Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão – 6ª rodada.
Chapecoense x Paissandu – Arena Condá, Chapecó (SC), às 19h30.
Na Rádio Clube, Geo Araújo narra; Carlos Castilho comenta. Reportagem: Dinho Menezes.
Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão – 6ª rodada.
Chapecoense x Paissandu – Arena Condá, Chapecó (SC), às 19h30.
Na Rádio Clube, Geo Araújo narra; Carlos Castilho comenta. Reportagem: Dinho Menezes.
Divulgada nesta terça-feira (11), a 113ª Pesquisa CNT/MDA aponta que a avaliação positiva da administração da presidente Dilma Rousseff é de 54,2% – 44,1% dos entrevistados consideram o governo bom e 10,1% avaliam-no como ótimo. Em relação à avaliação negativa, 9% afirmaram que o governo é ruim ou péssimo. O levantamento indica uma queda em relação aos índices de avaliação do governo petista. Em julho de 2012, o nível de avaliação positiva era maior, de 56,6%, enquanto a avaliação negativa era menor, de 7%. De acordo com o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, o quadro reflete uma queda no otimismo do brasileiro em relação a temas como emprego, saúde, educação, investimentos públicos, segurança e renda.
Da BBC Brasil
Um ex-funcionário da CIA (a Agência de Inteligência americana) que admitiu ter revelado detalhes secretos de um sistema de monitoramento de informações pessoais adotado pelo governo americano diz que agiu para defender a “liberdade das pessoas em todo o mundo” e para “ajudar a defender as pessoas da opressão”. Edward Snowden, de 29 anos, revelou voluntariamente sua identidade ao jornal britânico The Guardian e é agora alvo de uma investigação criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Na semana passada, ele revelou que agências de inteligência americanas estavam monitorando secretamente milhões de telefonemas, e-mails e outras mensagens – algo que as autoridades americanas dizem ser legítimo. “Eu não quero viver em uma sociedade que faz esse tipo de coisas… eu não quero viver em um mundo em que tudo que eu faço e digo é gravado. Isso é algo que eu não tenho vontade de apoiar ou a que tenho vontade de me sujeitar”, disse ele ao The Guardian.
Na companhia, até agora o americano trabalhava como administrador de sistemas, lidando diretamente com a conta da NSA. De acordo com ele, agentes da NSA teriam acesso direto aos servidores de nove grandes empresas que atuam na internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.
O acesso seria parte de um programa de espionagem chamado Prism (Métodos Sustentáveis de Integração de Projetos, na sigla em inglês). Ele disse que a extensão do monitoramento feito pelos agentes americanos é “aterradora”. “O NSA construiu uma infraestrutura que lhe permite interceptar quase qualquer coisa”, explicou.
“Nós podemos colocar grampos em máquinas (computadores). Uma vez que você esteja na rede, nós podemos identificar sua máquina. Você nunca estará seguro, não importa que medidas de proteção você adote.” Snowden disse que não acredita que cometeu um crime. “Nós já vimos suficiente criminalidade por parte do governo. É hipocrisia fazer essa acusação contra mim.”
O americano vivia com sua namorada no Estado americano do Havaí antes de decidir ir para Hong Kong “por causa da longa tradição de liberdade de expressão” no território chinês. Ele estaria hospedado em um hotel. Os jornalistas que o entrevistaram o descreveram como “quieto, inteligente, descontraído e humilde. Um mestre em computadores”.
Por Gerson Nogueira
A Chapecoense, que subiu junto com o Paissandu para a Série B, é um desafio e tanto neste começo de trabalho de Givanildo Oliveira. A derrota para o Atlético-GO já foi assimilada pelo torcedor, que se consolou com a boa movimentação do time no segundo tempo. Ocorre que um novo revés já será debitado exclusivamente na conta do veterano treinador. As observações e consequentes ajustes na equipe já ficam por sua conta. Nesses tempos velozes, a trégua concedida a todo estreante já terminou.
Encarar o líder da competição dentro de seus domínios, com torcida em cima, não é tarefa simples. Givanildo é um técnico experimentado, passado na casca do alho, mas carece de mais conhecimento sobre o atual elenco do Paissandu.
Em situação normal, certamente iria buscar formas de explorar a empolgação dos donos da casa. A saída óbvia em partida com essas características é o contra-ataque, mas o Paissandu não dispõe de um esquema treinado para explorar essa estratégia. Velocidade não é o forte do time atual.
A própria indefinição reinante no meio-de-campo, onde Eduardo Ramos perdeu seu sancho-pança Djalma, conspira contra a ideia de velocidade na saída. As laterais, que constituem os pilares do contragolpe bem executado, também deixam a desejar. A timidez excessiva de Janilson e os altos e baixos de Pikachu não recomendam contar com nenhum dos lados.
Marcelo Nicácio, que entrou muito bem em Goiânia, ainda se adapta ao time e aos companheiros, mas é presença fundamental. Caso Givanildo decida lançá-lo certamente terá um jogador capaz de segurar o sistema defensivo da Chapecoense.
