Neymar salva estreia brasileira

O caminho da Seleção Brasileira rumo à inédita medalha de ouro olímpica começou com vitória. Começou, também, com um show de Neymar. O atacante do Santos sobrou, marcando todos os gols da equipe nos 4 a 2 sobre o Paraguai, no jogo que abriu a participação do Brasil no Sul-Americano Sub-20, na cidade peruana de Tacna. Apesar da vitória, a Seleção tem motivos para se preocupar após o primeiro jogo. Instáveis emocionalmente, o volante Zé Eduardo e o atacante Henrique foram expulsos após fazerem faltas desnecessárias. Ambos desfalcam a equipe na segunda partida, contra a Colômbia, às 0h10 de sexta-feira.
Foi justamente nos momentos de dificuldade – especialmente após a expulsão de Zé Eduardo – que Neymar resolveu decidir. Mais experiente entre os convocados pelo treinador Ney Franco, o santista afirmou na véspera da partida que assumiria a responsabilidade de comandar o time. Foi o que fez, com talento e oportunismo. (Com informações da ESPN)

Coluna: A polêmica dos ingressos

Preço de ingresso sempre foi assunto polêmico no futebol brasileiro. Os critérios variam de acordo com cada praça, sem muita coerência. No Sul e Sudeste, começa a florescer a visão de que o alto custo de um time deve ser dividido com seus torcedores. Vai daí que existem clubes, como Atlético-PR e São Paulo, que optaram por uma política claramente elitista, privilegiando o torcedor mais endinheirado.
Cobram até dez vezes mais que a média nacional, atraindo uma platéia diferenciada, que tem bala na agulha para gastar R$ 300,00 ou até R$ 500,00 com uma simples ida ao estádio desde que o programa inclua obrigatoriamente conforto e mordomia.
Essa estratégia mira os segmentos A e B da população e, a médio prazo, apresenta bom retorno financeiro, pois atinge clientes de grande poder aquisitivo, que não regateiam na hora de comprar camisas e itens relacionados ao clube de coração.
A opção preferencial pelos mais ricos abre um flanco perigosíssimo quanto à popularização da marca. É, na verdade, um risco calculado. Ao mesmo tempo em que arrecadam mais, essas agremiações contabilizam a perda de espaço junto ao torcedor das camadas sócio-econômicas mais humildes. 
O único antídoto para isso é a conquista títulos importantes, a partir da formação de elencos recheados de craques. O São Paulo deu esse salto. Está entre os cinco mais populares do país, apesar da fama recorrente de “clube de rico”. Tudo porque coleciona títulos nacionais, ganhou três títulos mundiais e tornou rotineira a presença na Taça Libertadores.
Com a contratação de Ronaldo e a execução de arrojado projeto de marketing, o Corinthians tenta seguir os passos do São Paulo quanto à política de ingressos, mas fazendo um esforço descomunal para não abandonar o apelo popular indissociável de sua história.  
Lá no outro extremo há o caso do Atlético-PR, que ensaiou vôos mais altos, mas estacionou no título brasileiro de 2001. Apesar dos recentes insucessos – e da perda progressiva de espaço junto à torcida paranaense –, manteve inalterada a filosofia de priorizar o torcedor vip.
Aqui na parte de cima do mapa, com o futebol em baixa quanto a atrair público, os clubes vivem um dilema: se cobram mais ingressos afastam o torcedor; se barateiam o bilhete, a arrecadação final não compensa. Diante disso, o Paissandu vai cobrar R$ 20,00 para a estréia no campeonato, dia 23, contra o Castanhal. Para a qualidade do espetáculo e levando em conta a economia local, está caro.

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A BWA, que domina o mercado de fabricação de ingressos para os principais times brasileiros, está indo à Justiça cobrar uma multa de R$ 5 milhões do Fluminense, caso o contrato que mantinha com o clube seja rompido, como indicam os dirigentes do Tricolor. O acordo entre a empresa e o campeão brasileiro ia até 2012. Há até bem pouco tempo, Remo e Paissandu tinham negócios com a empresa bilheteira. É bom que a turma daqui fique de olhos bem abertos. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 18) 

Craque luso lidera ranking de salários

O Barcelona conta com os três melhores jogadores do mundo, porém o mais bem pago é do rival Real Madrid. O atacante português Cristiano Ronaldo (foto) lidera a lista dos maiores salários do futebol, de acordo com levantamento feito pela revista belga “Sport Foot Magazine”, publicada nesta segunda-feira. Segundo a publicação, o camisa 7 da equipe madrilenha recebe 12 milhões de euros (cerca de R$ 26,8 milhões) por ano. Já o atacante inglês Wayne Rooney, do Manchester United, vem logo atrás com 11,5 milhões de euros anuais (próximo a R$ 25.8 milhões).

Melhor do mundo por dois anos consecutivos, o argentino Messi ficou com o terceiro lugar, conforme o levantamento: 11 milhões de euros (R$ 24,7 milhões). Os africanos Yaya Tourè (Manchester City) e Samuel Eto’o (Inter de Milão) são os outros dois jogadores que superam a marca dos 10 milhões de euros (R$ 22,4 milhões) anuais. Empatado com o sueco Ibrahimovic e o inglês John Terry, Kaká é o único brasileiro que figura na lista dos dez maiores salários. Os três recebem 9 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões) por ano e são superados pelo meia Schweinsteiger, do Bayern de Munique. O togolês Adebayor, também do City, fecha a lista com 8,4 milhões de euros (R$ 18,8 milhões). (Do Folhaonline)

Campanhas para ajudar desabrigados

Juntamente com a Cáritas Brasileira, a CNBB lançou a Campanha “SOS Sudeste”, com o objetivo de arrecadar dinheiro que será doado às regiões atingidas pelas chuvas. O presidente da Cáritas, D. Demétrio Valentini, sugere que, no dia 30 de janeiro, todas as dioceses façam uma coleta em favor das vítimas das chuvas. As ajudas serão encaminhadas às Cáritas das dioceses de Petrópolis e Nova Friburgo, localizadas nas áreas atingidas pela tragédia em questão.

