Por que Lula não será preso pela Lava Jato

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POR ALEX SOLNIK, no Brasil247

Nenhum dos oito golpistas-ditadores que provocaram inestimável prejuízo ao país – econômico, social e intelectual – e foram responsáveis por torturar e assassinar centenas de pessoas entre 1964 e 84 jamais foi processado e preso, apesar de seus inúmeros crimes de lesa-pátria. E nenhum brasileiro jamais exigiu que fossem presos.

Sarney, em cujo governo o Brasil sofreu a maior inflação de sua história jamais foi processado e preso, apesar de seus inúmeros crimes de lesa-pátria. E nenhum brasileiro exigiu que ele fosse preso.

Collor que levou a poupança e a confiança dos brasileiros para o beleléu jamais foi preso, apesar de seus inúmeros crimes de lesa-pátria. E nenhum brasileiro exigiu que ele fosse preso.

Tal como eles Lula – que não cometeu crime algum, muito menos de lesa-pátria, mas que brasileiros exigem que seja preso – também não será preso na Lava Jato, pelos seguintes motivos:

1) Porque ele não tem a quem denunciar;

2) Porque não há provas contra ele;

3) Para não virar um mártir;

4) Para evitar uma guerra civil;

5) Porque mantê-lo sob suspeita é melhor que prender;

6) Porque seria uma forma de dar sobrevida ao PT;

7) Porque mesmo solto ele está preso;

8) Porque é impossível prender um mito;

9) Porque enquanto não for preso ele “pode ser preso a qualquer momento”;

10) Porque seria o fim de uma história sem fim;

11) Porque ele não pode ser preso enquanto Cunha estiver solto;

12) Porque ele nunca teve celular;

13) Porque fofoca não é prova;

14) Porque nenhum ex-presidente brasileiro jamais foi preso;

15) Porque “impeachment a posteriori” não existe;

16) Porque a Lava Jato não veio para explicar, veio para confundir;

17) Porque é impossível prender a esperança.

Correspondência revela relação amorosa entre João Paulo II e filósofa polonesa casada

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Cartas entre Karol Wojtyla e Anna-Teresa Tymieniecka foram mantidas em segredo durante anos pela Biblioteca da Polônia

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Centenas de cartas e fotos contam a história de uma relação próxima entre o papa João Paulo II e uma mulher casada, que durou mais de 30 anos. A BBC teve acesso a parte da correspondência trocada entre pontífice e a filósofa polonesa naturalizada americana Anna-Teresa Tymieniecka, mantidas em segredo por anos pela Biblioteca Nacional da Polônia. Quando ambos se conheceram, em 1973, o então cardeal Karol Wojtyla era arcebispo de Cracóvia. Como ele, Tymieniecka era polonesa e havia vivido a ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. E, após o conflito, a guerra ela foi estudar no exterior e veio a desenvolver carreira como filósofa nos Estados Unidos, onde se casou e teve três filhos. Não há sugestão de que o papa tenha quebrado seu celibato.

Tymieniecka contatou o futuro papa para falar sobre um livro de filosofia que ele havia escrito – e viajou dos EUA até a Polônia para discutir o trabalho. A troca de cartas começou pouco depois. Formais no começo, elas se tornaram mais íntimas à medida que a amizade crescia.

A dupla decidiu trabalhar em uma versão ampliada do livro do cardeal The Acting Person (“A pessoa em ação”, em tradução livre). Eles se encontraram por muitas vezes – às vezes com a secretária de Wojtyla presente, às vezes a sós – e se corresponderam frequentemente. Em 1974, o futuro papa escreveu que estava relendo quatro cartas de Tymienkiecka escritas em um mês porque eram “significativas e profundamente pessoais”.

No verão de 1976, o cardeal Wojtyla liderou uma delegação de bispos poloneses em um grande encontro católico nos EUA, e Anna-Teresa Tymieniecka o convidou a ficar na casa de campo da família na pequena cidade de Pomfret, em Vermont. Era o tipo de vida na natureza que o religioso adorava, e as fotos feitas à época mostram o futuro papa relaxado e descontraído.

Anna aparentemente revelou sentimentos fortes por Wojtyla porque as cartas escritas por ele logo sugerem um homem lutando para definir em termos cristãos a amizade que os dois mantinham. Em setembro de 1976, ele escreveu: “Minha querida Teresa, recebi todas as três cartas. Você escreve sobre estar arrasada, mas não consegui encontrar resposta a essas palavras.” O futuro papa a descreve no documento como um “presente de Deus”.

“Aqui temos uma das grandes figuras públicas transcendentais do século 20, o chefe da Igreja Católica, em uma relação intensa com uma mulher casada”, comenta Eamon Duffy, professor de história do cristianismo na Universidade de Cambridge. A BBC não teve acesso às cartas escritas por Anna. Acredita-se que cópias tenham sido incluídas no arquivo da filósofa que foi vendido à Biblioteca Nacional da Polônia em 2008, seis anos após a sua morte. Mas elas não estavam lá no dia da consulta do arquivo e a biblioteca não confirmou a posse das cartas.