Mais do que o setor ofensivo, a missão mais complicada no jogo deve ficar com a zaga alviceleste, ainda entregue à dupla Raul-Bispo. Fábio Sanches é opção para entrar, mas o estilo conservador de Givanildo talvez não permita que ele arrisque tantas mudanças de uma só vez, ainda mais fora de casa.
É jogo dos mais interessantes, pois o Paissandu entra como franco-atirador, já que o favoritismo é dos mandantes. E, em caso de resultado positivo, o Papão levanta o astral e abre caminho para uma grande campanha.
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Enfim, uma atração de peso no torneio
Botafogo e Vasco devem ser os representantes do Rio de Janeiro no torneio interestadual Pará-Rio, previsto para a segunda quinzena de junho em Belém, envolvendo Remo e Paissandu. Com a desistência do Flamengo, o Botafogo voltou a ser procurado e acertou a participação.
A promoção, de um canal de esportes da TV fechada, prevê duas rodadas duplas no estádio Jornalista Edgar Proença, sendo que os clássicos estaduais serão disputados na primeira rodada, ficando a última rodada para a disputa entre perdedores e vencedores.
No começo, o Botafogo tinha sido sondado, mas fez muitas exigências e acabou substituído pelo Vasco. Agora, o Alvinegro de Clarence Seedorf volta à grade do torneio em boa hora, pois cumpre campanha de alto nível no início do Brasileiro da Série A, constituindo-se em atração para a torcida paraense.
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Que venha o Pleno!
Depois do segundo insucesso na luta para recuperar a vaga na Copa do Brasil, ao Paissandu resta a esperança de que o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva faça valer o que está escrito no regulamento específico da competição. Nesse caso, a corte irá contrariar o que foi decidido pela Comissão Disciplinar nos dois julgamentos realizados.
A situação irregular dos dois jogadores (Paulo Sérgio e Luiz Cláudio Bahia) afronta o regulamento da Copa do Brasil, mas é interpretada como legal perante o regulamento geral de competições. Essa dubiedade, admitida pelos próprios julgadores, é um item que desnorteia até advogados experientes e confirma a velha mania brasileira de confundir para reinar.
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Ordem judicial é para ser cumprida
Alguém (de CBF ou FPF) vai precisar explicar direitinho a recusa do delegado do jogo PFC x Genus à liminar concedida pelo juiz da Comarca de Ananindeua, no último sábado. O deboche na resposta ao oficial de justiça, conforme relato do próprio, é outro aspecto a ser observado. Autoridade da federação sugeriu graciosamente que o oficial levasse o documento até Salinas.
O desrespeito à ordem judicial, que afronta princípio básico do estado de Direito, se completou com a firme rejeição dos dirigentes do Paragominas. Em entrevista às rádios e emissoras de TV, o presidente do clube avaliou a liminar como manobra do Remo e fez questão de assumir que não iria acatá-la em seu estádio. Comunicada por via eletrônica, como a legislação permite, a tropa da Polícia Militar se retirou, acatando a ordem de suspensão da partida.
Diante de tudo isso, soa esquisita a manifesta disposição da federação de aguardar a notificação judicial, quando isso já ocorreu no próprio sábado. Não se discute decisão judicial, cumpre-se.
Juízo de valor sobre a decisão e suspeitas sobre o interesse do Remo na história não deveriam nortear o comportamento do delegado, a quem cabia acatar e cumprir a determinação do magistrado. Pelo princípio do domínio do fato, consagrado por Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão, seus superiores também são responsáveis pela insubordinação. Simples assim.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 11)
Pela segunda vez, a Terceira Comissão Disciplinar do STJD absolveu o Naviraiense da acusação de ter escalado jogadores irregulares no confronto com o Papão pela Copa do Brasil. O resultado final do julgamento, realizado na noite desta segunda-feira, foi de 4 votos a um pela absolvição. Prevaleceu o disposto no Regulamento Geral das Competições da CBF. Ao clube paraense, ainda resta o julgamento do Pleno do tribunal.
O Paissandu tem hoje, no STJD, uma nova chance de retornar à disputa da Copa do Brasil. O tribunal julga o caso envolvendo o jogador Paulo Sérgio, do Naviraiense, que atuou em Belém sem que seu nome constasse do BID. O defensor do Papão no julgamento será o advogado Osvaldo Sestário. No próximo dia 20, o Pleno do STJD julgará o recurso bicolor no processo em que o Naviraiense saiu vitorioso, em primeira instância, por ter escalado o jogador Luiz Cláudio Bahia na partida de ida, realizada em Naviraí. Em campo, o Naviraiense se classificou dentro do estádio da Curuzu, vencendo por 2 a 0 (havia perdido o primeiro jogo por 1 a 0).
