Papão confirma quatro contratações

O Paissandu praticamente fechou o ciclo de contratações com o anúncio de mais quatro jogadores. O zagueiro Romário Leiria, ex-Náutico, que pertence ao Internacional; o lateral-esquerdo Marlon, do Vasco e ex-Remo; o atacante Leandro Cearense, ex-Remo; e o atacante Aylon, cedido pelo Internacional. Os quatro reforços devem fechar o ciclo de contratações para o Campeonato Paraense.

Sobre a “ajuda oficial” aos clubes

Por Edyr Augusto Proença, via Facebook

O governo fechou patrocínio do campeonato paraense de futebol, mais uma vez. Em troca de mais de 800 mil reais, transmitirá jogos do certame. Clubes de futebol são entidades privadas. Arrecadam muito dinheiro por semana. Contratam times inteiros e depois não dão resposta sobre a administração do dinheiro a ninguém. Para entrar com tamanha soma, o governo deveria participar do planejamento do campeonato. Exigir das prefeituras das cidades o compromisso de estádios, mesmo que pequenos, absolutamente preparados para receber os jogos. Gramados impecáveis, arquibancadas, segurança. Deveria incentivar o turismo no Estado, oferecendo pacotes com meio de transporte, hotel e ingressos.

Deveria exigir um número x de atletas paraenses em cada equipe, como incentivo aos valores locais. Deveria transmitir para Belém um jogo que estiver sendo disputado fora da cidade. Assim, usaria o futebol como fator de integração. Arrecadaria impostos, alimentaria o Turismo. Aí dá para entender esses mais de 800 mil reais. Se não for assim, creio que cada um de nós pode pleitear um dinheiro do governo para fazer o que quiser e pronto, não é? Inimaginável é essa ignorância que atordoa. O Estado dá um dinheiro que é nosso e pronto. Tudo de maneira amadora, menos o dinheiro. Pode?

Os dez maiores craques da Lusa

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POR LUIZ AUGUSTO LIMA

Que momento para lançar um livro com a história dos dez maiores craques da Portuguesa… Afinal, o clube do Canindé vive o pior momento de sua história, enfraquecido dentro e fora de campo, às voltas com a queda para a Terceira Divisão nacional e suspeita de corrupção.

Pensando bem, que ótimo momento para a chegada deste livro! Em especial se o universo de leitores for além dos fãs rubro-verdes e chegar à garotada que adora elogiar o romantismo do Juventus, mas exige profissionalismo do próprio time de coração e baba para as potências europeias, cada vez mais multinacionais.

LivroLusaEm “Os Dez Mais da Portuguesa” (Maquinária Editora, 159 páginas, preço sugerido R$ 30,00), o autor Jorge Nicola faz um rico perfil dos maiores craques que já passaram pela Lusa. Antes que você solte algum comentário cético, é bom deixar claro que estamos falando aqui de gente como: Dener, Djalma Santos, Julinho Botelho, Enéas, Ivair “O Príncipe”, Brandãozinho, Félix, Pinga e Zé Roberto. Tem também o folclórico volante Capitão que, se nunca foi craque, merece estar na lista pela raça e liderança que demonstrou com a camisa rubro-verde.

Por falar em lista, ela é resultado de uma eleição entre alguns torcedores ilustres, como o maestro João Carlos Martins e os jornalistas Flavio Gomes, Eduardo Affonso, Gil Gomes e Orlando Duarte. Com a lista em mãos, Jorge Nicola foi a campo. E o resultado vale a pena.

Colunista do Diário de S. Paulo e blogueiro do Yahoo!, Nicola possui faro apurado para boas histórias. Isso significa que o autor não resumiu sua tarefa a perfilar burocraticamente os dez eleitos, e sim tratou de ouvir parentes, amigos e ex-companheiros e, busca de declarações emocionadas e informações preciosas.

Ao tomar conhecimento da história de Pinga, o maior artilheiro da história da Portuguesa, senti uma certa vergonha de minha própria ignorância. Embora já tivesse ouvido falar deste jogador, não conhecia sua genialidade e importância não apenas para a Lusa, como também para o Vasco da Gama e a seleção brasileira.

Enfim, ler “Os Dez Mais da Portuguesa” é como receber uma dose de oxigênio puro em meio a tantas notícias desanimadoras, não apenas a respeito do clube do Canindé, como também a respeito do seu, do meu, do nosso futebol atual. Apesar de tudo, este esporte vale a pena.