Reencontro com a vitória 

POR GERSON NOGUEIRA

O resultado foi excelente, o desempenho nem tanto. A vitória de 2a 0 sobre o Floresta-CE recoloca o Remo no G8 da Série C e abafa o começo de crise causada pela atuação ruim frente ao Ypiranga. Diante de um Baenão cheio, o time se movimentou razoavelmente no primeiro tempo, achando o caminho do gol somente no segundo tempo. 

Os deslocamentos de Fernandinho para compensar a falta de um articulador no meio contribuíram para alguns bons momentos, assim como Marciel participou com tentativas de bolas lançadas principalmente para o lateral Renan, que atuou bastante adiantado.

Através dele, fluíram as melhores tentativas do Remo na primeira etapa  mas as finalizações saíram defeituosas, principalmente com Rodrigo Pimpao e Brenner. O Floresta só ameaçou uma vez, após desarme errado de Daniel Felipe, que Luan não soube aproveitar. 

Depois do intervalo, Ronald entrou na esquerda e começou a abrir caminho, com dribles e arrancadas. Foi numa tabelinha rápida entre ele e Brenner que nasceu a falta que originou o gol. Bruno Alves, que havia acabado de entrar, acertou um tiro forte no ângulo esquerdo da trave cearense. Um golaço que eletrizou a massa e tranquilizou o Remo. 

Tranquilidade excessiva, que gerou um recuo das linhas, agravado pelo cansaço de Marciel e Uchoa. O Floresta chegou a ensaiar uma pressão, acertou dois chutes perigosos e fez o jogo mergulhar na instabilidade, apesar de suas limitações.

Ronald era o escape natural, mas o Remo está tão desabituado de jogar com ele que a bola raramente chegava em condições de aproveitamento. Ainda assim, sempre que foi lançado se destacou com dribles que desarrumaram a marcação.

Aos 40 minutos, Thalysson mandou um chute rasteiro de fora da área e Vinícius teve que se desdobrar para evitar o gol. Aos 44,’ Rafael Luz também bateu com perigo em cobrança de falta.

O alívio azulino só veio nos acréscimos. Aos 47′, após passe primoroso de Paulinho Curuá, Fernandinho recebeu na meia-lua e chutou duas vezes para vencer o goleiro Marcão. 

A torcida, que vaiou time e técnico no intervalo, reconheceu o esforço e aplaudiu a suada vitória, depois de se submeter a alguns sustos evitáveis. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)

O peso da camisa merengue e o exemplo dos Reds

O Real Madrid conquistou seu décimo quarto título europeu num jogo que passou longe de ser o espetáculo encantador que todos esperavam. Foi um duelo duro no meio-campo. Melhor postado, o Liverpool era o time que mais tentava as jogadas de aprofundamento. Teve lá suas chances no primeiro tempo, outras tantas no segundo, mas parou no melhor goleiro do mundo, Courtois, em noite inspirada. 

Contou também com certa ineficiência de seus finalizadores, principalmente Salah. No segundo tempo, em arrancada fulminante, o Real chegou ao gol, através de Vinícius Jr. O mais interessante é que o Real levou essa Liga dos Campeões muito mais pelo esforço e pelo talento individual de seus jogadores, com os brasileiros Casimiro e  Vinícius muito bem. 

A final mostrou que o sólido conjunto montado por Klopp tem falhas, principalmente nas laterais. A desatenção dentro da área no lance do gol foi um pecado que time do porte do Liverpool não poderia cometer. 

Nesta decisão, o Real entrou como franco-atirador. O favorito era o Liverpool. Mas decisão não tem essa coisa de ser o melhor de véspera. Tem que ser o mais objetivo e decisivo dentro do próprio jogo.

Abatido pela derrota, o time do Liverpool esperou dentro do gramado, civilizadamente, a festa dos campeões para assistir e prestigiar. Saber perder é uma arte. O gesto é um exemplo para tantos tapuias que não sabem respeitar a vitória de um oponente.

Japiim desaba e Lusa se consolida na lanterna

O Moto Club venceu a Tuna por 2 a 0, na tarde de sábado, em Belém, pela sétima rodada da Série D do Brasileiro. Com a vitória, o time maranhense segue na liderança isolada do Grupo 2. A Cruz de Malta confirma a fase desastrosa e se isola na lanterna do grupo ainda sem vencer. 

O Castanhal foi goleado por 4 a 1 pelo Tocantinópolis e saiu da zona de classificação no grupo. Foi a reestreia do técnico Robson Melo, que se ausentou por duas semanas para fazer um curso na CBF. A rodada fechou o 1º turno da etapa de grupos e os clubes paraenses precisam reagir para evitar um fiasco completo.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 30)

2 comentários em “Reencontro com a vitória 

  1. Ainda o final da Champions e além do jogo em si. Não vi jogador do Liverpool receber a medalha de vice e imediatamente retirá-la do pescoço de modo deseducado. A pressão intensa do time inglês no final da partida não fez com que os jogadores do Real, em vantagem no placar, ficassem simulando faltas pra truncar o jogo. Em nenhum momento o goleiro merengue fez aquela presepada manjada, vista muito por aqui, de simular contusão e paralisar a partida, sabendo que pode ser atendido em campo. Também não se viu roda de jogadores cercando o juiz em protesto contra alguma medida tomada contra o seu time.

    A imprensa brasileira engajada imediatamente tirou sarro dos críticos de Vini Jr. quando ele ainda era Vinícius Jr., eu no meio, que previam o fracasso desse jogador no Real. Promoveram o dia da caça, pois nós, os críticos dessa imprensa e do clube que promovem, esquecemos da grandeza do time de destino do jogador, capaz de lapidar talentos, mesmo que peladeiros, e transformá-los em craques completos ou quase. Vini Jr. e também Rodrigo podem servir de exemplo a muitos jovens talentosos que despontam por aqui e que necessitam de orientação correta para tornarem-se craques na plenitude da palavra. Tarefa árdua.

  2. O resultado realmente não condiz com o jogo em si. Quem viu, pôde notar dificuldade de armação, mesmo diante de uma zaga que não oferecia muita segurança. Fragilidade que o Remo não soube aproveitar, essencialmente pela falta de um camisa 10, embora Marciel tenha feito boas jogadas e ajudado bastante no ataque. No segundo tempo, o time melhorou com Bruno Alves e Ronald em campo, talvez porque o time ganhou em velocidade e rapidez nas trocas de passe. Mesmo assim, o jogo estava perigoso para o Remo porque o time não levou perigo à defesa adversária, o que fez com que o Floresta se animasse. Mas como o resultado é o que vale, está de bom tamanho pelos 3 pontos. Vejamos como o time se comportará diante do Campinense.

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