Lula é flagrado levando frigorífico avaliado em R$ 6 milhões na cabeça

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DO SENSACIONALISTA

Fotos feitas durante passeio do ex-presidente Lula num sítio em Atibaia, cidade de sua propriedade, complicam ainda mais a situação dele diante da Justiça.

Lula é acusado de ocultar patrimônio e pode ser indiciado por enriquecimento ilícito. Segundo reportagem exclusiva do jornal Folha de S. Paulo, Lula é dono de cinco porta-aviões e quatro discos voadores, além de ser o proprietário dos últimos 150 andares do prédio Burj Khalifa em Dubai, o mais alto do mundo.

O cerco se fechou ainda mais com a divulgação das imagens em que Lula aparece carregando um frigorífico na cabeça. De acordo com uma reportagem da revista Veja, o frigorífico é avaliado em seis milhões de reais.

“Dentro da câmara refrigerada, Lula carregava cinco toneladas de filé da Friboi”, diz a reportagem. “A reportagem tem 100% de certeza se tratar de carne dos frigoríficos JBS porque o ator Tony Ramos apareceu minutos depois de trás de uma moita para interrogar o ex-presidente sobre a origem da carne. Como Tony saiu sorridente e satisfeito, VEJA inferiu que trata-se de produto da empresa goiana.”

Só o humor para enfrentar o golpismo dos corruptos, reacionários e sem-voto. Kkk…

Musas do blog

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OTHELLO, Irene Jacob, 1995
Irène Jacob, 49 aos, é uma bela e talentosa atriz franco-suíça. Considerada uma das melhores atrizes francesas de sua geração, Irène ganhou prestígio internacional pelos trabalhos sob a direção do polonês Krzystof Kieslowski, de quem estrelou “A Dupla Vida de Véronique” e “A Fraternidade é Vermelha” (foto abaixo). Continua em plena atividade, fazendo filmes na Europa e nos Estados Unidos.
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IRENE JACOBFRENCH ACTRESS
AT THE 1992 CANNES FILM FESTIVAL
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Irène Jacob em Cannes, em 1992. (Foto: Starstock/Photoshot) 

Escuta, Zé Ninguém

“Chamam-te Zé Ninguém, Homem Comum, e ao que dizem começou a tua era, a Era do Homem Comum. Mas não é tu que o dizes, Zé Ninguém, são eles, os altos mandatários, os dirigentes do proletariado, os filhos arrependidos da burguesia, os homens de Estado e os filósofos. Dão-te o futuro, mas não te perguntam pelo passado”.

Wilhelm Reich

Jogo Papão x PFC atraiu mais de 10 mil pagantes

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Um público pagante de 10.642 torcedores proporcionou a renda de R$ 215.627,00, na noite desta segunda-feira, na Curuzu, para o jogo entre Paissandu e Paragominas. O público total, juntando com 1.620 credenciados, foi de 12.262. Descontadas as despesas de R$ 77.286,84 e encargos com INSS, coube ao Papão o valor líquido de R$ 138.340,16. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Um retrato sinistro da Lava Jato

POR PAULO NOGUEIRA, no DCM

O vídeo do depoimento de José Dirceu ao juiz Sérgio Moro é um retrato perturbador da Lava Jato e do próprio Moro. Você vê um entrevistador, ou interrogador, hesitante, despreparado e munido de acusações de extrema fragilidade.

Na contrapartida, o entrevistado, ou interrogado, responde a todas as questões com a clareza que faltou por completo a Moro. Dirceu está cansado, claramente, abatido – mas mantém o raciocínio límpido e rápido.

A não ser que você seja um antipetista fanático, ao fim do vídeo você vai se perguntar: “Mas o que este cara tá fazendo preso há tantos meses?”

O que mais chama a atenção é a ignorância sobre a natureza do tipo de consultoria que um homem como Dirceu pode prestar a grandes empresas interessadas em conquistar mercados internacionais.

Qual é a mercadoria que ele tem? Suas relações, o conhecimento que amealhou ao longo de anos de vida política.

Dirceu pode, ou podia, apresentar empresas a autoridades de vários países. É uma prática visceralmente comum – e legal. Quem faz isso não tem o poder de fechar negócios: isso fica por conta da capacidade do cliente em se sair bem em disputas corporativas.

Mas a abertura de porta é fundamental para corporações que não conhecem o país em que pretendem fazer negócio.

Um consultor como Dirceu pode, também, ajudar você a compreender os cenários políticos e econômicos dos países com os quais sonha. Esse tipo de informação ajuda você a tomar, ou não, a decisão de investir num novo mercado.

Moro demonstrou não entender esse tipo de consultoria.

Para ele, aparentemente, consultoria é você encher de planilhas seu cliente e afogá-lo em números. Há aí um desconhecimento brutal do universo dos negócios.

