Durante um painel do Fórum Mundial Econômico, em Davos, na Suíça, o diretor-executivo do Google, Eric Schmidt, fez uma declaração que, à primeira vista, parece bastante estranha, ainda mais levando em consideração a empresa em que ele trabalha: “a internet vai desaparecer”, afirmou nesta quinta-feira.
Na verdade, o que o executivo quis dizer, conforme ele explicou em seguida, é que o conceito de internet não será mais interpretado como é atualmente, como algo disssociado do mundo off-line: o ambiente on-line estará tão integrado às nossas vidas, que fará pouco sentido pensar nele como algo separado.
— Será parte da nossa presença em todos os momentos. Imagine você entrar em uma sala, e esse local é dinâmico. E com a sua permissão, você vai interagir com tudo que acontece na sala — afirmou Schmidt, mencionando conceitos como internet das coisas e computação vestível.
— Haverá tantos endereços IPs (…) tantos dispositivos, sensores e coisas que você vai estar vestindo, e interagindo, que você não vai nem perceber. (De O Globo)
Uma das coisas mais irritantes é o fato de que estamos cada vez mais dependentes dos sistemas de informática. Seja no banco, na escola, no trabalho, nas repartições em geral etc. Muita coisa poderia ser simplificada ou aperfeiçoada, mas o sistema de cada lugar é limitado e não aceita nada além de sua programação. Ou seja, o ser humano já não tem muito poder de decisão, pois os sistemas nem sempre aceitam aquilo que desejamos. Nós é que temos que nos adaptar as determinações pré elaboradas nas máquinas. Pobre sociedade refém das tecnologias limitadas e condicionantes. Pior ainda é que os sistemas nos distanciam cada vez mais um dos outros e reduzem a importância das relações pessoais. Lamentável é que estamos nos acostumando a considerar tudo normal.
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