Por Gerson Nogueira
Falar mal da Seleção Brasileira é esporte nacional quase tão popular quanto o próprio futebol. Em relação ao time atual, treinado por Felipão e cuja prioridade é a Copa do Mundo de 2014, a enxurrada de malhos é naturalmente mais intensa. A patrulha aumenta na medida em que o time não rende.
Pouco importa ao torcedor que Felipão tenha assumido a Seleção em cima do laço e tenha como material humano uma das piores safras da história do futebol brasileiro. Com a filosofia gaúcha, que prima pela força bruta, o técnico torna tudo ainda mais confuso.
Mesmo depois da primeira vitória sobre uma seleção europeia de primeira linha (embora não seja nem sombra dos tempos de Zidane), a Seleção saiu da Arena do Grêmio dividindo opiniões. Houve quem aplaudisse sinceramente, satisfeito com o que viu. Eu sigo desconfiado com o rendimento da equipe.
É preocupante observar que laterais de valor incontestável, como Daniel Alves e Marcelo, não funcionem sob o comando de Felipão. Bem verdade que não funcionavam com Mano Menezes. Aliás, a distribuição em campo é quase um tributo a Mano.
A desorganização prevalece e ajuda a explicar a má atuação de Daniel e Marcelo, que contribuem com uma indolência própria de milionários em férias. No meio-de-campo, a transição inexiste, os jogadores se atrapalham uns com os outros. Luiz Gustavo, que Felipão foi buscar no banco de reservas do Bayern, é um burocrata. Toca a bola para os lados e raramente passa da linha de meio-campo. Paulinho, o melhor volante do país, parece obrigado a bancar Ricardo Capanema. Lógico que não pode dar certo.
Como os volantes não executam a parte inicial da ligação, Oscar fica sobrecarregado e obriga Neymar a virar armador. Ora, como é do conhecimento até do reino mineral, o talento de Neymar só vem à tona quando ele se dedica a buscar o gol, mesmo que venha buscar bola na intermediária. Como armador, acaba perdendo tempo com triangulações que deveriam ser feitas por Oscar e outro meia-atacante (Lucas?).
Simples como a chuva: Neymar não pode ser um preparador de jogadas. O povo que acompanha o Círio sabe disso. Felipão, que é do ramo, insiste em ignorar o fato. Com isso, a Seleção fica menos agressiva, pois os homens de frente são Fred e o bate-estaca Hulk.
Contra a atrapalhada defesa da França, ontem, Fred teve apenas uma chance. Os zagueiros deixaram passar um cruzamento e ele cabeceou rente à trave. Muito pouco para o centroavante do Brasil. Hulk tenta ir à linha de fundo, cobra faltas e escanteios, mas é previsível como todo brucutu. Para anulá-lo, basta colocar outro brucutu em sua rota.
Foi o que Didier Duschamps fez, com relativo sucesso no primeiro tempo. Para um escrete que sofreu oito mudanças em relação ao último jogo surpreendeu que a França não fosse goleada nos primeiros 45 minutos. Ocorre que, do outro lado, estava o Brasil, que leva uma semana para organizar um ataque.
Posso parecer intransigente, mas penso que a Seleção deve jogar mais, apesar dos poucos bons jogadores disponíveis. A questão básica é que nem todos os bons estão escalados. Lucas não pode ser banco de Hulk, nem Hernanes suplente de Luiz Gustavo. Neymar deve ser atacante, se possível mais adiantado que Fred. Resolvidos esses entraves, Felipão terá vida mais tranquila. Ainda há tempo.
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A ambivalência da ética esportiva
Uma nova investida foi feita no sábado para tentar garantir ao Remo participação na Série D. Advogados, que se intitulam meros torcedores, entraram com ação na comarca de Ananindeua solicitando a paralisação da competição até que as reivindicações do clube (cumprimento do prazo de indicação do representante de Rondônia e índice técnico do Parazão) sejam analisadas pela Justiça Desportiva.
Como tudo que envolve o clube, cuja força nos bastidores é visivelmente inexistente, a batalha foi frustrada porque a Federação Paraense de Futebol entendeu que a liminar deveria ter sido concedida por um juiz federal. Interpretação esquisita para uma situação confusa.
Mas, enquanto seus dirigentes reclamam de tratamento indigno por parte da CBF e da própria FPF, o clube deveria fazer uma autocrítica e observar que esse cenário resulta do acúmulo de gestões incompetentes e moralmente sem peso para impor vontades.
Se a FPF e seus dirigentes não dá a mínima para o Remo – e não dá – o problema está principalmente no clube, que se permitiu ao longo dos anos uma dependência quase bovina em relação à entidade. Motivos diversos foram dados para uma tomada de posição e até rompimento, mas o clube hesitou, talvez por conivência.
Resulta disso tudo que o Remo está diante de uma situação única. Da crise e da frustração por ficar mais uma vez sem divisão pode nascer uma nova disposição para lidar com os outros donos do futebol no Pará. Para isso, é fundamental que o Remo tenha respeito próprio e faça valer sua força – que vai muito além da esmagadora frequência de sua torcida nos estádios.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 10)
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