Marsha Malinowski, uma comerciante de manuscritos raros que negociou a venda das cartas, diz acreditar que Tymienkiecka tenha se apaixonado pelo cardeal Wojtyla logo no começo do relacionamento entre os dois. “Acho que isso se reflete completamente na correspondência”, analisa.

As cartas revelam que o cardeal deu a Anna um de seus objetos mais preciosos, um escapulário – um colar de devoção com dois quadrados pequenos, geralmente de pano. Em uma carta de 10 de setembro de 1976, ele escreveu: “No ano passado já estava buscando uma resposta a essas palavras: ‘Eu pertenço a você’, e finalmente, antes de partir da Polônia, encontrei uma maneira, um escapulário. A dimensão na qual aceito e sinto você em todo lugar em todos os tipos de situações, quando você está perto e quando está distante.”

Após tornar-se papa, ele escreveu: “Estou escrevendo após o evento, para que a correspondência entre nós continue. Prometo que me lembrarei de tudo nesse novo estágio da minha jornada”. O cardeal Wojtyla tinha várias amigas, entre elas Wanda Poltawska, psiquiatra com quem trocou cartas por décadas. Mas suas mensagens a Anna às vezes são muito mais intensas, e em alguns pontos lutavam com o sentido da relação que mantinham.

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Canonização
João Paulo II foi diagnosticado com Mal de Parkinson no começo dos anos 1990, e passou a ficar cada vez mais isolado no Vaticano. Anna-Teresa Tymieniecka o visitava com frequência, e mandava flores e fotos de sua casa em Pomfret. Após a última visita de Wojtyla à Polônia, ele escreveu: “Nosso lar comum; tantos lugares onde nos encontramos, onde tivemos conversas tão importantes para nós, onde vivenciamos a beleza da presença de Deus”.

O marido de Anna, Hendrik Houthakker, era um conhecido economista de Harvard. Após a queda do comunismo, ele aconselhou João Paulo 2º sobre as finanças dos países do leste europeu, e o papa o homenageou pelos serviços prestados.

Wojtyla morreu em 2005, depois de um pontificado de quase 27 anos. Em 2014 ele foi declarado santo. O processo de canonização costuma ser longo e custoso, mas o de João Paulo II levou apenas nove anos. Normalmente, o Vaticano requisita todos os escritos públicos e privados quando avalia um candidato a santo, mas a BBC não conseguiu confirmar se a correspondência com Anna foi examinada.

A Congregação para as Causas dos Santos, órgão do Vaticano responsável pelas canonizações, afirma que cabe aos fieis católicos decidir sobre o envio de documentos úteis aos processos. “Todas nossas tarefas foram cumpridas”, informa o órgão, em nota. “Todos os documentos privados enviados por fieis e documentos localizados em importantes arquivos foram estudados”. Para a Biblioteca Nacional da Polônia, não foi uma relação única. A instituição diz que foi apenas uma entre várias amizades próximas que o papa teve durante sua vida. (Da BBC Brasil)

A polêmica da cobrança ensaiada de penal por Messi

Messi

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Na espetacular goleada por 6 a 1 sobre o Celta, domingo, um lance em particular gerou muita polêmica. Foi a jogada do quarto gol, que surgiu após cobrança de pênalti. Lionel Messi não cobrou direto, como é normal, preferindo dar um passe em diagonal para Luizito Suáres mandar para as redes. A jogada, obviamente, foi treinada e deve ter sido aprovada pelo técnico Luis Enrique.

Segundo as regras oficiais, a cobrança em dois toques é perfeitamente legal. O problema é que a Regra 14 estabelece que o batedor deve ser devidamente identificado pelo árbitro e deve chutar a bola para a frente. A partir do chute, a bola entra em jogo e em disputa por todos os jogadores.

Tudo normal até aí, mas a regra determina também que todos os atletas, exceto o cobrador e o goleiro, terão que permanecer fora da linha de grande área e da meia-lua, que estabelece a distância de 9,15m da bola. Uma sequência de imagens (acima) e o vídeo abaixo comprovam que Suárez invadiu a área um instante antes de Messi tocar na bola.

A irregularidade foi apontada pelo comentarista de arbitragem Diori Vasconcelos, da Rádio Gaúcha (RS), que é árbitro formado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e jornalista profissional – também atua como apresentador, repórter e produtor da Gaúcha.

Começa o cerco legal ao bullying

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A partir de agora, o bullying não poderá ser tratado como uma coisa corriqueira entre adolescentes. Uma lei que já está em vigor estabelece algumas normas mais objetivas para se lidar com a questão. Além de escolas, clubes e agremiações esportivas também devem adotar as novas medidas para impedir a prática.

