tema constante na imprensa espanhola, não foi feito no momento de sua assinatura por motivos comerciais e pela questão tributária envolvendo o craque do Barça. A renovação de Neymar com o Barcelona frustra os planos de Manchester City, Manchester United, Paris Saint Germain e do grande rival Real Madrid, todos interessados na contratação do jogador.

Neymar chegou ao Barcelona no dia 3 de junho de 2013. Desde então jogou 131 partidas e marcou 82 gols. Conquistou seis títulos, entre eles o Campeonato Espanhol, a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes em 2015. Na última edição do prêmio Bola de Ouro da Fifa, em janeiro, foi eleito o terceiro melhor jogador do planeta, atrás de Messi e Cristiano Ronaldo. (Da ESPN)

PM limita em 25 mil público nas semifinais do turno

Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, na FPF, a Polícia Militar limitou em 25 mil a capacidade para o público no estádio Mangueirão nos jogos das semifinais do turno. A PM alerta que não há espaço suficiente, com as obras do BRT na Augusto Montenegro, para a entrada e saída dos torcedores, daí limitar o público nos dois jogos.

O que há por trás da demissão do diretor da Veja

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POR PAULO NOGUEIRA, no DCM

Muito pouco, muito tarde.

A remoção do diretor da Veja Eurípides Alcântara chegou com anos de atraso, e a rigor não significa quase nada exceto o desespero da Editora Abril. É como um time de futebol que troca o técnico diante da ameaça do rebaixamento.

O novo diretor, André Petry, embora com uma longa passagem pela Veja no passado, é menos comprometido com o jornalismo criminoso adotado pela revista na Era PT. Para mudar alguma coisa verdadeiramente você teria que mudar os donos da Abril, os Civitas.

E mesmo assim seria virtualmente impossível reconquistar a credibilidade destruída semana após semana. Recuperar a credibilidade jornalística é como recuperar a virgindade.

Há aspectos financeiros e comerciais no movimento. A Veja de 2016 não tem mais nenhuma condição de pagar o salário de um diretor como Eurípides, promovido nos dias de fausto da Abril.

Também deve ser considerada a esperança de voltar a receber dinheiro do governo mediante publicidade. Depois da capa indecente pró-Aécio no fim de semana da eleição, o Planalto, com fabuloso atraso, parou de anunciar na Veja e na Abril. Nenhuma empresa jornalística brasileira sobrevive sem o governo, tanto mais na Era Digital. É uma dependência visceral, coisa de bebê com mãe.

Recentemente, um representante da Abril foi a Brasília pedir – suplicar – pelo retorno das verbas suprimidas. A missão foi um fracasso, naturalmente. Como dar dinheiro a uma revista e a uma empresa tão empenhadas num golpe a qualquer preço?

É presumível que a Abril retorne em breve a Brasília para mais uma vez mendigar recursos públicos, mas agora com um “fato novo”, um gesto de boa vontade.

Para que haja alguma chance, por absurdo que seja dar nova oportunidade a uma empresa com uma folha de crimes de tal monta, a Veja teria que ser reinventada imediatamente.

Aí começam os problemas.

O que você faz com os leitores de hoje, que se habituaram a um jornalismo primitivo, manipulador, sob medida para analfabetos políticos ávidos por bater panelas, ir para a Paulista embalados em camisas da seleção e pedir coisas como a volta do regime militar?

O que você faz com símbolos editoriais de tudo isso, como Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes?

Há um toque de comédia em tudo isso. Eurípides vivia, pelas páginas da revista, anunciando a queda de Dilma. Mas quem caiu foi ele.

Foi, de longe, o pior diretor da Veja. Se ele poderia atribuir a Roberto Civita a linha abjeta da revista, depois da morte do patrão essa desculpa deixou de existir.

Fora um editor inepto e mal-intencionado Eurípides será lembrado como o pai do boimate, a mistura de boi e tomate que a Veja publicou nos anos 1980 ao tomar como verdade uma piada de Primeiro de Abril de uma revista científica americana. Foi ele que editou essa aberração.

O historiador e colunista britânico Paul Johnson disse que não há nada mais morto que um editor aposentado. Há sim:  um ex-editor canalha.

(*) Paulo Nogueira. Jornalista,  fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo. 

Sócio Bicolor paga ingresso para o jogo de domingo

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Os ingressos para associados adimplentes do Programa Sócio Bicolor para a semifinal do primeiro turno entre Paissandu x Águia, domingo, no Mangueirão, estarão disponíveis para compra a partir desta sexta-feira (26), ficando até o sábado (27), véspera do jogo. A informação foi divulgada no site oficial do Paysandu. Serão 6.500 ingressos de arquibancada para os associados, no valor de R$ 20 reais, e 500 ingressos de cadeira, no valor de R$ 30 reais cada. Não haverá venda de ingressos para sócios no dia do jogo.

Os pontos de venda dos ingressos para os associados do Sócio Bicolor são: Estádio da Curuzu, Sede Social e no Parque Shopping (Augusto Montenegro). Somente um ingresso poderá ser vendido para o associado com o preço especial disponível para o Sócio Bicolor. No caso de compra de mais um ingresso, além do permitido para o sócio, será cobrado o valor convencional, ou seja, R$ 30,00 (arquibancada) e R$ 50,00 (cadeira). Além disso, não haverá portões exclusivos para a entrada dos associados do Sócio Bicolor no dia do jogo.