Eu estava na Abril quando a empresa solicitou os serviços de consultoria de Maílson da Nobrega, o homem dos 80% de inflação mensal.

O que se demandava de Mailson, em sonolentas reuniões em que eu frequentemente dormia, como amigos meus do então Comitê Executivo da Abril poderiam confirmar, é que ele e sócios da consultoria Tendências mostrassem os cenários econômicos e políticos.

Existe, é certo, outro tipo de consultoria. Ainda na Abril, a Booz-Allen fez um trabalho de reengenharia financeira. Aí sim eram pilhas de estatísticas. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Mas Moro não domina o mundo dos negócios, aparentemente.

Isso fica evidente também na questão dos 40 milhões que – ao longo de anos – a consultoria de Dirceu faturou.

Ora, é um faturamento perfeitamente razoável para uma consultoria que lida com grandes empresas. Falei na Tendências de Maílson. Pegue o mesmo número de anos e compare os faturamentos dela e da consultoria de Dirceu. Certamente você chegará a resultados parecidos.

É vital sublinhar, também, que faturamento é uma coisa, e lucro outra. Você paga funcionários, aluguel, impostos, e só depois disso tem os lucros.

Do jeito que as coisas foram postas, pela Lava Jato e pela imprensa, fica a impressão de que Dirceu tem em sua conta 40 milhões de reais. Em 2014, apenas a TV Globo, dentro do conglomerado dos Marinhos, faturou 12,4 bilhões de reais. É como dizer que cada Marinho ficou com 4 bilhões e uns trocados em sua conta pessoal.

Tudo é feito para engodar as pessoas. A mídia em nenhum momento joga luz sobre as sombras, porque lhe interessa demonizar os inimigos, como Dirceu.

O vídeo deixa claro por que uma banca de advocacia inglesa considerou a Lava Jato, num parecer, uma afronta ao Estado de Direito.

Nas questões de Moro, todas respondidas sem titubeio por Dirceu, não há rigorosamente nada que justifique a prisão. São coisas vagas, mal-sustentadas, e espetacularmente amplificadas pela mídia. Ele admitiu que aceitou, erradamente, uma reforma de presente da construtora de um delator. “Não é dinheiro de propina”, afirmou. Há prova de que seja? Não. Convenhamos: uma reforma seria um trocado no mundo dos bilhões da Petrobras. Não faz sentido. Mas ainda assim: que se prove, e o fato é que não apareceu prova nenhuma.

O que se verifica é um abuso.

Para olhar para o lado positivo, é a primeira vez que Dirceu tem a chance de se defender, algo que não foi lhe dado nunca nem pela Lava Jato e nem pela imprensa.

Sua defesa de si mesmo é um testemunho exuberante da pobreza miserável do jornalismo nacional – e do conhecimento limitado do juiz Sérgio Moro.

Para pensar

POR LUÍS COSTA PINTO, via Facebook

Se a luz do sol é o melhor dos detergentes, como definiu com precisão e assertividade o juiz da Suprema Corte dos EUA Louis Brandeis ainda na primeira metade do Século XX, nada melhor que gastar seu tempo ouvindo e assistindo em silêncio ao depoimento de José Dirceu ao juiz Sérgio Moro. Depois, ler o texto de Paulo Nogueira. Por fim, refletir sobre o porquê de a imprensa que ainda sai impressa não ter lançado olhares sobre os 124 voos em avião do Estado de Minas efetuados por Aécio Neves, governador no exercício do mandato, ao Rio. Mas ter se espantado e ter dado ares de escândalo a 111 visitas de Lula, ex-presidente aposentado, a m sítio em Atibaia. Ou de a mesma imprensa impressa ter dado notícia do barco de R$ 4.127,00 comprado por uma ex-primeira-dama, mas nada ter se revelado chocada com o primeiro parágrafo de Sonho Grande, biografia empresarial de Jorge Paulo Lemann, onde se lê que ele estava passeando de camelo entre as pirâmides do Egito junto com Fernando Henrique Cardoso, presidente da República sob cujo mandato se efetuou a fusão entre Bahma e Antárctica com ajuda do BNDES, quando lhe chegou a notícia da fusão da sua Ambev com a InBev. Quem pagara aquela viagem? FHC com sua pão-durice proverbial? Nem sei, mas ninguém perguntou também. Dois pesos, duas medidas, e nenhuma luz. Nada de luz numa imprensa impressa (e televisiva) que adora viver de trevas. Diante disso, o melhor a fazer é mergulhar no mundo sem cortes da vida real e ouvir o que eles têm a dizer. Depois, concluir por seu próprio raciocínio. Vale, vale. Dá trabalho, mas vale.