Folha finalmente admite papel de Toffoli contra o PT

DO JORNAL GGN
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, tem os dias contados frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde atualmente é presidente da Corte. No dia 13 de maio, deixa a cadeira da presidência e, duas semanas depois, entrega a vaga à ministra Rosa Weber. Faltando poucos meses para a mudança, o processo que tramita na Corte para impugnar a chapa da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, a manchete da Folha, “PT aposta em novo TSE para salvar Dilma de cassação“, é uma admissão de que Toffoli é “afeito a paixões partidárias”.
Desde que Toffoli entrou para o Supremo, em 2009, por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e quando assumiu a presidência do TSE, em 2014, a Folha seguiu a postura de enquadrá-lo como defensor do PT por sua relação anterior com o governo. Durante o julgamento da AP 470, o mensalão, em 2012, Toffoli votou pela condenação de José Genoíno e Delúbio Soares, além de outros réus. Absolveu apenas José Dirceu por não encontrar provas suficientes – o que motivou o jornal a manter o padrão de apontá-lo como advogado do PT.
Em pleno julgamentos do mensalão, a Folha ainda endossava a tese: “Ex-advogado do PT, Toffoli assume presidência do TSE“, publicou o jornal em maio de 2014. No final de 2014, quando a dupla Dias Toffoli e Gilmar Mendes orquestrava o rito para desaprovar as contas da presidente Dilma Rousseff, deflagrado pelo Jornal GGN, o diário continuava a alimentar a teoria. O próprio GGN foi alvo de críticas de blogs por antecipar as ligações de Toffoli com Gilmar
Durante o hiato na escolha da presidente Dilma pelo ministro que substituiria Joaquim Barbosa, no STF, Toffoli foi transferido para a Segunda Turma do Supremo, responsável pelos julgamentos dos processos relativos à Lava Jato. E foi caracterizado pelo veículo como “ex-advogado eleitoral do PT, assessor da Casa Civil no governo Lula e advogado-geral da União”, enfatizando que o ministro havia se encontrado com a presidente Dilma um dia após assumir a Corte responsável pela Lava Jato. “Ligado ao PT, ministro comandará julgamento de processos da Lava Jato no Supremo“, publicou, em março de 2015.
Ainda na metade do último ano, quando o novo ministro Luiz Edson Fachin se declarou impedido para comandar um inquérito que investiga um dos braços do mensalão, o caso caiu nas mãos de Toffoli. Ao invés de apontar as possíveis implicações do novo relator no processo, tendo em vista o histórico de decisões do ministro na AP 470, o diário preferiu ressaltar que “a participação de Dias Toffoli foi questionada antes do início do julgamento do mensalão no Supremo porque ele foi assessor do PT e advogado-geral da União no governo Lula”.
Após dois anos seguindo essa postura editorial, o jornal admite que a saída de Toffoli no TSE pode ser positiva ao PT, uma vez que o ministro tem, ao lado de Gilmar Mendes, “paixões partidárias”, destacou o jornal entre as aspas de “auxiliares da presidente” supostamente ouvidos pela redação. Nessa linha, Rosa Weber, que substituirá o ministro no TSE, é caracterizada como uma figura “mais técnica”.
A mudança de posicionamento do jornal de elencar Toffoli como o mais novo contrário ao partido e na presidência do TSE seria determinante para o processo de impugnação contra Dilma Rousseff, uma vez fora da Corte poderia representar um avanço para a impunidade da presidente – o que justifica a mudança de tom, seguida pelo título da matéria: “PT aposta em novo TSE para salvar Dilma de cassação”.
Acompanhe a cobertura do GGN sobre as decisões de Toffoli frente ao Supremo e ao TSE:

Tapajós anuncia novo técnico

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O Tapajós já tem novo técnico para a sequência do Campeonato Paraense. Marcos Piter foi o escolhido para assumir o Tapajós e chega na tarde desta segunda-feira (15) a Santarém onde será apresentado ao elenco e acompanhará o treino no Campo da Borges, no Maicá. Marcos Francisco Bastos Alexandre, o Marcos Piter, é natural de Manacapuru-AM, tem 42 anos e foi revelado como técnico no Operário, em 2011, além de acumular passagem vitoriosa também pelo Princesa do Solimões, clube pelo qual foi campeão amazonense em 2013 e vice-campeão no ano seguinte, e disputou a Copa do Brasil.

No ano passado, Piter dirigiu o Peñarol durante o Campeonato Amazonense e depois reassumiu o Operário para disputar a Copa Amazonas. Como jogador, defendeu vários times do Estado vizinho, como o São Raimundo, o Nacional e o Rio Negro. (Com informações da Ascom/Tapajós; foto: Márcio Silva/A Crítica-AM) 

Perguntas a um homem bom

POR BERTOLT BRECHT

Avança: ouvimos
dizer que és um homem bom.
Não te deixas comprar, mas o raio
que incendeia a casa, também não
pode ser comprado.
Manténs a tua palavra.
Mas que palavra disseste?
És honesto, dás a tua opinião.
Mas que opinião?
És corajoso.
Mas contra quem?
És sábio.
Mas para quem?
Não tens em conta os teus interesses pessoais.
Que interesses consideras, então?
És um bom amigo.
Mas serás também um bom amigo de gente boa?
Agora escuta: sabemos
que és nosso inimigo. Por isso
vamos encostar-te ao paredão. Mas tendo em conta os teus méritos
e boas qualidades
vamos encostar-te a um bom paredão e matar-te
com uma boa bala de uma boa espingarda e enterrar-te
com uma boa pá na boa terra.