Não será permitida a entrada do Sócio Bicolor apresentando carteira de associado. O acesso só será permitido mediante a compra do seu ingresso em um dos pontos citados anteriormente. Os ingressos normais já têm preços definidos. Foram colocados à venda 26.500 ingressos para o jogo Papão x Águia.

Operários da bola

POR GERSON NOGUEIRA

Aos que julgam que profissão de jogador de futebol é tudo de bom e que a vida é sempre maravilhosa, com direito a viagens pelo mundo, fama, esbornia & fortuna, eis que dados divulgados pela CBF servem para baixar a bola de muita gente. O levantamento é confiável, pois tomou por base os contratos de trabalho entre clubes e atletas.

Dos 28.203 futebolistas em atividade no país, mais de 23 mil (82,4%) ganham por mês menos que R$ 1 mil ou pouco mais de um salário mínimo. Um grupo intermediário, de apenas 3.859 profissionais, fica na faixa entre R$ 1 mil e R$ 5 mil mensais.

Os que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil são 381 boleiros. Um time especialíssimo ocupa a galeria dos que faturam entre R$ 10 mil e R$ 50 mil. Não chegam a meia centena: são exatos 49 boleiros.

Outros 35 privilegiados estão entre os que se situam no chamado topo da pirâmide, entre R$ 200 mil e R$ 500 mil. Acima disso, oficialmente, só há um jogador. Pelo que se comenta, seria o atacante tricolor Fred.

É a prova definitiva de que a desigualdade existente em outras áreas se estende ao futebol, onde as oportunidades podem ser tão raras quanto em qualquer outro ofício. O talento e a habilidade natural, virtudes requisitadas na profissão, nem sempre significam garantia de remuneração satisfatória.

Há que depender de inúmeros outros fatores, como a idade certa para despontar em torneios e clubes de boa visibilidade. Ou, ainda, a sorte ou coincidência feliz de trabalhar com bons técnicos e ter agentes bem relacionados no mercado.

O fato é que vencer no universo do futebol no Brasil é façanha para poucos. A maioria dos trabalhadores da bola é mal remunerada, tem poucas garantias ou estabilidade no emprego e vive sob a eterna ameaça de calote.

Os clubes empregadores somam 776 (435 amadores), mas a maioria não disputa competições regulares. Participam das divisões oficiais somente 100 equipes, que empregam cerca de 4 mil atletas. Com base nisso, é possível avaliar que a multidão invisível mencionada no censo da CBF vive praticamente de trabalho temporário, disputando torneios amadores pelos campinhos de várzea (sim, eles ainda existem) do interior.

Um outro aspecto, atrelado ao tema da coluna de ontem – o escândalo da Fifa e seus muitos tentáculos -, diz respeito ao aquecido vaivém de atletas transferidos para outros países. No papel, a quantia de R$ 680 milhões entrou nos cofres dos clubes nacionais como pagamento por 99 jogadores. Em contrapartida, gastou-se aqui R$ 114 milhões pela aquisição de estrangeiros ou repatriamento de brasileiros.

Quanto a este último item, cabe guardar certa cautela, pois nem tudo que está escrito é realmente crível, vide o nebuloso caso da negociação entre Santos e Barcelona pelo passe do atacante Neymar. O fato é que há mais buracos negros nesse tipo de escambo do que no espaço sideral.

De todo modo, a divulgação do mapa pela CBF põe por terra alguns mitos e ilusões.

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Na era digital, boato pode virar incêndio

As redes sociais prestam serviços inestimáveis, pela agilidade dos canais de informação, que tornam o mundo muito menor e bem explicado. Como nem tudo são flores, há o lado negro da força, sempre a cobrar uma conta salgada.

No caso específico da web, o problema está na profusão de perfis falsos a gerar desinformação e calúnias. Reputações são alvejadas e muita gente sofre por conta da ação de criminosos cibernéticos.

Um deles tentou ontem intrigar o atacante Ciro, candidato a ídolo da torcida do Remo, disseminando um suposto pré-contrato com o maior rival.

O que antes era transportado pela famosa rádio cipó, em boatos espalhados nas ruas, hoje se espalha como fogo no capim seco, alvejando pessoas inocentes.

Bem orientado, Ciro teve reação imediata, como a situação exigia. Divulgou um comunicado através de uma rede social, dirigindo-se diretamente ao torcedor azulino para desmentir a fofoca. Com isso, conseguiu brecar a boataria e prevenir maiores danos.

Jogadores de futebol, principalmente os que defendem times de massa, precisam estar sempre atentos e prontos a enfrentar esse tipo de situação. De repente, quando menos se espera, brota o vírus da maledicência.

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Tapajós ou o anti-planejamento

O Tapajós vem batendo recordes de rotatividade de técnicos, exibindo o chamado planejamento às avessas. Depois de Marcelo Rocha, que deixou o clube na véspera da estreia no campeonato estadual, o clube efetivou Vítor Hugo, responsável pela boa campanha no ano passado.

Com os maus resultados nas primeiras rodadas do Parazão, Vítor Hugo rodou. Aí, a diretoria trouxe Marcos Píter, técnico amazonense pouco conhecido por aqui. Ficou apenas uma partida no comando. Levou uma goleada do Papão e foi mandado embora.

Diante dos custos dessas apostas equivocadas, o Boto optou por uma solução caseira. Caio Cavalcante Simões, de 26 anos, assume o posto. Era auxiliar técnico e conhece bem o elenco. Espera-se que tenha um mínimo de tempo para trabalhar.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 25)