Para doações em dinheiro:

Campanha “SOS Sudeste”(CNBB e Cáritas Brasileira):

Caixa Econômica Federal (CEF) – Agência 1041 – OP. 003/Conta 1490-8

ou

Banco do Brasil – Agência 3475-4/Conta 32.000-5.

Cáritas da Arquidiocese do Rio de Janeiro:

Banco Bradesco – Agência 0814-1/Conta 48500-4

Justiça pode bloquear renda da estreia remista

O sufoco financeiro volta a rondar o Remo. Depois das constantes ameaças de leilão na gestão de Amaro Klautau, o clube pode ter a renda do jogo com o S. Raimundo – primeira rodada do campeonato estadual – inteiramente bloqueada para cumprimento de débitos trabalhistas. Se até sexta-feira, 21, o clube não cumprir o acordo celebrado com a Justiça do Trabalho, que determina o pagamento dos quatro meses de salários atrasados dos funcionários, a ciranda de leilões e bloqueios de bilheteria será reaberta. 

Em dezembro, o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT) entrou em acordo com a nova presidência do Remo, com objetivo de negociar a dívida trabalhista do clube e evitar que a área do Carrossel fosse a leilão. O negócio teve como base empréstimo de R$ 1 milhão que o Remo obteve junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foram liberados R$ 400 mil, sendo que R$ 300 mil entregues de imediato à Justiça e os demais R$ 100 mil foram utilizados em despesas da gestão passada. 

Os R$ 600 mil restantes seriam destinados a pagar salários atrasados de funcionários e a indenização de jogadores contratados por AK em 2010. Ao mesmo tempo, a nova diretoria se comprometeu a pagar R$ 100 mil mensais para abater do passivo trabalhista do clube. A expectativa dos dirigentes é que a CBF libere o dinheiro até o final desta semana, para evitar que a situação deixada pela administração passada inviabilize os passos da nova gestão.

Remo contrata ex-jogador da Macaca

O Remo fechou a contratação de Marcelo Soares, que defendeu o Guaratinguetá (SP). O jogador deve ser apresentado na quarta-feira, a tempo de ser incorporado à pré-temporada do elenco em Barcarena. Segundo a diretoria de futebol, outro atacante deve ser contratado até sexta-feira. Marcelo Soares, 28 anos, viveu boa fase na Ponte Preta (SP) em 2008, sagrando-se vice-campeão paulista e marcando cinco gols no torneio.

Coluna: À procura de um camisa 9

Torcedor é bicho cismado e costuma dar mais valor, com razão, a um bom ataque do que a uma zaga excepcional ou a um meio-de-campo criativo. De seu posto lá na arquibancada, contemplativo, sabe que o homem que define as coisas é sempre mais precioso para um time.
Objetividade. Esta é a palavra que define um artilheiro desde que o futebol foi inventado. Os realmente bons no ofício, como Romário e Ronaldo Fenômeno (aquele outro), jamais enfeitavam. Sem tempo a perder, davam um ou dois toques depois que a bola chegava à área. Era o suficiente.
É justamente essa competência minimalista, raríssima nos dias atuais, que os remistas procuram desesperadamente a apenas uma semana do começo do campeonato estadual. Claro que as chances de sucesso são remotas. A estreita margem salarial que o clube tem para oferecer (teto de R$ 20 mil) é apenas parte do problema. O maior entrave mesmo é a baixa quantidade de opções no mercado.
Depois de ver o maior rival contratar o baiano Mendes, os azulinos chegaram a sonhar com os veteranos Schwenke e Finazzi. Mas agora, pés no chão, analisam a oferta do também baiano Itacaré, que tem pouquíssimas referências. Seria uma aposta cara e de alto risco.
Diante do pobre currículo de Itacaré, crescem as possibilidades de Marciano, que ainda é a mais simpática à diretoria, embora o jogador tenha saído de Belém divorciado da torcida, como todo o restante do time que perdeu o Parazão 2010. O problema é que a contratação de Marciano também está travada, pois o Icasa não está disposto a liberá-lo. O fato é que quem tem um bom camisa 9 não libera assim sem mais nem menos.
 
Quem acompanhou de perto o amistoso Independente x Tuna, ontem, em Tucuruí, ficou preocupado com o nível de ambos. Tecnicamente, os dois times estão bem fraquinhos, sem a solidez que o campeonato estadual vai exigir. A Cruz de Malta ainda tem a desculpa de estar reconstruindo a equipe depois do desmanche ocorrido no final da primeira fase, quando perdeu vários bons valores – Fininho, Charles e Analdo.
Apesar do triunfo, o dono da casa demonstrou pouco entrosamento, com um meio-de-campo que custou a engrenar no jogo. Depois de verdadeiro festival de passes errados, os gols da vitória saíram nos 10 minutos finais, dando a falsa impressão de grande superioridade.
Meu informante garante que, se não houver evolução até a estréia, Tuna e Independente são candidatos a enfrentar sérios solavancos na competição.
 
A empolgada crônica esportiva da Paulicéia celebra o gol olímpico de Roberto Carlos como façanha do outro mundo. Teve até um sujeito que definiu RC como deus dos gramados! Menos, menos. Mestre Nilton Santos deve estar sorrindo compreensivamente a essa altura, perdoando os hereges. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 17)